Vamos imitar sem medo?

Ninguém gosta de dizer que está imitando alguém.

Isso tem uma conotação péssima.

Parece que quem imita não tem personalidade, não tem capacidade de fazer algo por si mesmo… quase um farsante.

Mas, se você parar para observar com calma, é muito difícil encontrar uma única ação nossa que não seja baseada em algum modelo.

Algo que vimos alguém fazer.

Algo que ouvimos em uma situação parecida.

Praticamente não temos reações 100% originais.

A nossa memória pega tudo o que já foi observado e ouvido… e faz uma espécie de sopa.

E é dessa mistura que nasce quase tudo aquilo que chamamos de originalidade.

Como dizia um professor meu: a criatividade tem uma árvore genealógica imensa!

Agora, sabe quem nunca teve medo de imitar?

Os grandes músicos.

Cada um deles passou anos observando e reproduzindo exatamente aquilo que via e ouvia de seus professores.

Mesmo nos ambientes mais formais, mais acadêmicos, isso nunca deixou de existir:

o aluno observa… e repete.

E isso fica ainda mais evidente na música popular.

Aqui na Romênia, por exemplo, há muitos músicos ciganos.

E o ensino acontece assim:

o aluno senta na frente do professor.

O professor toca algo muito curto — uma ou duas notas.

O aluno observa, ouve… e repete.

E o processo segue assim, passo a passo.

Eu não acho que alguém deva aprender música apenas assim para sempre.

Porque, conforme o material se torna mais complexo, você precisa de um apoio visual mais preciso.

Ficar dependendo só da memória se torna pesado demais.

Mas no início, a imitação é o caminho mais direto.

Ela te dá uma experiência concreta.

Você começa a sentir o instrumento de verdade.

A verdade é que imitar não é o problema.

Imitar faz parte da estrutura do aprendizado.

No fundo o problema não é exatamente imitar.

O problema mesmo é não ter boas referências o suficiente para saber o que vale a pena ser imitado.

Se você quiser começar pela imitação — mas já no caminho da leitura musical:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


O problema de querer tocar bonito demais

Todo mundo que começa a aprender piano — ou mesmo quem já toca há algum tempo — acaba caindo nisso:

a vontade de encontrar “algo a mais” na música.

Um jeito especial de tocar.

Um detalhe diferente numa frase.

Uma sonoridade mais bonita.

O andamento ideal.

Como colocar a sua personalidade ali.

E isso é compreensível.

Mas aí eu viro para o aluno e digo:

“espera um pouco…

por enquanto, eu só quero ouvir nota certa no ritmo certo —

bem devagar.”

É uma ducha de água fria.

Parece que perdeu a graça.

Perdeu a poesia.

E piora.

Porque muitas vezes eu ainda digo:

“toca cada nota bem caprichada,

um pouco mais forte do que o normal,

levantando bem os dedos…”

Aí pronto.

Acabou o sonho.

Mas deixa eu te contar uma coisa.

Uma vez eu fui gravar um vídeo para o YouTube.

A ideia era mostrar duas formas de tocar:

uma mais “fria” — só o que está na partitura

e outra mais “expressiva” — cheia de intenção, de interpretação

Eu achei que a segunda seria muito mais bonita.

Ali eu procurei, como dizia Guiomar Novaes, colocar o “chique”.

Mas aconteceu o contrário.

A primeira tinha algo de simples.

De limpo.

De direto.

Sem exagero.

Sem esforço para parecer mais do que é.

E aquilo soava melhor.

Não porque estava mais elaborado.

Mas porque estava mais claro.

Mais saudável.

Então não é que a música se resuma a tocar as notas certas no ritmo certo.

Mas, quando isso é feito com clareza e simplicidade…

muita coisa já se revela.

Muito mais do que se imagina.

E principalmente:

as grandes obras não precisam de muitos adendos.

Elas já são completas.

O perigo é outro:

estragar a música tentando melhorá-la

com manias

com exageros

com enfeites desnecessários

Comece sempre assim:

nota certa

no ritmo certo

com clareza

sem pressa

Isso já é música.

E mais do que isso:

isso é saúde no aprendizado musical.

Se você quiser aprender piano respeitando a sua saúde musical:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Eles tinham tudo… e mesmo assim falharam.

Olha só uma coisa curiosa… 

Muita gente acha que para começar no piano basta: 

tutorial vídeo no YouTube MUITO entusiasmo 

E pronto. 

Mas aí acontece sempre a mesma coisa: 

empaca não sai do lugar, desanima, e começa a inventar explicação: 

“não tenho talento” “não tenho tempo” “não é pra mim” 

Agora deixa eu te perguntar: 

Você já ouviu falar da chamada Cruzada das Crianças? 

Não precisa saber história… 

Mas presta atenção nisso. 

Em 1212, um jovem pastor francês teve uma visão: 

Ele acreditava que poderia liderar um grupo até Jerusalém e expulsar os muçulmanos. 

Sua visão teve direito até de ter o mar se abrindo para Moisés. 

E o mais impressionante: 

as pessoas acreditaram nele. 

Outro jovem, na Alemanha, teve uma ideia parecida. 

E também juntou milhares de seguidores. 

Ou seja: 

tinha MUITA motivação tinha MUITO entusiasmo tinha MUITA gente disposta 

Tinha tudo… 

Menos uma coisa. 

O grupo de Estêvão caminhou por meses até chegar ao mar. 

Conseguiram embarcar em sete navios. 

Dois afundaram. 

Os outros foram capturados. 

As crianças acabaram sendo vendidas como escravas. 

O grupo de Nicolau começou com cerca de vinte mil crianças. 

Chegou a Roma com muito menos. 

A maioria voltou. 

Pouquíssimos chegaram em casa. 

Agora pensa comigo: 

faltou motivação? 

Não. 

Faltou estratégia. 

E é aqui que isso encosta diretamente no piano. 

Porque estudar piano assim: 

sem direção sem método sem saber o que está fazendo 

é exatamente isso. 

Você até começa. 

Mas não sai do lugar. 

E o pior: 

acha que o problema é você. 

Não é. 

Mais uma vez, o problema é estratégia. 

Se você quer parar de tentar no escuro e começar a estudar piano com estratégia:

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NOVO VÍDEO: Ator de Hollywood desdenha da música clássica

O ator Timothée Chalamet, por tabela, desdenhou da música clássica, e eu não vou ficar quieto sobre isso.

Também vou comentar mais algumas coisas:

O culto esquisito das partituras “Urtext”…

O gênios musicais supostamente superestimados…

E mais…

Tudo isso aqui, neste novo vídeo no Youtube:


Estou errado? Estou! Mas vou continuar dizendo isso…

Responda rapidinho, tente não pensar demais, apenas diga aí pra você mesmo:

“O que é um método de piano?”

Pensou?

Mais dois segundos…

Pensou?

Ok!

Pra mim a resposta rapidinha e enigmática a essa pergunta é:

Método de piano é UM QUÊ + COMO + QUANDO organizados para algum objetivo no piano.

Certo…

Será que estou errado nessa definição?

Acho que não.

Mas se esta definição está certa, e se junto com essa definição eu ainda apoiar a ideia de que a melhor maneira de aprender piano é seguir um método, então estou completamente errado em outro ponto.

Dias atrás defendi simplesmente que precisamos ir pro piano.

Todos os dias…

Ou pelo menos quase todos os dias.

O que cai numa contradição:

Se você for todos os dias pro piano, e praticar de qualquer jeito, pode até ser um perigo. Isso pode gerar desânimo ao não alcançar objetivo nenhum. Ou pode até causar algum tipo de lesão por acabar praticando de um jeito muito exagerado.

Então estou errado mesmo…

Ir todos os dias não é a solução.

Estou errado, mas vou continuar defendendo isso.

Vou continuar defendendo por vários motivos:

1) Quase todos os adultos chegam no piano com a mentalidade de atalho, então é preciso de alguma experiência prática até perceber o que um método pode fazer por você.

2) O melhor método do mundo não vai funcionar apenas 1 vez na semana.

3) Se a pessoa estiver com falta de tempo e ainda estiver sobrecarregada de informações, nada melhor do que primeiro combater a confusão apenas pensando em criar um hábito… ou em apenas encontrar aqueles 20 minutos que vão ser “sagrados”.

Então:

Praticar piano com frequência não é o segredo final e definitivo para aprender piano.

Mas tente aprender piano sem praticar com frequência…

E você vai ver logo logo que está faltando alguma coisa.

Para entender como funciona um método voltado para as necessidades de adulto no piano, veja agora mesmo como funcionar o meu “Método Real de Piano” aqui:

Para entender como funciona um método voltado para as necessidades de adulto no piano, veja agora mesmo como funcionar o meu “Método Real de Piano” aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Músicos alteram o tempo, você não sabia?

Com certeza você já quis que aquele momento divertido e leve na praia durasse mais tempo…

Ou que aquela fila de 12 horas pra voltar do litoral passasse mais rápido.

Bem…

Você sabe… músicos fazem exatamente isso com a música.

Eles esticam e encurtam alguns tempos, algo que chamamos de “rubato”.

Agora, tenho dois comentários para hoje:

1) Rubato não é descontrole

Perder o controle rítmico não é a mesma coisa que alterar os tempos de maneira musical.

E então?

O seu peito vibra junto com os tempos da música.

E isso, que chamo de “senso rítmico”, é uma parte do que chamamos “aprender piano”.

E então (parte 2)?

Use os protocolos para criar esse senso rítmico…

Depois disso você se preocupa em manipular os tempos.

2) Rubato não é novela mexicana

Dedos domados, peito vibrando…

E então (parte 3)?

É só esticar o tempo antes do tempo principal, certo?

Bem, não, rubato não é isso.

E se ficarmos apelando apenas a isso, então a música se torna aqueles dramalhões exagerados de novela mexicana dos anos 80/90.

Comentário final:

Manipulação dos tempos musicais é uma das ferramentas musicais mais maravilhosas…

E é como andar de bicicleta:

Primeiro você aprende a andar em linha reta, depois você tenta algumas manobras.

Pra entender como um adulto percorre o caminho da habilidade + sensibilidade, veja este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Música clássica parou no tempo: uma investigação sobre como chegamos aqui

Parece que música clássica é só Bach, Mozart, Beethoven, Chopin…

E alguns nomes do passado…

Aqui está minha investigando de como chegamos nesta situação (e como podemos sair dela):


Como adultos se machucam no piano

Não estou falando em se machucar porque o piano caiu na sua cabeça (como isso poderia acontecer?), ou quando uma música maravilhosa “machuca” o seu coração (esse é o “machucado” mais difícil de curar, não?), ou quando um adulto fica “machucado” por não conseguir tocar do jeito que tinha imaginado (esse talvez seja o “machucado” mais fácil de se resolver)…

Estou falando mesmo de dores corporais.

Dores nos braços, nos punhos, nas mãos, nos dedos.

Já vou logo falando:

Dificilmente um adulto se machuca porque praticou piano demais.

A maioria das vezes é porque praticou errado.

O que eu quero dizer com errado?

Tentou fazer coisas avançadas demais cheio de tensão.

Então temos dois erros fundamentais aqui:

1) Adultos tentam pular etapas do seu desenvolvimento técnico.

2) Adultos ignoram completamente o assunto “tensão”.

Só de ler agora a palavra “tensão”, a maioria já desistiu de continuar lendo este texto.

Parece que “tensão” é assunto para profissionais.

“Eu só quero tocar as músicas que gosto…”

Ok…

Hoje vou encurtar as explicações e vou direto para as recomendações.

Você pode aplicar aí direto no seu dia a dia no piano.

1) Um dos motivos para começar do começo, sem ir direto para Sonata ao Luar ou a Clair de Lune, e você acostumar seu corpo a usar a tensão a seu favor. Então não pule etapas, trate bem o seu corpo desenvolvendo habilidades técnicas reais desde o básico.

2) Em qualquer exercício ou música que estiver praticando, procure o gesto que favoreça o relaxamento logo após ter atacado as teclas.

No final, esse assunto de “tensão” não se limita apenas a “não se machucar”…

Mas é o próprio cenário onde você consegue ou não tocar do jeito que imaginou.

Pra entender em detalhes o que um adulto deve fazer para aprender piano, derrotando o pior inimigo que vai com toda certeza aparecer, veja este meu vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Não se esqueça desse exercício essencial no piano

Antes de correr a internet inteira atrás do exercício que vai resolver todos os seus problemas no piano…

(que não existe)

Que tal realmente fazer algo mais essencial?

(pra não dizer “maravilhoso”)

É o seguinte:

Você está praticando alguma música, certo?

Pegue um trecho desta música e pratique de forma isolada.

Pronto…

Você já vai estar num bom caminho.

Quer fazer de maneira ainda mais frutífera?

Escolha o trecho que é mais desafiador…

E não simplesmente só o começo…

Ou um trecho que é confortável.

Pronto…

Você já vai estar num ótimo caminho.

Quer colher mais frutos?

Não pratique esse trecho isolado sempre do mesmo jeito…

Aceita uma sugestão?

Pratique com variação de articulação…

Levantando bem os dedos, indo fundo nas teclas, mas relaxando a palma da mão e o punho.

Ah…

Que paraíso!

Já até vejo o trecho “desafiador” se transformando em “só mais um trecho normal”.

Quer frutos ainda mais saborosos?

Que tal direcionar toda a sua prática em busca de um objetivo, fugindo de confusão ou precisar adivinhar o que precisa fazer cada dia?

Parece uma boa?

Então entenda como um adulto faz isso no piano aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


NOVO VÍDEO: Música boa é música difícil

Pois é… tem gente que acha que pra música ser boa, ela precisa ser difícil…

Virtuosística…

E embora muita gente vai continuar achando isso…

Eu gravei um REACT de várias músicas pra mostrar que música boa não tem que ser difícil.

Aqui está o vídeo publicado no Youtube: