Teoria Musical (parte 5): O caráter musical

Quando estamos falando de “Escalas Musicais”, estamos falando da primeira expressão da cor musical.

As escalas, por suas características sonoras, definem um caráter musical.

“Caráter” no sentido de que cada escala se diferencia da outra.

Uma escala é mais alegrinha…

Outra mais confusinha…

Outra mais suavezinha…

Enfim, de primeira não percebemos essas diferenças.

É algo que exige tempo e ouvido.

O que interessa saber agora é que cada uma delas representa um ambiente musical no qual as músicas são compostas (escritas ou improvisadas).

Isso não significa que um compositor utilize somente uma escala em uma mesma música.

O ponto é que sempre é possível identificar a escala em que uma música foi composta.

Em cada uma das 12 notas do piano podemos aplicar a estrutura de uma escala.

Epa, epa, epa…

Estrutura?

Optando pela brevidade, falaremos sobre dois tipos de escalas:

* ESCALA MAIOR:

Resulta em um caráter mais brilhante e alegre.

* ESCALA MENOR MELÓDICA:

Resulta em um caráter mais intimista e reservado.

A estrutura das escalas segue um padrão de distâncias de TOM e SEMITOM.

(Só para relembrar, considerando as teclas brancas e pretas, a distância sonora entre as teclas do piano é sempre de um semitom. Então, entre DÓ e DÓ SUSTENIDO existe uma distância de um semitom. “Tom” equivale a distância de dois semitons, então, a distância entre o DÓ e o RÉ é de um tom)

Não importando qual nota que se inicia, a Escala Maior precisa sempre ter esta distância entre as notas:

TOM – TOM – SEMITOM – TOM – TOM – TOM – SEMITOM.

Cada nota de uma escala é chamada de GRAU.

A Escala Menor Melódica possui uma estrutura na subida da execução:

TOM – SEMITOM – TOM – TOM – TOM – TOM – SEMITOM.

E a distância é alterada entre o 5º e 6º graus e entre o 7º e 8º graus na descida:

TOM – SEMITOM – TOM – TOM – SEMITOM – TOM – TOM.

Pra quem não sabia na disso, talvez agora comece a ficar explícito o caráter matemático da música.

Afinal, estamos falando de “altura”, “distância”, “estrutura”…

E quem sabe mais do que o básico de matemática, percebe que ela possui algo de criativo por trás de todas as fórmulas e definições frias. Até agora nesta série de teoria, falamos apenas do que é mais rígido em música e acho que, pelo menos por enquanto, não vamos mais adiante. Mas o universo de relações matemáticas mais criativas em música está presente no estudo das relações harmônicas.

E entender as escalas é primordial pra isso.

Muito bem… este texto ficou bem pesado.

Falamos de “caráter” e de “estrutura”.

Sim, não é fácil absorver essas coisas.

Mas com tudo que vimos nesta pequena série, você já pode começar a encontrar alguns limites e explicações pra qualquer estudo prático que já esteja fazendo.

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