Mais importante do que quanto tempo ficar no piano é…

Se tem uma coisa que eu aprendi ao lidar com adultos no piano, é que eles são extremamente preocupados em quanto tempo devem praticar.

E eles estão certos.

O tempo é importante.

10 minutos…

50 minutos…

38490 minutos…

Qual desses números mágicos dá o super poder de tocar piano?

Bem, embora seja mesmo importante…

Existe algo muito mais importante.

É o “todo dia”.

“– Maix qui ixageru fileupe, unde estah o ixtudo ki dix que priciza ser todo dia?”

Ok, ok…

Quase todo dia então…

5 dias na semana parece mais aceitável?

Bem, o fato é:

10 minutos ou 30 minutos…

Vá para o piano TODO OS DIAS.

Por que isso é importante?

Para criar o HÁBITO.

E “hábito” não significa apenas “mania” ou “costume”:

“Hábito” também significa a prática continuada que APROFUNDA uma habilidade.

Mexa os dedos no piano 10 minutos todos os dias.

Acotovele essa prática entre as outras atividades diárias.

E preocupe-se em aumentar esse 10 minutos depois.

(caso você tenha dificuldade em encontrar tempo)

Última constatação:

Isso também serve para aquelas habilidades mais avançadas…

O hábito sempre precisa ser criado.

Quer saber O QUÊ e COMO preencher esse tempo no piano, algo que cria não só o hábito, mas um hábito SAUDÁVEL, então veja este meu aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


É ótimo ser péssimo no piano

Olha, vou admitir uma coisa meio feia:

Acho bem legal quando alguém super competente é arrogante.

Não me entenda mal…

Eu sei que arrogância é uma porcaria, mas quando vejo aquele pianista que faz coisas incríveis bancar o bonzão (claro, uma espécie de arrogância “leve”), eu só penso “é mesmo, você é o bonzão, e vou copiar algumas coisas de você”.

Mas, no geral, não é o que a gente vê, não é mesmo?

A gente vê muito uma mistura de incompetência e arrogância que é insuportável.

Por isso, não se preocupe se você se acha péssimo no piano.

Em primeiro lugar, se você se acha péssimo, mas pretende fazer mesmo assim…

Já está no caminho certo pra aprender.

Em segundo lugar, “ser péssimo no piano” é uma afirmativa mentirosa.

“Tocar piano” é uma junção de micro tarefas…

Que dão apoio umas às outras.

Algumas dessas tarefas são mais trabalhosas e misteriosas para pessoas diferentes.

E como uma tarefa depende da outra, aquela que a gente mais pena pra realizar acaba se tornando uma âncora para as outras.

Consequência disso?

Bem, é aquele velho comportamento do adulto que está aprendendo:

Evitar lidar com essa dificuldade…

Escolher somente o contexto em que essa dificuldade aparece o mínimo possível.

Isso é muito diferente de “ser péssimo no piano”.

Agora, se você percebe que está evitando lidar com alguma dificuldade…

Bem…

Que tal largar esse discurso de “ser péssimo”…

E colocar a mão na massa pra essa âncora ser recolhida e nunca mais te segurar em algum lugar?

Para entender como um adulto faz isso, se livrando ainda do seu pior inimigo, veja este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


NOVO VÍDEO: Seu piano está com sotaque, como resolver?

Mesmo quando você pratica com cuidado, às vezes o piano ainda soa duro e estranho.

Uma pessoa pode falar uma língua estrangeira com as palavras certas e a gramática correta e, ainda assim, soar estranha.

Onde está o problema e como resolver?

Descubra no Youtube aqui:


Ok, não é sem razão que falam mal dos exercícios de piano

Você sabe, sou um defensor dos exercícios de piano.

Estou falando dos exercícios técnicos mesmo.

E estou falando daqueles bem pouco “musicais”.

Sim, eu sei que em qualquer rede social aí vai pular algum vídeo curto dizendo o quão retrógrado, burro, ineficiente, é ficar repetindo o Hanon, e que existe um jeito muito mais inteligente e mais rápido e divertido de aprender piano.

Olha, reconheço que há muita verdade nisso sim.

Veja bem:

Se um total iniciante passa duas semanas praticando o Hanon…

Mesmo que de qualquer jeito…

(desde que não seja com os dedos dos pés)

É inevitável que ele sinta uma melhora no controle dos dedos.

Mas o problema não é esse.

O problema é:

É possível manter uma melhora real, semana após semana, simplesmente repetindo o Hanon de qualquer jeito?

Não é possível.

Nisso os “gurus do piano divertido” têm razão.

Rapidinho a falta de resultado vai cobrar seu preço…

(e a vítima vai estar pronta pra cair no discurso do “aprende aqui comigo que é divertido e rápido”)

Isso se não acontecer alguma lesão mais séria.

Agora, a culpa não é do Hanon.

Ele não foi feito para ser praticado de qualquer jeito.

Dia a dia eu presencio adultos que utilizam esses exercícios de um jeito que realmente os fazem desenvolver habilidades mais rápido do que se não utilizassem esses exercícios.

Então os gurus têm razão…

Assim como teria razão alguém que dissesse que uma bicicleta foi feita para ser pedalada e não para ser carregada nas costas.

Se você quer desenvolver sua técnica com manual de uso…

Sem repetir exercícios só porque sim e com risco de lesão…

Algo simples e sempre relacionado a tocar música de verdade…

Veja como um adulto faz isso aqui neste vídeo:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


5 minutos de pura geografia pianística

Outro dia eu disse que é um exagero que super-iniciantes no piano sintam-se confusos no que fazer.

Disse ainda que uma das coisas eles podem fazer é recorrer a aprender a “geografia do piano”.

E pensando nisso…

Acho que essa também pode ser uma solução até para os avançados.

(esses sim com alguma desculpa para se sentirem confusos)

Veja bem:

Com “geografia”, eu simplesmente quis dizer o posicionamento físico das notas no piano.

Se o super-iniciante se dedicar a isso por 5 minutos…

É questão de uma ou duas semanas para “qual tecla é qual nota” nunca mais ser um problema.

“Dedicar”…

Como?

Tocando as músicas?

Certamente tocando músicas, mas não só isso.

Esses 5 minutos a que me refiro, é treinando diretamente o reconhecimento de cada nota nas teclas.

Sem adesivos…

Sem aplicativos…

Só se desafiando a, por exemplo, encontrar todas as teclas “Dó” (e etc)…

Ou, apertando uma tecla qualquer e dando o nome da nota.

Cinco minutos…

Alguns poucos dias…

Pronto!

Agora… o que isso tem a ver com os mais avançados?

Aqueles que, tecnicamente, estão atrás de um aperfeiçoamento do gesto?

Olha, já que sem muito contexto precisamos ser mais simplistas, eu diria que a solução dos “5 minutos por poucos dias” também se aplicaria maravilhosamente. Principalmente se o estado de confusão for intenso. Se você está confuso em como resolver um trecho complicado de arpejos, bem, sua situação só pode melhorar caso passe 5 minutos tentando encontrar um gesto que resolva bem o trecho.

Pra quem está perdido, qualquer vagalume já é ponto de referência.

E com certeza essa pequena dedicação continuada tem o potencial de descobrir uma solução mais completa.

Se você quer seguir um plano para adultos, sem precisar descobrir o que precisa fazer dia a dia para aprender piano, então veja esta minha proposta de como chegar até a Pour Elise (de Beethoven):

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


NOVO VÍDEO: O que a ciência diz sobre aprender piano depois de adulto…

Acabei de publicar no Youtube um vídeo sobre alguns estudos sobre os EFEITOS do piano e da música em adultos…

E, claro, aproveitei para expandir o assunto…

Aqui está o novo vídeo:


“Música é sensação”

Esta é uma ótima frase para o instragram…

Ou para uma entrevista:

“– Música é sensação”

Seguido ou precedido de:

“– Malditos aqueles que transformam a música em algo frio, calculado, cerebral, técnico…”

Discordo disso tudo?

Jamais!

Música é mesmo sensação.

Eu acrescentaria talvez que uma dor de barriga também é sensação. Digitar uma mensagem no zap pedindo uma pizza grande, meio muzzarella meio requeijão com abacaxi, cebola, pele de frango e açaí, também é sensação. Aliás, nem consigo pensar em nada que a gente faça, que não seja “sensação”.

Estou sendo muito cínico?

Bem, não fui o primeiro.

Porque se nada disso é “sensação”, nem música é…

Mas sim uma sensação específica…

Ou melhor: sensação treinada.

Então siga logo o segredo dos profissionais:

No discurso, você fala o que quiser…

O que achar mais bonito…

Até mesmo aquela “uma nota errada é perdoável, mas uma nota sem paixão é guilhotina no malandro”.

Agora, no dia a dia, você faz aquilo que TREINA a sua sensação.

Aquilo que dá FORMA pra sua paixão.

Como?

Sua sorte é que o treino estruturado para adultos está revelado aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


O que você quis dizer com “perdido no piano”?

Calma, não quero dizer que você especificamente se acha “perdido no que fazer pra aprender piano”….

Mas muita gente me pede ajuda porque está, segundo as próprias palavras, “perdido”.

Eu não deveria mais me surpreender…

Mas é incrível como a gente não diz exatamente o que a gente quer dizer.

Por quê?

Porque a imensa maioria, digamos 81,3%, quando solta um “estou perdido”, simplesmente quer dizer “eu gostaria que fosse instantâneo aprender a tocar piano”.

Vamos começar pelos super-iniciantes…

Vamos imaginar alguém que hoje mesmo decidiu aprender a tocar piano.

Por quais motivos ele estaria perdido?

Ele pode se apegar aos “3 heróis dos super-iniciantes”…

(inventei esse nome agora)

Que são:

* Geografia
* Aquecimento
* Música

Isso é muito longe de estar perdido.

E muita muita muita coisa vai ser aprendida com esses 3 heróis.

Agora vamos para os nem tão iniciantes.

(e talvez até intermediários).

Por que estariam perdidos?

Talvez porque não saibam ligar uma música na outra de maneira que levem a um objetivo?

Sim, sim…

Isso bem parece significar “perdido”.

Pense bem, você quer chegar no centro da cidade, mas não sabe o caminho…

É de fato o típico “perdido”.

Então talvez eu tenha me enganado, o que eu disse que era a imensa maioria, não é tão imensa assim…

Existem esses que querem chegar em algum lugar mas não sabem como.

Bem, isso me faz lembrar de outro caso de “perdido”.

Os que sequer sabem aonde querem chegar.

Pense bem novamente:

Se você não sabe pra onde quer ir, será que está “perdido”?

Acho que não é bem esse o nome.

Mas o nome não é importante…

O que é importante é que chegamos em três tipos de “perdido no piano”:

* O que quer aprender instantaneamente mas não admite.
* O que tem algum objetivo mas não sabe chegar lá.
* O que não tem objetivo algum portanto não chega em lugar nenhum.

E agora definitivamente acho que esse último tipo constitui a esmagadora maioria.

Se você se sente perdido e conseguir se classificar entre esses três tipos…

Bem… já vai estar vai fazendo algum progresso.

Pra entender como estabelecer um objetivo específico, e o que fazer pra chegar no objetivo, veja este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


NOVO VÍDEO: A Polêmica da Cunha Musical na Partitura

Sabe a “cunha musical”….

Aquele sinal de “abrindo” e “fechando” que aparece o tempo todo em partituras?

Então…

Pode ser que esse sinal não signifique aquilo que sempre pensamos que significa.

Veja a polêmica aqui:


NOVO VÍDEO: Robôs tocando piano

Será que os robôs já estão prontos pra substituir os pianistas?

Veja a resposta neste meu novo vídeo no Youtube: