Seus dedos são burros, mas há um jeito de treinar os burros

Outro dia comentei por aqui o quanto é falso simplesmente aderir a regra “dedilhado é subjetivo”.

Isso causa um mal danado.

Bem, quem não viu esse meu comentário, vou fazer só hoje o papel de secretário (não se acostume), aqui está o texto sobre esse mentiroso “dedilhado é subjetivo”: https://www.aprendendopiano.com.br/dedilhado-e-so-mais-ou-menos-subjetivo/

No final do texto eu disse o seguinte:

“Existe outro aspecto errado ainda desse ‘dedilhado é subjetivo’, algo que pega muito profundamente em intermediários”.

E com ‘pega’ eu quis dizer ‘engana’.

Hoje vou revelar qual é este aspecto.

Comecemos pelo tradicional ‘veja bem’…

Veja bem:

Seus dedos são burros.

Burros em qual sentido?

Eles não tem uma consciência.

Você aponta uma sequência de notas Mi – Mi – Fá – Sol – Sol – Fá – Mi – Ré – Dó.

E seus dedos fazem o quê?

Eles são incapazes de entender o que isso significa.

Acontece que existe uma maneira de eles ‘entenderem’.

Se você pensou REPETIÇÃO…

Sim, você está certo, mas, de novo, apenas mais ou menos certo.

Os dedos aprendem por REPETIÇÃO DE PADRÕES.

E assim nosso assunto se conecta com os dedilhados e com os intermediários.

Quando um intermediário (ou avançado no piano) tenta relembrar ou repassar alguma peça que já tocou anteriormente, e se por acaso ele for um adepto fundamentalista do ‘dedilhado é subjetivo’, é batata que ele vai tentar relembrar a peça usando um dedilhado qualquer, afinal de contas, ‘dedilhado é subjetivo’.

É subjetivo, mas os seus dedos são o sujeito…

E esse sujeito aprendeu a peça com um PADRÃO de dedilhado…

Padrão que depois foi abandonado, deixando o sujeito burro feito uma porta furada.

Entendeu?

Se esse intermediário tivesse mantido o padrão, havia a possibilidade dos dedos realmente serem inteligentes.

Agora, mudando-se os dedilhados, eles simplesmente perdem a ‘memória’.

E esse é o cenário ideal pro nosso inimigo oculto renascer e atacar novamente.

Bem….

Pode parecer planejado isso, mas não foi:

Acabei de perceber que existe ainda um outro jeito AINDA PIOR de aplicar erroneamente o ‘dedilhado é subjetivo’.

Será que revelo agora ou deixo pra depois?

O que eu faço?

Vou revelar…

Não, não…

Vou deixar pra outro dia.

Até lá.

Se você quer conhecer o inimigo oculto dos adultos no piano e, mais ainda, entender como fazer pra cortar a cabeça dele, veja esta aula aberta aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/piano-para-adultos/