Teoria Musical (Parte 1): Pra que serve a porcaria da teoria musical?

Com este artigo pretendo iniciar uma série sobre teoria musical.

Não será uma série longa, algo como 4 ou 5 textos, que pretendo falar sobre o básico.

(Ou básico do básico)

No futuro, continuo falando sobre teoria fazendo outra série.

Let’s do it:

Como você pode facilmente imaginar, não existem novidades teóricas que precisem ser ensinadas. Então porque existem tantos livros, sites, vídeos, apostilas, carros de som, trios elétricos, sinais de fumaça etc, que falam sobre teoria musical?

O segredo está na didática.

Todo mundo acha que sabe ensinar de um jeito melhor.

Assim como eu acho que ensino melhor do que ninguém 😀

E como sempre, não acho apenas por achar.

Ultimamente os professores têm cometido 2 erros primordiais.

1) Desvincular a experiência pessoal do ensino da teoria:

Hoje em dia todo mundo quer parecer científico.

Então, quando falam de teoria, falam de “ondas”, “frequência”, “decibéis”…. como se alguma dessas coisas fizessem parte da experiência pessoal do aluno. Isso aí são apenas nomes de coisas que alguém captou com um medidor, ou no ambiente controladíssimo de um laboratório, ninguém vê ou ouve “ondas”, “frequência”, “decibéis” etc.

Assim todo o estudo de teoria fica com um ar de tratado científico.

Minha abordagem é outra.

Vamos trabalhar apenas com conceitos provisórios.

“Provisório” ou porque vamos entender a coisa estudada de outra maneira no futuro…

Ou “provisório” porque não existe utilidade prática em entender de outra maneira.

2) Não deixar claro o lugar da teoria musical na “visão musical”:

A “visão musical” de alguém é o seu guia no mundo da música.

Assim como o Google Maps é o guia em uma viagem de São Paulo até Ipatinga.

Na minha visão musical, a teoria é suporte para a prática.

(Vamos complicar: a visão é o mapa da teoria que é o mapa da prática :P)

Ela dá forma conceitual, ou até visual, ao que é feito quando estamos com a bunda no banquinho e as mãos como cavalos sem freio tentando alcançar algum objetivo diretamente no instrumento. Não tenho interesse em ensinar de modo que o aluno conheça apenas o mapa. Meu interesse é que ele percorra o caminho real.

Por isso dou prioridade à prática e sempre coloco logo o aluno pra trabalhar.

Por isso só estou fazendo uma série sobre “teoria musical” três anos depois de começar meu trabalho pela internet.

Ok!

Agora você já sabe mais ou menos como eu encaro a teoria.

Isso é importante pois não existe apenas um jeito de lidar com ela.

E nunca esqueça que estamos lidando com coisas provisórias.

Se algo ficou nebuloso, pode ser que fique claro nos próximos artigos.

A próxima coisa que faremos é entender de maneira teórico/prática o que é “música”.

Mas não aqui.

Falaremos sobre isso no próximo artigo.

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