Leia, antes que alguém te convença ao contrário

No vídeo de ontem eu falei sobre o tradicional método de ‘improvisação’ da música clássica.

Sim, entre aspas:

“Improvisação”…

Pois antes que alguém te convença ao contrário, você precisa saber disso aqui:

Peraí…

Antes de contar exatamente o que quero contar, vamos relembrar duas regras básicas:

1) não existe aprendizado musical sem repetição.

2) repetição não garante aprendizado musical.

Você consegue entender essas duas regras?

Ótimo!

Quando usamos a palavras ‘improvisação’, logo aparece quando falando:

“– É isso aí, improvisação é que é música de verdade, o resto é só repetição…”

Beeem…

Talvez algum outro dia eu toque no assunto de qual é a relação da ‘improvisação’ com o repertório mais exigente de piano (como o de Chopin e Liszt, por exemplo), mas hoje só quero prevenir você:

Estou nessa área de piano há décadas, como você sabe…

E estou envolvido com ‘Partimento’ (tema do vídeo de ontem) há anos, e garanto pra você (se é que minha garantia vale de alguma coisa):

‘Improvisar’ não é seguir uma escala na mão direita e uma nota de base na esquerda.

É muito mais do que isso…

Mas, mesmo isso, que seria a fórmula mais popular de ‘improvisar’ alguma coisa, já exige muita repetição.

Por quê?

Porque na improvisação você não toca notas aleatórias como se faz numa música moderna porcaria.

Você segue uma ordem…

E falando o bom português:

Você segue regras.

Como você incorpora essa regras pra que consiga improvisar sem parar pra pensar previamente?

Com repetição.

Portanto, como sempre digo, é uma pena mesmo que a ‘improvisação’ tenha sido praticamente varrida do universo da música clássica…

Mas ‘improvisação’ não tem nada de ‘improvisada’.

Se você compreender isso, já vai estar longe de 50% da confusão.

Repetição com regras incorporadas é o que separa confusão de confiança no piano.

Conheça o método que guia adultos no piano dessa maneira aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


O método esquecido que formou Bach e Mozart

Descubra aqui o sistema de educação musical que foi o coração da formação de músicos durante a época de ouro da música barroca e clássica…

Uma forma de pensar a música, que criou os grandes gênios…

Aqui está:


Eu sei porque você foge da teoria musical

Talvez se juntarmos um bando de professores de música, a maior reclamação que eles vão ter sobre os alunos… bem, pensando melhor, talvez a segunda maior reclamação que eles vão ter sobre os alunos é que esses abençoados alunos não se dedicam em teoria musical.

E mais:

Talvez se juntarmos um bando de alunos de música e perguntarmos ‘qual tema musical você sabe que precisa mas não se dedica?’, provavelmente eles vão responder ‘teoria musical’.

Bom…

Talvez seria então inevitável concluir:

Falta teoria musical na vida do pessoal.

Os dois lados em disputa concordam com isso.

Sem exatamente discordar, eu diria o seguinte:

O pessoal está com a intuição certa.

Ok, eles fogem da palavra ‘teoria’ como um Atari foge de um cartucho do paraguai.

Mas é verdade que a teoria não é o centro…

Nem o início…

Nem o principal.

A prática é a mestra da música…

A teoria é apenas a sua conselheira.

E se elas estiverem em mundos separados, quando a teoria não apoia de verdade o que a prática faz, então, os alunos estão certos em fazer corpo mole, porque não há motivos reais pra estudar esse negócio.

E o que mais acontece é a teoria musical estar no seu mundinho isolado.

Se você quer que teoria e prática trabalhem juntas, sem mundos separados e sem corpo mole, o “Do Zero à Pour Elise” oferece o caminho onde a prática lidera e a teoria apoia… conheça os detalhes aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Taca pedra no Hanon…

Se tem alguém que é odiado na internet é o Hanon.

Se você não conhece, Charles-Louis Hanon é o autor do famoso método ‘O Pianista Virtuoso’ de exercícios repetitivos e mecânicos para piano.

“Exercícios”.

“Repetitivos”.

“Mecânicos”.

Com essas 3 palavras fica simples entender como é fácil odiá-los.

Será que é só na internet?

Bem, você vai encontrar por aí alguns profissionais falando mal do Hanon.

(não muitos)

80,2% desses formaram parte da sua técnica com o Hanon.

E aí entra o famoso ‘cuspir no prato que comeu’…

Além do reverenciadíssimo ‘minha arte é elevada demais pra tratar dessas brutalidades mecânicas’.

Sobra o quê pra quem quer dar vida à música?

Achar que não tem talento ou que é amaldiçoado?

Bem, descobrir que para ter vida a música primeiro precisa ter um corpo, entender quais são as condições e passos para criar um corpo capaz de receber a alma musical, ignorando todos os conselhos de alguém que só quer complicar ou quer parecer abençoado é com certeza a melhor estratégia.

Eu não recomendo que se saia executando o Hanon sem saber o que se está fazendo…

Assim como jamais vou tacar pedra nele.

O Hanon e os exercícios repetitivos são ótimas ferramentas…

Nos fazem ganhar habilidades e TEMPO…

(talvez eu fale sobre isso outro dia)

E a estratégia que você segue pra dar corpo e alma pra música, quando é uma estratégia eficaz, pode utilizar esses exercícios com proveito máximo.

Para entender como adultos dão corpo e alma pra música no piano, veja logo este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Reagindo a Yuja Wang

Já falei dessa pianista algumas vezes, mas ainda não havia feito um ‘react’.

E não será um react normal, será um daqueles que faço coisas proibidas, que muitas pessoas odeiam…

Aqui está este novo react:


Seu talento natural escondido no piano

É, eu sei…

Você gostaria de ter nascido com o dom mágico de ir pro piano e tocar o que quisesse e que esse ‘tudo’ ficasse lindo e maravilhoso…

Bem, eu também gostaria disso.

Acontece que você tem sim talento natural.

(por mais que ache que não)

O primeiro talento natural é:

Praticar piano.

Sim, se você pratica piano, de qualquer forma que seja, você já tem o principal talento necessário.

Ir pro piano e tentar alguma coisa…

Será que existe um nome pra esse “talento”?

Os antigos talvez chamariam isso de ‘paciência’ ou ‘humildade’.

Agora, acredite em mim, seu talento natural pianístico não termina aí.

Quem se mantém praticando, descobre um talento escondido.

Normalmente esse talento está relacionado a um tipo de repertório.

Em resumo:

Tem um tipo de música que você lida melhor.

E com ‘lida melhor’ não estou dizendo que você automaticamente toca esse tipo de música como se fosse um deus da música.

Sim, existe esse negócio de uma certa facilidade…

Para um certo tipo de música…

Mas também existe uma paciência especial para um tipo de música.

E o que você pode fazer quando descobrir esse talento escondido?

Por incrível que pareça, eu sugeriria:

Dê atenção a esse talento.

Talvez, como professor de piano, eu devesse dizer pra não ficar preso num tipo específico de repertório, que isso limita o que se faz no piano e, bem, isso é verdade, mas isso que estava escondido é uma bússola que não pode ser ignorada.

Então ‘dê atenção’ não significa esqueça tudo o mais e faça só isso…

Mas com certeza significa que se você cavar um pouco mais nesse lugar escondido que encontrou, vai tirar dele mais e mais tesouros.

Se você quer cavar fundo nesses tesouros…

Transformando eles em resultados concretos…

Descubra aqui a estrutura para desenvolver sua técnica e sua musicalidade:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


O parasita é ardiloso e o argumento é muito sedutor…

O que pirulitos e Liszt num teatro lotado têm em comum?

Eles são um dos argumentos que expulsam adultos do piano.

O que pirulito tem a ver com isso?

Pirulito é doce…

A gente põe na boca e esquece…

Fica só curtindo.

Tem gente que quer que o piano seja um tipo de pirulito.

Resultado?

Fora do piano em poucas semanas.

Esse argumento não parece tão bom assim, não é?

Não é tão sofisticado…

Bem, para os sofisticados temos o argumento de ‘Liszt num teatro lotado’.

Esse argumento se baseia na seguinte constatação:

Muito do repertório de piano que mais emociona e seduz as pessoas, não vai estar ao alcance da habilidade dessas pessoas, caso elas queiram aprender a tocar piano. Assim como nenhum adulto que comece a jogar futebol vai ser convocado pra Copa do Mundo, não vai ter como esse adulto lotar um teatro para várias pessoas aos prantos escutarem ela tocando aquelas virtuosidades de Liszt.

E então?

Então é desistência.

Claro que esse argumento só parece bom…

Mas é uma bela bobagem.

Só porque não conseguimos tomar toda a água que existe no mundo, significa que não vamos tomar um copo?

Um copo de água potável…

Refrescante…

Saudável…

Revigorante…

É tudo que precisamos.

O parasita que sugere esses argumentos sedutores é mesmo ardiloso…

E você tem de estar preparado para combatê-lo.

Conheça o parasita e a maneira de um adulto combatê-lo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Como tocar a Marcha Turca de Mozart

A Marcha Turca é uma das músicas mais avacalhadas de todas…

Mas vamos aprender a desavacalhá-lha…

E vamos aprender aqui, neste novo vídeo:


Listas de músicas e os níveis de habilidade no piano

É possível organizar uma lista de músicas, ordenadas por nível de dificuldade, como uma escada de progressão do fácil ao difícil e que, portanto, indique claramente qual o nível de habilidade do pianista?

Sim, é possível.

Aliás, possível nada…

Necessário.

Necessário?

Na verdade, inevitável.

Agora, só porque é inevitável, não podemos nos confundir com o contexto.

O contexto que conhecemos destas listas mais famosas, normalmente é de uma escola de música ou conservatório.

Ou seja:

O contexto de algum lugar que, por exemplo, forma solistas…

Ou que tem a obrigação de formar competidores de concursos.

Pense comigo:

Se por acaso uma escola lá do interior da Alemanha, está recebendo ajuda estatal pra formar músicos que saibam as minúcias de um repertório muito muito muito alemão, mostrando assim as mais diversas contribuições germânicas para a arte musical… ou seja, a intenção é ignorar italianos, franceses, poloneses e húngaros… bem, nesse contexto a lista de músicas por níveis seria diferente de uma lista feita pra formar competidores do Concurso Chopin, certo?

Ok…

Esse último contexto aí, eu inventei.

Mas os mais diversos contextos existem mesmo.

E é aí que uma porção de adultos que chegam por aqui dizendo…

“– Já toco a famosa Partita de Bach…”

Ou:

“– Sei tocar umas 40 músicas…”

Pensando que existe uma lista genérica de músicas pra aprender piano, como se tocar piano fosse formado apenas de O QUÊ tocar, como se pudéssemos ignorar O COMO e, não esqueçam, até O QUANDO…

É aí que esses adultos, bem, digamos logo, é aí que eles quebram a cara.

Se você se propôs uma lista de músicas que encontrou por aí…

Parabéns!

Mas não esqueça que a lista de músicas é somente o nome das cidades…

Ela não é o mapa completo.

Se você quiser entender a minha proposta para um mapa completo, veja este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/


Como evitar que sua melodia no piano seja assassinada

“Som embolado”…

“Falta de personalidade…”

“Martelo batendo…”

Essas são reclamações que ouço muito de quem não está contente com o que está fazendo no piano.

O diagnóstico?

Isso é coisa de médico…

Hoje seremos dedetives.

Chegamos na cena do crime e o que vemos?

Um corpo todo ensanguentado largado no chão.

Colocamos nossa luvinha e procuramos uma identificação…

No bolso da vítima, sua identidade com o nome:

“Melodia Musical”.

Bem, o senhor Melodia Musical foi brutalmente assassinado.

Agora jaz sem vida numa sala de estar escura.

Só que nossa vida de detetive nunca foi tão fácil.

Na sala ao lado, guardado por dois policiais, tendo sido encontrado com uma faca na mão e a roupa cheia de sangue, está presente nosso suspeito número 1, que embora praticamente tenha sido pego em flagrante, insiste em afirmar que não tem culpa nenhuma e estava só fazendo seu trabalho inocente.

O nome do suspeito?

“Mão Esquerda”.

Vizinhos afirmaram que o sr. Melodia e o sr. Mão Esquerda brigavam por anos, mas nunca ninguém achou que a disputa chegaria nesse ponto.

Um corpo pro necrotério…

O outro pra delegacia.

Mais um caso em que a solução tão fácil foi negligenciada…

Até que uma gota fez o copo transbordar.

A causa de tudo?

Normalmente temos pouco tempo pro piano certo?

Aí recorremos ao ‘então só vou me divertir um pouco’ e ficamos tocando alguma música do começo ao fim (mais o começo do que o fim), sem fazer nenhuma divisão de trabalho, porque, afinal, o dia já é tão difícil e só queremos um pouco de descanso no piano.

Pois é…

A lógica disso parece maravilhosa…

Mas a briga da pesada mão esquerda com a melodia só vai se acumular…

Ao ponto da melodia desaparecer.

(se é que algum dia ela conseguiu ter alguma vida)

O peso da mão esquerda precisa ser controlado separadamente…

E o contorno da melodia precisa ser dado separadamente…

Para que os dois tenham chance de uma convivência pacífica.

Senão o destino final vai ser mesmo brutal.

Por isso a base de tudo no piano está em criar ‘habilidades’, como essa de fazer as mãos trabalharem juntas, coordenadas.

Essa é a odiada parte ‘técnica’.

Só que sem técnica, sem música.

Quer entender o método que um adulto segue pra desenvolver essa base?

Separe 20 minutos e veja este vídeo aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/