Ontem fui fazer uma massagem aqui em Bucareste.
Fazia muito tempo que não ia a um massagista profissional e estava precisando de um momento como esse.
Cheguei no local, uma casa de massagem balinesa. Decoração típica e muito bonita, música oriental bem suave, um perfume bem leve e refrescante no ar. Fui entrando no clima.
Quando deitei para fazer a massagem, foi tocado um sininho cuja vibração já nos coloca em um estado diferente.
A moça que me massageou parecia ter a força do Arnold Schwarzenegger em seus dias de glória.
Mas foi realmente muito relaxante, revigorante. Maravilha! Era isso que eu precisava!
Saí da mesa de massagem realmente flutuando.
Me vesti e fui descer as escadas até a recepção para pagar pela sessão excelente de massagem que acabei de ter. Estava tão tranquilo, descendo aquelas escadas, com a cabeça nas nuvens.
Não olhei para o chão e acabei pisando em algo um pouco escorregadio… Pronto!
Perdi o pé de apoio e desci a escada de bunda uns três ou quatro degraus.
Cheguei até a recepção todo dolorido do tombo que tomei no segundo anterior depois de uma hora e meia de massagem balinesa.
Tá doendo até agora.
Mas por que eu estou contando essa história patética?
Preparando peças ao piano, a gente quase sempre começa pelo começo. Faz sentido, né? Mas o começo acaba sendo o mais lapidado, o meio vai ficando para trás, e o final a gente deixa sempre para depois.
À medida que avançamos, o ouvinte pode facilmente perceber que o meio já não está tão bom quanto o começo. Quando chega no final a gente consegue confirmar ao ouvinte que a gente de fato não sabe a peça e que está longe de estar pronta.
Errar no final é o pior que você pode fazer. Errar no início te permite seguir e recuperar a linha da peça nos compassos seguintes.
Mas errar no final… errar no último acorde, por exemplo… Não deixe isso acontecer, pelo amor de Deus.
Não termine a sua peça de nádegas ao solo e perdendo todo o trabalho que foi feito antes, por favor!
Para aprender como organizar seu estudo e evitar esse drama já desde a primeira aula:




