O erro “23 de dezembro” no piano
Eu jamais “trabalhei em algum lugar”.
Pelo menos não no sentido normal.
Mas nessas décadas todas dei muita aula de piano pra quem trabalhava em algum lugar.
Advogados, médicos, professoras, engenheiros…
Eu sentia que chegava essa época do ano, os alunos estavam em modo férias.
Mesmo aqueles que nem iam tirar férias.
Talvez se você olhar pela janela, vai notar que o mundo entrou naquele estado de coma natalino.
Algumas pessoas já decidiram que o cérebro só volta a funcionar em janeiro.
Ou depois do carnaval.
E é aí que mora o perigo para quem tem um piano em casa.
A tentação é sentar no banco, dar aquele suspiro de final de ano e dizer:
“– Agora vou tocar um pouco só para não pensar em nada”.
Isso é lindo na teoria.
E desastroso na prática.
O piano não é uma rede na varanda e muito menos um substituto para um cochilo à tarde, coisas que são excelentes pra essa época de férias, mas é o caminho mais rápido pra garantir que no Natal do ano que vem, você esteja lutando com as mesmas notas capengas de hoje.
Música não é um transe místico…
A técnica não desce do céu enquanto você baba no teclado.
O maior prazer que um adulto pode ter no piano não vem de relaxar a mente como nas férias do litoral…
Mas em ter contato real com música…
Com a coisa em si.
O piano não quer seu corpo mole de dezembro…
Ele quer VOCÊ MESMO.
Se você quer parar de esperar que a técnica caia do céu, conheça aqui como um adulto constrói a base real no piano… sem misticismo, apenas os protocolos que te dão habilidade… aqui está:
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NOVO VÍDEO: Música viciante para iniciantes
Em dezembro, no meu canal do Youtube, temos o costume de publicar um vídeo ensinando uma música especial para iniciantes no piano.
Pois bem…
Aqui está (e essa é de viciar):
Sua próxima música não é fácil (nem difícil)
Você vai até o piano e toca aquela música fácil… aquela que você pode tocar em modo cabeça de pudim, não importa, ela sempre sai…
Uma voz que parece a sua, diz:
“– Essa você já domina, é hora de arriscar aquela sonata de Beethoven!”
E o que acontece quando você tenta a tal sonata?
Basicamente ela olha de volta com um ar de desprezo.
Cheia de notas…
De vai e vem…
E parece que seus dedos jamais tocaram num piano.
É frustrante.
Veja pela seguinte perspectiva:
De um lado, você tem a segurança das peças fáceis, que você repete sem grande esforço nem aprendizado. Do outro, o Everest musical que você sonha escalar, mas que está mais para um salto de avião sem paraquedas que, sem a menor sombra de dúvida, não tem como dar certo.
Você consegue enxergar o vazio no meio dessas duas coisas?
Nesse meio está a ponte que você ainda não construiu.
Não há problema nenhum em tocar peças fáceis.
Afinal, “fácil” é sempre relativo.
Também não há nenhum problema em sonhar com as difíceis.
Elas são o motor que nos move.
O problema é a lacuna.
A imensa faixa de terra desolada entre o “fácil” e o “difícil”.
Muitos adultos amadores, com a melhor das intenções, abordam o piano como se a evolução fosse um degrau de escada que pula do térreo para o quinto andar. A realidade é que existem outros andares no meio.
As peças nem-nem (nem fáceis, nem difíceis) são a sua ponte.
São elas que te ensinam as novas técnicas…
Os novos tipos de ritmo…
Elas que são desafiadoras o suficiente para te empurrar…
Mas não tão impossíveis a ponto de te fazer desistir.
Sua próxima música não pode ser aquelas do pacote de “90 músicas” que o influenciador te prometeu, todas parecidas e sem desafio…ela deve ser aquela que te dá a base para o salto de verdade, aquele salto que você dá com confiança, porque não é tão longo que exija que você vire algo que você ainda não é.
A frustração do salto sem paraquedas pode ser transformada em aprendizado consistente.
No curso “Do Zero à Pour Elise”, adultos encontram a ponte para a Pour Elise com segurança e propósito.
E ainda cortando de vez a cabeça desse inimigo que enfia um monte de vozes na sua cabeça.
Conheça os detalhes aqui:
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NOVO VÍDEO: Novas obras de Bach confirmadas
Recentemente novas obras de Bach foram confirmadas como autênticas…
Obras lá da sua adolescência.
Vamos comentar essa novidade e algumas outras no “Piano News” desta semana.
Aqui está:
O segredo da dupla imbatível no piano
Outro dia fiz uma coisa muito arriscada:
Cheguei a falar por aqui que se você se mantém no piano por algum tempo, logo vai descobrir que tem certa facilidade pra alguns tipos de música… e que embora não deva esquecer tudo o mais, esse tipo de ‘facilidade’ pode ser cautelosamente usado como bússola.
Por que dizer isso é um risco?
Por que essa é a primeira coisa que jamais pode ser dita de acordo com a União Internacional De Professores De Piano Com Alguma Responsabilidade?
Porque coisas como “embora não deva esquecer tudo o mais”…
E “cautelosamente”…
E analogia com “bússola”…
Logo logo viram pó…
E brotam do chão aqueles adultos especialistas em improvisar somente na escala de Dó Maior, pois “tenho mais facilidade com as teclas brancas”.
Pior ainda:
“– O professor feuleupe iuscalisul me incentivou a isso…”
Bem, lembre-se de uma coisa:
Para o seu ‘dom’ vir à tona, ele precisou de um companheiro.
A prática organizada.
A sua prática é que jogou luz nessa sua capacidade.
A coisa funciona assim:
Essa sua capacidade natural de conseguir fazer com facilidade algumas coisas em música, é como um cachorro… é cheio de energia, mas se não tiver direcionamento, vai só ficar latindo pra qualquer pessoa que passa na rua ou vai sair rasgando sacos de lixo pela vizinhança.
Ter alguma inclinação pra melodias…
Ou pra harmonias…
Não significa que você deve virar um especialista em mão direita…
Ou em acompanhamentos…
Você precisa dos dois.
E a prática bem organizada, aquela mesma que revelou pra você as suas inclinações naturais, é a companheira que deve continuar guiando as suas inclinações para que elas se desenvolvam mais e em outras áreas.
A prática organizada é essa companheira que não só revela suas inclinações, mas as leva para além do óbvio, construindo uma base técnica sólida.
Conheça minha proposta de prática organizada para adultos aqui:
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Leia, antes que alguém te convença ao contrário
No vídeo de ontem eu falei sobre o tradicional método de ‘improvisação’ da música clássica.
Sim, entre aspas:
“Improvisação”…
Pois antes que alguém te convença ao contrário, você precisa saber disso aqui:
Peraí…
Antes de contar exatamente o que quero contar, vamos relembrar duas regras básicas:
1) não existe aprendizado musical sem repetição.
2) repetição não garante aprendizado musical.
Você consegue entender essas duas regras?
Ótimo!
Quando usamos a palavras ‘improvisação’, logo aparece quando falando:
“– É isso aí, improvisação é que é música de verdade, o resto é só repetição…”
Beeem…
Talvez algum outro dia eu toque no assunto de qual é a relação da ‘improvisação’ com o repertório mais exigente de piano (como o de Chopin e Liszt, por exemplo), mas hoje só quero prevenir você:
Estou nessa área de piano há décadas, como você sabe…
E estou envolvido com ‘Partimento’ (tema do vídeo de ontem) há anos, e garanto pra você (se é que minha garantia vale de alguma coisa):
‘Improvisar’ não é seguir uma escala na mão direita e uma nota de base na esquerda.
É muito mais do que isso…
Mas, mesmo isso, que seria a fórmula mais popular de ‘improvisar’ alguma coisa, já exige muita repetição.
Por quê?
Porque na improvisação você não toca notas aleatórias como se faz numa música moderna porcaria.
Você segue uma ordem…
E falando o bom português:
Você segue regras.
Como você incorpora essa regras pra que consiga improvisar sem parar pra pensar previamente?
Com repetição.
Portanto, como sempre digo, é uma pena mesmo que a ‘improvisação’ tenha sido praticamente varrida do universo da música clássica…
Mas ‘improvisação’ não tem nada de ‘improvisada’.
Se você compreender isso, já vai estar longe de 50% da confusão.
Repetição com regras incorporadas é o que separa confusão de confiança no piano.
Conheça o método que guia adultos no piano dessa maneira aqui:
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O método esquecido que formou Bach e Mozart
Descubra aqui o sistema de educação musical que foi o coração da formação de músicos durante a época de ouro da música barroca e clássica…
Uma forma de pensar a música, que criou os grandes gênios…
Aqui está:
Eu sei porque você foge da teoria musical
Talvez se juntarmos um bando de professores de música, a maior reclamação que eles vão ter sobre os alunos… bem, pensando melhor, talvez a segunda maior reclamação que eles vão ter sobre os alunos é que esses abençoados alunos não se dedicam em teoria musical.
E mais:
Talvez se juntarmos um bando de alunos de música e perguntarmos ‘qual tema musical você sabe que precisa mas não se dedica?’, provavelmente eles vão responder ‘teoria musical’.
Bom…
Talvez seria então inevitável concluir:
Falta teoria musical na vida do pessoal.
Os dois lados em disputa concordam com isso.
Sem exatamente discordar, eu diria o seguinte:
O pessoal está com a intuição certa.
Ok, eles fogem da palavra ‘teoria’ como um Atari foge de um cartucho do paraguai.
Mas é verdade que a teoria não é o centro…
Nem o início…
Nem o principal.
A prática é a mestra da música…
A teoria é apenas a sua conselheira.
E se elas estiverem em mundos separados, quando a teoria não apoia de verdade o que a prática faz, então, os alunos estão certos em fazer corpo mole, porque não há motivos reais pra estudar esse negócio.
E o que mais acontece é a teoria musical estar no seu mundinho isolado.
Se você quer que teoria e prática trabalhem juntas, sem mundos separados e sem corpo mole, o “Do Zero à Pour Elise” oferece o caminho onde a prática lidera e a teoria apoia… conheça os detalhes aqui:
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Taca pedra no Hanon…
Se tem alguém que é odiado na internet é o Hanon.
Se você não conhece, Charles-Louis Hanon é o autor do famoso método ‘O Pianista Virtuoso’ de exercícios repetitivos e mecânicos para piano.
“Exercícios”.
“Repetitivos”.
“Mecânicos”.
Com essas 3 palavras fica simples entender como é fácil odiá-los.
Será que é só na internet?
Bem, você vai encontrar por aí alguns profissionais falando mal do Hanon.
(não muitos)
80,2% desses formaram parte da sua técnica com o Hanon.
E aí entra o famoso ‘cuspir no prato que comeu’…
Além do reverenciadíssimo ‘minha arte é elevada demais pra tratar dessas brutalidades mecânicas’.
Sobra o quê pra quem quer dar vida à música?
Achar que não tem talento ou que é amaldiçoado?
Bem, descobrir que para ter vida a música primeiro precisa ter um corpo, entender quais são as condições e passos para criar um corpo capaz de receber a alma musical, ignorando todos os conselhos de alguém que só quer complicar ou quer parecer abençoado é com certeza a melhor estratégia.
Eu não recomendo que se saia executando o Hanon sem saber o que se está fazendo…
Assim como jamais vou tacar pedra nele.
O Hanon e os exercícios repetitivos são ótimas ferramentas…
Nos fazem ganhar habilidades e TEMPO…
(talvez eu fale sobre isso outro dia)
E a estratégia que você segue pra dar corpo e alma pra música, quando é uma estratégia eficaz, pode utilizar esses exercícios com proveito máximo.
Para entender como adultos dão corpo e alma pra música no piano, veja logo este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
Reagindo a Yuja Wang
Já falei dessa pianista algumas vezes, mas ainda não havia feito um ‘react’.
E não será um react normal, será um daqueles que faço coisas proibidas, que muitas pessoas odeiam…
Aqui está este novo react:






