Realmente não importa se você está apaixonado pela música

Este fato é bem claro:

Seu nível de “paixão” pela música ou piano não significa nada.

Aliás, diria que poucos alunos que se mantêm estudando têm essa paixão.

E uma quantidade realmente impressionante de alunos começou a estudar de forma totalmente acidental. Não tiveram nenhum contato especial com música quando pequenos. Nem mesmo tiveram estímulo de parentes ou amigos. Simplesmente ocorreu algo não planejado.

Alguns só acharam que seria interessante aprender algum instrumento.

(Sem perder muito tempo em pensar no porquê)

Ou por acaso tinham um tecladinho acumulando pó em casa.

Ou o pior caso possível:

Viram alguém tocando e desejaram se tornar o centro das atenções.

Enfim, você não precisa compartilhar corações e notas musicais no Facebook pra ter intimidade com a música.

Nem precisa sentir arrepios na coluna em cada acorde que ouve.

A verdade é a seguinte:

Se está apaixonado ou não, se quer fama ou não, o interesse será provado na forja.

No fogo da continuidade dos estudos.

E nessa continuidade acontece uma coisa interessante.

Algo que realmente é universal.

A pessoa descobre na música algo que ela não conhecia.

Algo que não está presente em nenhum outro tipo de arte ou atividade humana.

Alguns mais atentos conseguem descobrir algo novo sobre si mesmos.

Minha opinião é de que a coisa que a música proporciona é 1) a sua própria maneira particular de ser arte, com seu universo de habilidades, teorias, relações etc, algo que realmente expande o nosso horizonte de consciência e 2) a beleza que ela veicula e nos coloca na presença.

Enquanto não existir um contato sério por tempo suficiente, essas duas coisas não são captáveis.

E são elas que criam solidez e enraizamento no mundo musical.

Qualquer outra motivação é transitória.

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