A ópera que virou BRIGA no Theatro Municipal
No vídeo de notícias musicais de hoje, vou te levar por um cenário onde um pilar da educação musical brasileira luta pela sobrevivência, ameaçando o futuro de talentos…
E mais:
A decisão surpreendente (mas nem tanto) de uma das maiores pianistas de todos os tempos, que não só encerra uma era, mas também coloca em xeque um legado educacional…
E mais:
Descubra o poder oculto de algumas músicas, capaz de redefinir sua relação com a tristeza e a cura…
E, por último, mas não menos explosivo:
O momento em que uma ousada experiência artística na ópera quase despertou uma revolta pública.
Aqui está o novo vídeo de hoje:
O que evita que músicos tropecem uns nos outros
Uma banda, uma grande orquestra, um pequeno grupo, um violão e uma voz…
O que faz com que esses músicos em conjuntos, não importa se conjuntos grandes ou pequenos, não embolem toda a música e logo um violino está lá no compasso 40 e as flautas correram pro 42?
É o pulso musical que faz isso…
Ou melhor:
O controle do pulso musical…
Ou melhor ainda:
É o ‘senso rítmico’.
É a capacidade do músico perceber, a nível instintivo, que existe uma força de atração central (o pulso) e que as notas ‘acontecem’ ao redor dessa força, como uma dança ao redor de uma fogueira.
Peraí… eu disse INSTINTIVO?
Então é melhor explicar isso um pouco mais.
Instintivo não significa mágico, automático, totalmente inato, intreinável.
E outra:
Nem uma orquestra feita de profissionais…
Nem uma banda que tocam juntos desde 1974…
Vivem sem ensaio.
(não importa o que eles tenham dito em alguma entrevista sobre a ‘química’ do grupo)
Então o que estou chamando de ‘instintivo’ não é bem a mística toda que a gente pensa.
Lembremos ainda que numa orquestra temos o maestro regendo o pulso.
Numa banda, temos a bateria.
Temos os olhares dos músicos.
Enfim, o controle do ritmo é mesmo uma das bases da habilidade musical.
Precisamos dessa fogueira que guia nossa dança…
Senão vamos dançar no escuro…
Uns batendos contra os outros…
Numa desordem que não lembra música de nenhum jeito.
Se você quiser largar a confusão e a falta de ordem na prática de piano…
Aproveite pra formar a base necessária das habilidades musicais aqui:
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A largura do compasso musical indica alguma coisa?
Fazia tempo que ninguém me perguntava isso, mas estamos na terça-feira e já me perguntaram duas vezes nesta semana… e, antes que eu comece a responder sem que você saiba qual é a pergunta, a pergunta que mais ou menos me fizeram foi:
“A largura de um compasso musical na partitura indica alguma coisa?”
Veja esta imagem de exemplo:

Mesmas notas, mesma divisão rítmica.
O primeiro compasso é largo que até passa um caminhão…
O segundo é estreito que nem agulha passa…
(desculpe o exagero)
Mas isso, musicalmente falando, não faz nenhuma diferença.
Pelo menos em termos de notas e ritmo.
Só porque um compasso é mais largo ou comprido, não é nenhuma indicação de alteração no ritmo ou no andamento (velocidade).
Ok, musicalmente não existe diferença.
Mas não significa que não existam outros motivos pra essa diferença.
Por exemplo:
Em partituras para iniciantes, é recomendável que o compasso não seja tão apertado, e que siga uma largura mais ou menos padrão.
Tudo isso pra ajudar visualmente o iniciante.
Pois muitas diferenças visuais dificultam a absorção de outros padrões básicos.
Só pra iniciantes existe essa diferença?
Não!
É claro que um compasso muito apertado também dificulta pra um avançado…
Ou pra um profissional.
Mas um compasso mais compacto evita muitas viradas de página…
O que também é ótimo.
Então a solução não é única e o modo amplo e modo compacto servem muito bem dependendo da ocasião.
O que não depende da ocasião é você vencer o seu pior inimigo no piano.
Esse sim precisa de uma solução definitiva.
Descubra como derrotá-lo aqui:
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Por Que Chopin Escondeu a Fantaisie Impromptu?
Uma das músicas mais adoradas pelos fãs de Chopin, na verdade permaneceu “escondida” pelo próprio Chopin…
Por que será?
Descubra aqui neste novo vídeo que acabei de publicar no Youtube:
Quem é louco de preferir uma coisa dessas?
Caro pianista, responda rapidamente:
Você prefere professor chato ou inspirador?
Não sei você mas:
Quem é louco pra dizer ‘prefiro professor chato’?
Pensando bem, talvez eu seja esse louco.
Bem, pensando melhor ainda, depende do que significa ‘chato’ e ‘inspirador’.
Se ‘chato’ for mais pra ‘torturador’, aí realmente a coisa complica.
Agora se ‘inspirador’ significa aqueles professores que só falam da mística da música, que só fazem analogias maravilhosas, daquelas que você sai como que pisando em nuvens, mas, na prática, não aprendeu nada, aprendeu no máximo a repetir as mesmas analogias maravilhosas…
Aí a coisa também complica.
No fundo um professor tem que conhecer tanto do seu papel…
Que é inspirador quando precisa ser inspirador…
E chato quando precisa ser chato.
Não é mesmo?
Mas temos uma lição musical preciosa aí não é?
Tendo um professor ou não, você também precisa variar na chatice e na inspiração consigo mesmo.
Fazer música é prática…
E também é linguagem…
É nisso que os bons professores nos ensinam a navegar.
E se você quiser navegar como um adulto pela prática do piano, aprenda a combater o seu pior inimigo aqui:
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Reagindo ao Concurso Chopin 2025
Esse concurso é a verdadeira copa do mundo do piano clássico…
(meu favorito não venceu)
E aqui está meu novo vídeo de ‘reação’ aos participantes:
A piada que todo iniciante no piano gosta de fazer
Aliás, não somente todo o iniciante, talvez essa seja a piada que qualquer adulto goste de fazer.
Qual piada?
Eu digo algo do tipo:
“– Vamos começar pelo trecho da música que você tem mais dificuldade…”
E a resposta já no meio de risadas:
“– O trecho que tenho mais dificuldade é a música toda…”
E eu também caio na risada.
Mas fora a piada, isso não é verdade.
Veja bem:
Um simples posicionar a mão direita na “posição de Dó”.
Qual é a tarefa?
Encontrar o Dó e deixar pousado de Dó a Sol os cinco dedos.
Se não sabemos encontrar o Dó, pois somos muito iniciantes, não é essa a maior dificuldade?
E se hoje eu aprendi isso e amanhã esqueci…
Não continua sendo essa a maior dificuldade?
Se colocarmos a mão direita na posição de Dó e tocarmos nota a nota…
Quais dedos são os mais empacados?
Não são os dedos 4 e 5?
E por acaso isso não revela que esse dois dedos merecem uns 5 minutos só pra eles?
Veja, isso JÁ É um “começar pelas dificuldades”…
Claro que não significa que você ficará 6 meses só batendo dedos 4 e 5.
Significa que você deu 5 minutos especiais pra eles.
E o resto do tempo foi pra outras coisas.
Então, calma lá caro iniciante, você não é tão desgraçado assim…
Nem TUDO é uma grande dificuldade…
Existem dificuldades maiores que as outras…
E é nas maiores que você deve colocar o melhor da sua energia.
Pra seguir o GPS que já mapeou as dificuldades dos adultos no piano e, além disso, criou protocolos pra resolver essas dificuldades e, de quebra, vencendo o pior inimigo dos adultos ao tentar tocar um instrumento, veja essa minha aula aberta aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
Se você ainda não se perguntou isso, deveria
Pare por uns segundos agora mesmo e faça pra você mesmo a seguinte pergunta:
(não responda pra mim, responda pra você)
“O que eu quero realmente fazer no piano está compatível com o que estou seguindo dia a dia?”
Repare que é “realmente fazer”…
Não estou falando de sonhos desvairados.
E já que você está conversando com você mesmo…
Caso você tenha respondido ‘Não’ na primeira pergunta…
Aproveite e pergunte-se novamente:
“O que falta acontecer para o dia a dia ficar compatível com o que você quer conquistar no piano?”
Se a resposta pra essa pergunta for algo como:
“Ter um instrumento melhor”
“Ter mais tempo”
“Ter mais dinheiro”
Então temos 95% de chance de você estar mentindo pra você mesmo.
Se a resposta é assim genérica, desse tipo que todo mundo responderia, afinal, quem não quer um instrumento melhor? quem não quer ter mais tempo? quem não quer ter mais dinheiro? Todo mundo quer isso, então é grande a chance de você simplesmente falar por falar… como você sabe que não está mentindo pra si mesmo?
Suponhamos que é real que falte tempo pra você.
E então?
Então a pergunta que você deve se fazer é:
“O que preciso fazer pra ter mais tempo?”
Se não for assim, se você não tiver um plano pra sair do lugar…
Se não tiver um plano pra resolver os seus problemas…
Quem mais vai ter um?
Ah… por falar nisso…
Se você quer conhecer o plano para adultos aprender a tocar piano pela internet, matando seu pior inimigo no instrumento, e desenvolvendo habilidades, veja este vídeo que gravei recentemente aqui:
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Tipos de toque no piano: as consequências continuam existindo
Na semana passada, no Youtube, comentei sobre um estudo que finalmente mostrava que havia diferenças mensuráveis na produção de som ao mudar o tipo de toque nas teclas de um piano acústico.
Algo que muitos mestres, professores e pianistas afirmam com convicção desde sempre…
Mas que sempre foi colocado em dúvida.
Ok.
Isso na verdade é uma discussão um tanto nerd.
Coisa de especialistas.
E, pra maioria esmagadora dos adultos que querem participar da alegria pianísticas, isso tudo é um tanto irrelevante.
A não ser por este ponto:
Mesmo que os mestres estejam errados…
Que eles sejam todos frescos, inviesados e chatos…
Mesmo que esse tal estudo seja uma fraude…
Mesmo que se use um instrumento que não capta tanta variação no tipo de toque…
Existe algo que o tipo de toque influencia sem ser esse negócio do tipo de som:
O tipo de toque influencia na tensão e, portanto, na agilidade.
Bom, eu vou parar por aqui.
Porque quando se usa a palavra ‘tensão’ já sei que ninguém mais presta atenção.
Então fiquemos com isso:
Acreditar ou não na verdade da mudança do som no tipo de toque…
Não exclui as consequências do tipo de toque na agilidade.
Se você quer parar com o blá blá blá, e quer se desenvolver passo a passo para participar da alegria pianística, então veja aqui como um adulto faz isso:
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3 coisas que vou afirmar para sempre sobre exercícios de piano
Com a licença ou não dos relativistas, vou ser levado para sete palmos debaixo da terra, afirmando, sem medo da condenação, 3 simples verdades sobre exercícios técnicos no piano.
Quais verdades?
1) “exercícios são necessários”
Sim, são.
Não me importa o quanto o Tião dos Teclados Mágicos tenha dito que não são.
Também não me importa o que algum documentário da Martha Argerich tenha afirmado.
2) “exercícios são estratégicos”
Sim, são.
Formação, aquecimento, condicionamento…
Os exercícios não tem apenas um ‘como’ mas também um ‘porquê’.
3) “exercícios são perigosos”
Sim, são…
Pra quem não sabe o que está fazendo.
Principalmente amadores (sempre no bom sentido) que acabam exagerando e literalmente perdendo a mão ao se dedicar em exercícios.
Hoje trago essas afirmações…
Princialmente porque ontem publiquei no Youtube um vídeo sobre exercícios.
E já sei que um monte de objeções…
E exceções…
E mitos…
E lendas…
Vão vir à tona na cabeça de vocês.
Já que fiz essas afirmações, mas não estou aqui disposto a explicá-las em detalhes, pois isso não adiantaria nada, vou afirmar ainda mais:
Experimente e verás o resultado.
Sabe, esse caminhão de objeções é um aliado do pior inimigo de um adulto no piano.
Se você tiver 20 minutos aí sobrando, veja essa aula que gravei recentemente sobre como derrotar esse inimigo:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/





