Músicos alteram o tempo, você não sabia?
Com certeza você já quis que aquele momento divertido e leve na praia durasse mais tempo…
Ou que aquela fila de 12 horas pra voltar do litoral passasse mais rápido.
Bem…
Você sabe… músicos fazem exatamente isso com a música.
Eles esticam e encurtam alguns tempos, algo que chamamos de “rubato”.
Agora, tenho dois comentários para hoje:
1) Rubato não é descontrole
Perder o controle rítmico não é a mesma coisa que alterar os tempos de maneira musical.
E então?
O seu peito vibra junto com os tempos da música.
E isso, que chamo de “senso rítmico”, é uma parte do que chamamos “aprender piano”.
E então (parte 2)?
Use os protocolos para criar esse senso rítmico…
Depois disso você se preocupa em manipular os tempos.
2) Rubato não é novela mexicana
Dedos domados, peito vibrando…
E então (parte 3)?
É só esticar o tempo antes do tempo principal, certo?
Bem, não, rubato não é isso.
E se ficarmos apelando apenas a isso, então a música se torna aqueles dramalhões exagerados de novela mexicana dos anos 80/90.
Comentário final:
Manipulação dos tempos musicais é uma das ferramentas musicais mais maravilhosas…
E é como andar de bicicleta:
Primeiro você aprende a andar em linha reta, depois você tenta algumas manobras.
Pra entender como um adulto percorre o caminho da habilidade + sensibilidade, veja este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
Música clássica parou no tempo: uma investigação sobre como chegamos aqui
Parece que música clássica é só Bach, Mozart, Beethoven, Chopin…
E alguns nomes do passado…
Aqui está minha investigando de como chegamos nesta situação (e como podemos sair dela):
Como adultos se machucam no piano
Não estou falando em se machucar porque o piano caiu na sua cabeça (como isso poderia acontecer?), ou quando uma música maravilhosa “machuca” o seu coração (esse é o “machucado” mais difícil de curar, não?), ou quando um adulto fica “machucado” por não conseguir tocar do jeito que tinha imaginado (esse talvez seja o “machucado” mais fácil de se resolver)…
Estou falando mesmo de dores corporais.
Dores nos braços, nos punhos, nas mãos, nos dedos.
Já vou logo falando:
Dificilmente um adulto se machuca porque praticou piano demais.
A maioria das vezes é porque praticou errado.
O que eu quero dizer com errado?
Tentou fazer coisas avançadas demais cheio de tensão.
Então temos dois erros fundamentais aqui:
1) Adultos tentam pular etapas do seu desenvolvimento técnico.
2) Adultos ignoram completamente o assunto “tensão”.
Só de ler agora a palavra “tensão”, a maioria já desistiu de continuar lendo este texto.
Parece que “tensão” é assunto para profissionais.
“Eu só quero tocar as músicas que gosto…”
Ok…
Hoje vou encurtar as explicações e vou direto para as recomendações.
Você pode aplicar aí direto no seu dia a dia no piano.
1) Um dos motivos para começar do começo, sem ir direto para Sonata ao Luar ou a Clair de Lune, e você acostumar seu corpo a usar a tensão a seu favor. Então não pule etapas, trate bem o seu corpo desenvolvendo habilidades técnicas reais desde o básico.
2) Em qualquer exercício ou música que estiver praticando, procure o gesto que favoreça o relaxamento logo após ter atacado as teclas.
No final, esse assunto de “tensão” não se limita apenas a “não se machucar”…
Mas é o próprio cenário onde você consegue ou não tocar do jeito que imaginou.
Pra entender em detalhes o que um adulto deve fazer para aprender piano, derrotando o pior inimigo que vai com toda certeza aparecer, veja este meu vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
Não se esqueça desse exercício essencial no piano
Antes de correr a internet inteira atrás do exercício que vai resolver todos os seus problemas no piano…
(que não existe)
Que tal realmente fazer algo mais essencial?
(pra não dizer “maravilhoso”)
É o seguinte:
Você está praticando alguma música, certo?
Pegue um trecho desta música e pratique de forma isolada.
Pronto…
Você já vai estar num bom caminho.
Quer fazer de maneira ainda mais frutífera?
Escolha o trecho que é mais desafiador…
E não simplesmente só o começo…
Ou um trecho que é confortável.
Pronto…
Você já vai estar num ótimo caminho.
Quer colher mais frutos?
Não pratique esse trecho isolado sempre do mesmo jeito…
Aceita uma sugestão?
Pratique com variação de articulação…
Levantando bem os dedos, indo fundo nas teclas, mas relaxando a palma da mão e o punho.
Ah…
Que paraíso!
Já até vejo o trecho “desafiador” se transformando em “só mais um trecho normal”.
Quer frutos ainda mais saborosos?
Que tal direcionar toda a sua prática em busca de um objetivo, fugindo de confusão ou precisar adivinhar o que precisa fazer cada dia?
Parece uma boa?
Então entenda como um adulto faz isso no piano aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: Música boa é música difícil
Pois é… tem gente que acha que pra música ser boa, ela precisa ser difícil…
Virtuosística…
E embora muita gente vai continuar achando isso…
Eu gravei um REACT de várias músicas pra mostrar que música boa não tem que ser difícil.
Aqui está o vídeo publicado no Youtube:
Mais importante do que quanto tempo ficar no piano é…
Se tem uma coisa que eu aprendi ao lidar com adultos no piano, é que eles são extremamente preocupados em quanto tempo devem praticar.
E eles estão certos.
O tempo é importante.
10 minutos…
50 minutos…
38490 minutos…
Qual desses números mágicos dá o super poder de tocar piano?
Bem, embora seja mesmo importante…
Existe algo muito mais importante.
É o “todo dia”.
“– Maix qui ixageru fileupe, unde estah o ixtudo ki dix que priciza ser todo dia?”
Ok, ok…
Quase todo dia então…
5 dias na semana parece mais aceitável?
Bem, o fato é:
10 minutos ou 30 minutos…
Vá para o piano TODO OS DIAS.
Por que isso é importante?
Para criar o HÁBITO.
E “hábito” não significa apenas “mania” ou “costume”:
“Hábito” também significa a prática continuada que APROFUNDA uma habilidade.
Mexa os dedos no piano 10 minutos todos os dias.
Acotovele essa prática entre as outras atividades diárias.
E preocupe-se em aumentar esse 10 minutos depois.
(caso você tenha dificuldade em encontrar tempo)
Última constatação:
Isso também serve para aquelas habilidades mais avançadas…
O hábito sempre precisa ser criado.
Quer saber O QUÊ e COMO preencher esse tempo no piano, algo que cria não só o hábito, mas um hábito SAUDÁVEL, então veja este meu aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
É ótimo ser péssimo no piano
Olha, vou admitir uma coisa meio feia:
Acho bem legal quando alguém super competente é arrogante.
Não me entenda mal…
Eu sei que arrogância é uma porcaria, mas quando vejo aquele pianista que faz coisas incríveis bancar o bonzão (claro, uma espécie de arrogância “leve”), eu só penso “é mesmo, você é o bonzão, e vou copiar algumas coisas de você”.
Mas, no geral, não é o que a gente vê, não é mesmo?
A gente vê muito uma mistura de incompetência e arrogância que é insuportável.
Por isso, não se preocupe se você se acha péssimo no piano.
Em primeiro lugar, se você se acha péssimo, mas pretende fazer mesmo assim…
Já está no caminho certo pra aprender.
Em segundo lugar, “ser péssimo no piano” é uma afirmativa mentirosa.
“Tocar piano” é uma junção de micro tarefas…
Que dão apoio umas às outras.
Algumas dessas tarefas são mais trabalhosas e misteriosas para pessoas diferentes.
E como uma tarefa depende da outra, aquela que a gente mais pena pra realizar acaba se tornando uma âncora para as outras.
Consequência disso?
Bem, é aquele velho comportamento do adulto que está aprendendo:
Evitar lidar com essa dificuldade…
Escolher somente o contexto em que essa dificuldade aparece o mínimo possível.
Isso é muito diferente de “ser péssimo no piano”.
Agora, se você percebe que está evitando lidar com alguma dificuldade…
Bem…
Que tal largar esse discurso de “ser péssimo”…
E colocar a mão na massa pra essa âncora ser recolhida e nunca mais te segurar em algum lugar?
Para entender como um adulto faz isso, se livrando ainda do seu pior inimigo, veja este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: Seu piano está com sotaque, como resolver?
Mesmo quando você pratica com cuidado, às vezes o piano ainda soa duro e estranho.
Uma pessoa pode falar uma língua estrangeira com as palavras certas e a gramática correta e, ainda assim, soar estranha.
Onde está o problema e como resolver?
Descubra no Youtube aqui:
Ok, não é sem razão que falam mal dos exercícios de piano
Você sabe, sou um defensor dos exercícios de piano.
Estou falando dos exercícios técnicos mesmo.
E estou falando daqueles bem pouco “musicais”.
Sim, eu sei que em qualquer rede social aí vai pular algum vídeo curto dizendo o quão retrógrado, burro, ineficiente, é ficar repetindo o Hanon, e que existe um jeito muito mais inteligente e mais rápido e divertido de aprender piano.
Olha, reconheço que há muita verdade nisso sim.
Veja bem:
Se um total iniciante passa duas semanas praticando o Hanon…
Mesmo que de qualquer jeito…
(desde que não seja com os dedos dos pés)
É inevitável que ele sinta uma melhora no controle dos dedos.
Mas o problema não é esse.
O problema é:
É possível manter uma melhora real, semana após semana, simplesmente repetindo o Hanon de qualquer jeito?
Não é possível.
Nisso os “gurus do piano divertido” têm razão.
Rapidinho a falta de resultado vai cobrar seu preço…
(e a vítima vai estar pronta pra cair no discurso do “aprende aqui comigo que é divertido e rápido”)
Isso se não acontecer alguma lesão mais séria.
Agora, a culpa não é do Hanon.
Ele não foi feito para ser praticado de qualquer jeito.
Dia a dia eu presencio adultos que utilizam esses exercícios de um jeito que realmente os fazem desenvolver habilidades mais rápido do que se não utilizassem esses exercícios.
Então os gurus têm razão…
Assim como teria razão alguém que dissesse que uma bicicleta foi feita para ser pedalada e não para ser carregada nas costas.
Se você quer desenvolver sua técnica com manual de uso…
Sem repetir exercícios só porque sim e com risco de lesão…
Algo simples e sempre relacionado a tocar música de verdade…
Veja como um adulto faz isso aqui neste vídeo:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
5 minutos de pura geografia pianística
Outro dia eu disse que é um exagero que super-iniciantes no piano sintam-se confusos no que fazer.
Disse ainda que uma das coisas eles podem fazer é recorrer a aprender a “geografia do piano”.
E pensando nisso…
Acho que essa também pode ser uma solução até para os avançados.
(esses sim com alguma desculpa para se sentirem confusos)
Veja bem:
Com “geografia”, eu simplesmente quis dizer o posicionamento físico das notas no piano.
Se o super-iniciante se dedicar a isso por 5 minutos…
É questão de uma ou duas semanas para “qual tecla é qual nota” nunca mais ser um problema.
“Dedicar”…
Como?
Tocando as músicas?
Certamente tocando músicas, mas não só isso.
Esses 5 minutos a que me refiro, é treinando diretamente o reconhecimento de cada nota nas teclas.
Sem adesivos…
Sem aplicativos…
Só se desafiando a, por exemplo, encontrar todas as teclas “Dó” (e etc)…
Ou, apertando uma tecla qualquer e dando o nome da nota.
Cinco minutos…
Alguns poucos dias…
Pronto!
Agora… o que isso tem a ver com os mais avançados?
Aqueles que, tecnicamente, estão atrás de um aperfeiçoamento do gesto?
Olha, já que sem muito contexto precisamos ser mais simplistas, eu diria que a solução dos “5 minutos por poucos dias” também se aplicaria maravilhosamente. Principalmente se o estado de confusão for intenso. Se você está confuso em como resolver um trecho complicado de arpejos, bem, sua situação só pode melhorar caso passe 5 minutos tentando encontrar um gesto que resolva bem o trecho.
Pra quem está perdido, qualquer vagalume já é ponto de referência.
E com certeza essa pequena dedicação continuada tem o potencial de descobrir uma solução mais completa.
Se você quer seguir um plano para adultos, sem precisar descobrir o que precisa fazer dia a dia para aprender piano, então veja esta minha proposta de como chegar até a Pour Elise (de Beethoven):
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/





