IA X professores de piano

Minha avó paterna foi uma pessoa muito importante para toda a família. Todo mundo se unia em torno dela e sua maneira de ser e seu senso de humor, tipicamente italiano, ensinavam e divertiam ao mesmo tempo.

Uma vez por ano ela fazia um prato que acabou virando uma tradição familiar: um polvo ao molho de tomate.

Não vou aqui passar a receita porque é segredo controlado pela CIA e pela NASA, mas só posso dizer que era algo fora deste mundo.

Depois que ela faleceu, outros familiares procuraram reproduzir o polvo dela, com relativo sucesso (destaque para a minha mãe aqui). Mas não é a mesma coisa.

Minha avó se adaptava de acordo com os ingredientes e a receita passava por sutis alterações para que mantivesse o seu objetivo.

Hoje existe muita tecnologia e talvez a IA pudesse me ajudar a reproduzir o polvo que minha avó fazia.

Dá para a IA listar os ingredientes?

Claro!

Dá para a IA organizar as ações de acordo com a quantidade de comida e o número de pessoas que vão comer?

Com certeza!

E isso consegue reproduzir o que minha avó fazia?

Não.

E por que não?

Porque um ser humano tem a capacidade de observar sua situação concreta e readaptar seus meios para que correspondam à realidade. O ser humano pode perceber a verdade de algo.

Minha avó reconstruía a sua receita a cada passo de acordo com a resposta do próprio polvo.

Ela se adaptava à “verdade” que o polvo contava a cada momento para ela.

Tá! Mas e no caso do professor de piano?

Tudo aquilo que está escrito na partitura, a IA pode ser capaz de te descrever e até dar sugestões de caminho para praticar.

Mas tem uma coisa que a IA não vai fazer nunca.

O que ela não consegue fazer é te ensinar a perceber. 

Um professor que passou anos tocando não te diz só o que corrigir — ele te desenvolve o ouvido para que você mesmo identifique quando algo está no lugar certo e quando não está. Isso é o que separa quem depende eternamente de instruções de quem começa a se conduzir sozinho.

Em suma, a IA não te ensina a sentir o que está acontecendo e ressignificar o caminho para atingir o mesmo fim. Ela não percebe a verdade. Ela só repete.

Só repetir não basta.

Para fazer um bom polvo com molho de tomate é preciso aprender a perceber a realidade.

Da mesma forma, é preciso aprender a perceber a realidade para tocar piano.

Se quiser aprender com assistência pessoal minha, mandando seus vídeos por WhatsApp sempre que quiser:

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O dogue alemão e a iluminação da consciência

Na última vez que nos mudamos, há mais ou menos um ano, foi necessário contratar um serviço de transporte para o piano – porque aqui eu tenho um Bechstein de meia cauda que pesa meia tonelada. 

Transportar esse piano é sempre uma novela. Mas até que essa vez foi mais simples do que outras. 

Equipe de transporte profissional mesmo. 

Os caras empacotaram o meu piano mais rápido do que eu mesmo me empacotei para sair na rua no meio da neve que estava aqui em Bucareste.

Lembrei de quando consegui ter meu primeiro piano de cauda.

Foi tanta alegria que prometi para mim mesmo que nunca mais teria um piano que não fosse de cauda. 

O piano de cauda tem muitas diferenças em relação ao piano vertical e uma das que mais fazem diferença para o pianista é a velocidade maior com que as teclas voltam para cima depois que você as soltou. 

É uma sensação muito boa, uma sensação de agilidade, de liberdade.

Então vim pra cá com meu piano grande e ele entrou fácil no quarto onde está.  Não cabe mais muita coisa no quarto além do piano, eu e a minha esposa (que é quem filma os vídeos que faço).

Depois de alguns dias da nossa mudança para cá eu estava ali na entrada do prédio aguardando um uber e vi chegando uma senhora, uma vizinha daqui do prédio. Ela estava acompanhada de seu delicado cachorro, que parecia ser um cruzamento de dogue alemão com tiranossauro rex. Era realmente um cachorro quase girafa.

Eu olhei para aquela senhora acompanhada do seu gigante e pensei: “Mas veja só… como é que pode um negócio desses?… Neste prédio?… Os apartamentos têm tamanho médio e alguns até pequeno…que loucura é essa?!”

De repente me veio a iluminação:

Aquela senhora era eu e o dogue alemão, o meu piano.

Ter um piano de cauda é uma maravilha de fato. Não me entenda mal. Mas, é a coisa mais sensata ter um piano desse tamanho em um prédio de apartamentos como esse?

Para a maioria das pessoas, provavelmente não.

Mesmo sendo a minha profissão, seria possível realizar muita coisa com um piano menor. Mas o que agora está claro pra mim, era antes uma ideia insuportável: “Não fale mal do meu piano de cauda!”

Você vê então que coisa que é a nossa cabeça, né?

A gente põe uma ideia ali e depois para tirar é preciso realizar uma verdadeira cesariana cerebral, porque não sai de jeito nenhum.

Nem todo mundo que tem cachorro tem necessariamente um dogue alemão e mesmo assim é muito feliz com seu bichinho. 

É preciso ter um piano de cauda ou mesmo um piano vertical, para aprender, estudar e evoluir? 

É uma coisa maravilhosa sim, mas é claro que não é necessário!

Você pode começar com um teclado menor que se acomode melhor à sua circunstância e ao espaço que você tem.

Bom, dito isso, para terminar o email, não estou resistindo e preciso confessar: Meu piano de cauda não sai daqui, não, viu?!

Quer começar a aprender e já “por no bolso” uma coleção de peças que ficam bonitas tanto no piano quanto no teclado?

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Os músicos não gostam de admitir

Sempre que eu falo o que vou dizer aqui, tem gente que fica revoltada. 

O pior é que não é nenhuma novidade e está longe de ser uma opinião exclusiva minha. 

Mas aqui vai a “bomba”: 

A voz humana é a referência máxima para qualquer instrumento musical! 

O pessoal fica nervoso justamente porque não tem nada de “revolucionário” nessa ideia e parece uma limitação. 

Mas a verdade é que a voz é o ideal de todo instrumento fabricado por mãos humanas. 

Em que sentido? 

Quanto mais alguém, ao tocar um instrumento, parecer uma voz cantando, melhor está tocando. 

Da mesma forma – e não seria de se estranhar – a relação da música com a palavra é também direta. 

Podemos dizer que a música “veste” as palavras, completa o seu significado. 

Então esse email é para dar a você duas informações: 

a) Quer saber como tocar piano melhor? 

Procure imaginar como um cantor faria aquela melodia da mão direita e tente inclusive cantarolar para você mesmo a passagem. 

Em seguida, imite ao piano o que você imaginou ou cantou. 

Ali vai estar a chave mestra. 

b) Não aceite tão fácil a ideia de que a música não pode ser explicada com palavras, como muita gente diz (principalmente músicos). 

Essas duas coisas sempre andaram juntas e qualquer professor de música, quando vê que um aluno não está entendendo o que fazer em um trecho, usa automaticamente palavras e analogias para retratar o que aquela música expressa. 

Então pode-se dizer muita coisa a respeito de uma peça musical com palavras. Mais do que a maioria dos músicos gostaria de admitir. 

E se você quer aprender a tocar piano, tendo palavras e referências ao canto para entender melhor o que fazer:

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A lei que governa tudo (inclusive o seu piano)

Para conseguir melhorar um pouco como pessoa a cada dia, é um esforço enorme. Tem que ter uma atenção grande, se corrigir pra caramba… subir de nível assim dá trabalho.

Agora, pra descer de nível é uma coisa simples, né? Fazer besteira a gente faz relaxadamente:

Ficou desatento com alguém do seu convívio, ou com a circunstância comum da vida, pode estar certo que alguma bobagem sai. 

Descer de nível é moleza.

E olha só: subir uma montanha é cansativo também. Precisa de mais força.

Dependendo da montanha exige até preparação. Subir fisicamente é mais duro e precisa de um esforço maior.

Já para desceeeer… apesar de não poder relaxar totalmente — para não rolar montanha abaixo —, pode-se dizer que está mais ligado a relaxar. Você não aplica o mesmo tipo de esforço.

Da mesma forma, quando um cantor precisa cantar uma nota bem aguda, ele precisa de mais força e acaba às vezes se espremendo inteiro para alcançar a nota. Fica todo vermelho.

Porém, para cantar mais grave ele precisa relaxar as cordas vocais, o aparelho fonador como um todo. 

Cantar mais leve é obrigatório para conseguir chegar em certas notas mais graves.

Deu para pegar a ideia, né?

Subir = esforço. Descer = relaxamento.

Daí vem o conselho tradicional que você vai aplicar ao piano: para dar expressividade à música — depois de saber bem as notas — vá aumentando a intensidade à medida que a melodia sobe, e diminuindo à medida que ela desce.

Eu batizei esse recurso de regra da montanha.

Não é uma regra universal, que se aplica a absolutamente todas as situações musicais.

Mas é um conselho prático que funciona na maioria das vezes.

E melhora substancialmente o resultado que você consegue no piano.

Quer aprender do zero e saber como e quando aplicar direitinho a regra da montanha?

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O elefante na sala

Qualquer pessoa que já tentou aprender piano conhece essa cena:

O professor ouve você tocar, aponta o que está errado, corrige a nota, ajusta o ritmo, pede mais leveza aqui, mais força ali.

E no final da aula:

“Estuda tudo isso até a semana que vem. Um abraço!”

O aluno sai satisfeito.

Sabe o que precisa melhorar. Tem um plano.

Mas passam-se dois dias e o que acontece? (sendo bem otimista)

O aluno senta ao piano e simplesmente trava.

Ele percebe que não sabe o que fazer:

“Repito com as mãos separadas?”

“Faço bem devagar? A música toda ou só os trechos difíceis?”

“Faço rápido para desenvolver agilidade ou no passo de tartaruga mesmo?”

“Metrônomo? Deus me livre. Acho que não vou por não.”

O sujeito fica perdidinho e não sabe muito bem por quê.

Mas isso acontece porque ninguém ensinou, no fundo, a coisa mais importante: 

COMO estudar.

Parece um detalhe tão bobo.

Mas não é não.

Saber onde colocar a atenção, quanto tempo repetir, o que resolver primeiro, o que deixar para depois… são essas coisas que fazem o progresso acontecer. Quase inteiramente.

Com frequência paro para conversar com os alunos sobre como eles estão estudando. E quase sempre é o “elefante na sala”.

Nos meus cursos online, o foco está em exatamente isso: que você nunca saia de uma aula sem saber o que fazer na próxima vez que sentar ao piano.

Quer aprender sem ficar perdido entre as aulas?

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Reagindo ao pianista Daniel Barenboim

Eu tive que mudar minha opinião sobre o Daniel Barenboim.

Veja aqui o motivo:


Ainda bem que não pensamos assim

Eu moro na Romênia.

E aqui acontece uma coisa que me surpreende sempre.

Se você quiser aprender a desenhar ou pintar depois de adulto, vai ter que sentar numa cadeirinha de criança. Se quiser aprender a dançar, vão achar que você precisa de acompanhamento psicológico. E se quiser aprender música…

Vão chamar o SAMU.

Na Romênia existe uma ideia muito enraizada, que parece óbvia pra quem vive aqui: arte é coisa ou de criança ou de profissional. Não tem meio termo.

E se você chegou na idade adulta sem ter começado, melhor deixar pra quem sabe.

O que eles não param pra pensar é que um adulto pode querer aprender um instrumento musical simplesmente para ser uma pessoa maior. Adulta de fato, entende? Para perceber mais, ter o olhar mais afinado, desfrutar de beleza de forma participativa — não só como espectador, mas como alguém que entende o que está acontecendo:

Para aprender a enxergar o invisível.

Para entrar em contato com a própria criatividade, ser fonte de alegria para si mesmo e para os outros.

Ou simplesmente desaparecer por alguns minutos numa performance, de forma que o mundo lá fora não exista mais, que a conexão com tudo que é infinito te absorva, que o tempo pare.

Nada disso parece justificativa suficiente por aqui.

Afinal, “onde está o retorno material?”

É uma pena. 

O romeno é um povo generoso e acolhedor. Mas essa mentalidade os priva de algo que não tem preço.

Ainda bem que no Brasil não é assim, não é mesmo?

Ou será que estou enganado?

Se você quer fazer diferente e começar a enriquecer a sua vida com beleza, eu posso te ajudar.

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E quando o encanto acaba?

Hoje conversei com um grupo de alunos muito especial sobre o prazer de tocar.

É comum dizer que, quando alguém faz algo por muitos anos, muitas vezes profissionalmente, acaba perdendo o prazer. Aquilo vira mais uma obrigação entre tantas outras.

A gente começa a ver os bastidores.

A rotina se repete.

E aquela fantasia inicial desaparece — aquela imagem que tínhamos quando ainda não sabíamos fazer, mas sonhávamos.

Sem dúvida, a relação com a atividade muda quando entramos nela de verdade.

Muitas coisas que pareciam difíceis ficam simples.

E outras, que pareciam simples, se revelam profundamente difíceis.

A música não é diferente.

Ela também passa por isso tudo.

Rotina.

Problemas.

Pequenas mesquinharias.

Pessoas idolatradas sem motivo claro.

Outras injustamente ignoradas.

Competição entre colegas.

Tudo aquilo que existe em qualquer atividade humana.

Mas olhar para isso e concluir que algo perdeu o seu brilho…

isso é como alguém que se frustra por não sentir mais a paixão adolescente por um cônjuge com quem vive há muitos anos.

Essa pessoa ainda não entendeu o que é amar de verdade.

Amar não é viver de fantasia.

Amar é perceber a beleza mesmo quando ela já não vem acompanhada de novidade.

É perceber que, apesar do desgaste, apesar da rotina, apesar de tudo o que o mundo joga sobre as coisas…existe uma luz ali.

E essa luz não desaparece.

Ela continua ali — silenciosa, constante.

Mirar nessa luz é a nossa tarefa.

Percebê-la é a função mais profunda do ser humano.

É isso que nos faz, de fato, humanos.

E na música, oportunidades para isso não faltam.

Se você está desanimado com o piano, faça algo simples:

Vá a um concerto.

Ouça suas peças preferidas (de preferência com um bom fone de ouvido).

Leia sobre um compositor.

Assista alguém tocando bem.

E mais do que isso:

Olhe para o mundo.

Veja quadros bonitos.

Observe a natureza.

Se você mora na cidade, repare nas cores, nas formas, nos detalhes.

Tenha sensibilidade estética.

Não seja alguém anestesiado, que atravessa o mundo sem perceber nada ao redor.

Vamos acordar para a beleza das coisas.

E para a beleza da música.

Ela é eterna.

E se você quer entrar em contato com essa beleza de forma organizada, desde o início:

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Como tocar com forças diferentes em cada mão

Se você já consegue tocar uma peça com as notas certas e o ritmo correto,

falta apenas um passo para que a sua interpretação comece a aparecer de verdade.

Um passo que, musicalmente, é um divisor de águas:

conseguir tocar o acompanhamento mais leve do que a melodia.

Mas não basta ser “um pouco” mais leve.

O ideal é que o acompanhamento seja quase como uma fumaça, um perfume…

enquanto a melodia vem com som claro, encorpado, projetado.

É isso que faz a música ganhar forma.

—

E aí quase sempre vem a pergunta:

“Mas professor… como eu faço isso?

Como coordenar forças diferentes entre as duas mãos?”

E a verdade é que você já sabe fazer isso. O tempo todo.

Aplicar forças diferentes com cada mão é algo absolutamente natural.

O que você ainda não fez foi associar isso ao piano —

trazer para o instrumento uma memória física que você já tem.

—

Experimente o seguinte:

Com a mão direita, segure um livro pesado.

Com a mão esquerda, segure um lenço bem leve, apenas com a ponta dos dedos.

Automaticamente, você vai aplicar forças completamente diferentes entre as mãos.

Agora preste atenção nisso.

De onde vem a força para segurar o livro?

Perceba como a mão inteira participa.

E observe o contrário na outra mão:

os dedos apenas sustentam o lenço, quase sem pressão nenhuma.

—

Agora vá para o piano.

E tente reproduzir essa mesma sensação:

uma mão com peso, outra quase sem peso.

Uma nota mais presente, outra apenas sugerida.

—

Esse é o início de um aprendizado curioso.

Porque, no fundo, não se trata exatamente de aprender algo novo,

mas de relembrar algo que o seu corpo já sabe fazer.

—

Se você quer aprender a controlar esse tipo de detalhe desde o início, com o que eu chamo de “regra do cantor”:

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A luz apagou no meio do recital

Nunca mais vou me esquecer de um recital que dei em São Paulo. 

Logo no início da apresentação, a luz do teatro simplesmente acabou. 

Foi uma das sensações mais estranhas que já vivi. 

Toda aquela concentração, a adrenalina do começo… e, de repente, um breu completo. 

Minha consciência levou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. 

Continuei tocando por alguns compassos… mas parei. 

Eu não estava preparado para tocar sem olhar. 

Olhei para o público e disse apenas: 

“Assim fica difícil.” (algumas risadas) 

A luz voltou logo em seguida. 

Mas o recital não foi dos melhores. 

Minha cabeça não parava. 

Ficava o tempo todo repetindo: 

“Como pode um teatro não ter um gerador?” 

“Como isso foi acontecer agora?” 

E, enquanto esses pensamentos iam e voltavam, eu simplesmente deixei de estar ali. 

Tivesse eu conseguido silenciar essa confusão interna, provavelmente o resultado teria sido outro. 

Eu teria conseguido, ao menos, comunicar alguma coisa de verdade. 

E é por isso que, no fim das contas, eu considero que a responsabilidade foi minha. 

Não porque seja possível não se abalar com algo assim. 

Mas porque eu não estava suficientemente habituado a estudar com atenção real. 

A voltar constantemente a mente para aquilo que precisa ser feito. 

Sem deixar a imaginação sair correndo, como um cachorro que dispara pela praia e desaparece no horizonte. 

Esse tipo de concentração não aparece no palco. 

Ela é construída no estudo. 

E hoje isso é ainda mais difícil. 

Porque, cada vez que sentamos ao piano, estamos disputando atenção com tudo: 

o celular, as mensagens, as preocupações do dia, as interrupções… 

Se você não souber exatamente o que precisa fazer, e não conseguir sustentar a atenção nisso, o estudo simplesmente não anda. 

E isso aparece na hora de tocar. 

— 

Por isso, duas coisas simples: 

preste atenção na qualidade da sua concentração enquanto estuda. 

E, sempre que possível, pratique sem olhar para o teclado. 

Porque, no fim das contas… 

você nunca sabe o que pode acontecer. 

Se você quer sentar ao piano e conseguir manter a atenção no que realmente importa:

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