Praticar mais não resolve

Tem uma cena que se repete na vida de todo aluno de piano.

Ele senta sozinho para estudar. Tem um trecho que não está saindo. Então faz o que parece óbvio:

Repete. 

Cinco vezes. 

Dez vezes.

Vinte vezes. 

Às vezes sai, às vezes não. Mas ele continua, porque a lógica parece sólida, repetir até acertar.

Na semana seguinte, o mesmo trecho trava no mesmo lugar.

A sensação é conhecida: 

“Estudei a semana inteira. Não adianta nada. Conclusão óbvia:

Não tenho talento!”

Mas o problema não é o talento, filho. 

É o que você está chamando de estudar!

Tocar o trecho várias vezes esperando um milagre, isso não é estudo. 

O erro fica registrado junto com tudo o mais, e na próxima vez o seu corpo repete exatamente o que aprendeu, a versão errada.

O verdadeiro estudo começa com investigação.

Você deve se perguntar: Onde, exatamente, está o problema? É a mão esquerda? Toca só ela e vê. É a direita? Faz o mesmo. É só quando junta? Então o problema está na coordenação, não nas notas.

Quando você encontra o ponto exato onde a dá o chabu, aí começa o trabalho de fato:

Tocar aquele trecho mais devagar do que uma corrida de bicho preguiça, lento o suficiente para não errar nenhuma nota, nenhum ritmo. Repetir assim duzentas vezes. 

Não até acertar. 

Duzentas vezes certo.

Repetir errado é praticar o erro. Repetir certo, lentamente, é criar um hábito novo, e é o único jeito de o seu corpo aprender de fato.

O problema é que isso exige saber investigar. Saber isolar. Saber o que procurar antes de sentar ao piano. 

E isso raramente alguém ensina.

Se você quer aprender a estudar assim, do primeiro dia:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/