Três semanas atrás resolvi fazer o seguinte:
Assistir às peças históricas de Shakespeare, produzidas pela BBC, apenas com legendas em inglês e assim testar minha capacidade de entender esse idioma na forma utilizada há algumas centenas de anos.
(E, claro, pode me enriquecer com a arte shakespeariana)
Enquanto assistia, só pude pensar:
“– Que idéia mais imbecil!”
Por quê?
Porque eu não conseguia acompanhar…
Não tinha a menor noção pra onde a história estava indo.
Só conseguia pescar algumas cenas aqui e ali.
Mas o sentido geral estava obscuro.
Semana passada minha esposa insistiu e novamente assisti essas peças…
E, surpresa!, agora o sentido estava bem claro.
Parece que aconteceu exatamente aquilo que acontece quando pegamos uma partitura nova, e damos aquela passada geral por ela, tentando executar no piano o que for possível.
Na primeira vez, tudo está confuso.
Mas essa visão confusa é que permite apreender algum sentido posteriormente.
É como se fosse assim:
1) Não temos noção do que é a coisa, pois não tivemos contato com ela.
2) No primeiro contato, temos uma impressão confusa.
3) A partir dessa impressão confusa, começamos a captar o sentido.
E de uma idéia que me pareceu imbecil, chego agora a pensar que isso não funciona apenas com música ou idiomas, mas que deve existir uma aplicação em outros tipos de aprendizado.
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