3 comportamentos de fingidores (evite-os a todo custo)
Alguns dias atrás comentei sobre quem “finge estudar piano”.
Claro que eu estava me referindo aos que fingem sem saber que estão fingindo.
Não quero nem saber daqueles que fazem errado por opção própria.
Hoje quero listar aqui 3 comportamentos que você deve evitar a todo custo, mesmo que isso exija um esforço heróico pra contrariar-se. Se você conseguir evitar esses comportamentos, já tem meio caminho andado pra longe do fingimento e, portanto, estará mais perto do comportamento ideal pra aprender piano com eficiência.
Aqui estão:
1) Superestimar a inspiração/motivação.
Já falei sobre o valor de manter-se inspirado e motivado com o trabalho de outros.
Você repara em um grande artista…
Ou em um amigo…
Ou em alguém que conquistou algo no piano.
E com isso sente motivação em continuar estudando.
Mas existe uma armadilha aí.
Se você perde muito tempo se “encorajando” com o trabalho dos outros, está perdendo muito tempo assistindo ao jogo ao invés de jogá-lo. Esse aspecto motivacional deve ser balanceado com você mesmo metendo a mão na massa e controlando o aprendizado com metas e objetivos.
2) Acumular objetivos irreais
Talvez você tenha entendido a importância do objetivo.
E talvez até tenha entendido a diferença entre meta e objetivo.
Mas se você definir um objetivo muito irreal, exagerado, impossível, etc…
Suas metas estarão totalmente fora de lugar.
E metas fora de lugar é o cenário ideal pra enrolar os estudos, ou seja, cair no fingimento.
Não deve existir alguém que insiste tanto em “objetivo” quanto eu, mas, além de ser traçado, o objetivo também devem ser esquecido e reavaliado, senão caímos no artificialismo e nos tornamos ingênuos, daqueles que batem 3 teclas fora de ritmo e exigem que todos batam palmas por isso.
3) Adaptar algum método ou lição
Por definição um método ou um professor é portador de algo que você não possui.
Se não fosse assim, o aluno é que ensinaria e não ao contrário.
Então, e esse é um clássico dos “autodidatas”, pular etapas e lições vai levar o aluno pra algum lugar que com toda certeza não estava previsto pelo método ou professor. Quem faz isso normalmente está seguro que está tudo bem, que não tem problema nenhum, mas é questão de tempo pra começar a culpar o método por não estar avançando.
Percorrer o aprendizado de piano é seguir uma visão musical.
Se você adaptar esse caminho, estará seguindo uma visão que está na sua cabeça.
Mesmo que você nem saiba que visão é essa.
Não digo que isso nunca vai dar certo.
Digo que é muito mais provável que se caia no fingimento.
De mudança em mudança, de adaptação em adaptação, o aluno dá a impressão de estar se dedicando, mas pra onde está indo? Se não souber, está fingindo que estuda.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
A desculpa mais esfarrapada do mundo
Cadastrada aqui na minha lista de e-mails, Mariana Spíndola enviou a seguinte mensagem:
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Boa noite, professor. A cada vez seus emails me ajudam tanto, que tive que responder para agradecer. Faço uma faculdade integral, e várias vezes me peguei com a velha desculpa do “não tenho tempo”. Depois de alguns puxões de orelha virtuais, criei vergonha na cara e comecei a rotina de estudos de 20 min ao dia. E é impressionante perceber o quanto esses 20 min ajudam como um todo, me deixando até mesmo mais inspirada para as minhas restantes atividades. Outro problema que vim enfrentando ultimamente era exatamente essa questão de estar “enchendo o saco” com o piano. Em uma casa em que todos os membros estudam, fazem faculdade etc, de vez em quando ouço uns: “Isso está atrapalhando” “Dá pra tocar depois?”. Reconfortante saber que até mesmo o Sr. já se encontrou nessas situações. Bom, email lido, desânimo espantado 😀 Muito obrigada por isso. Abraços.
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Muita gente fica irritada quando digo que não acredito na desculpa “não tenho tempo”.
Isso é bom, porque se alguns ficam irritadinhos, significa que muitos outros estão tirando proveito.
Exatamente como a Mariana fez, sem nem precisar se inscrever nos meus treinamentos.
Veja bem:
Um iniciante não sabe o que fazer.
Se ele começar estudando 2 horas por dia, é bem provável que se encha de vícios.
Por isso é muito saudável que comece com 20 minutos.
Se um intermediário está com seu tempo curto…
Então ele pode separar 20 minutos por dia pra se dedicar em uma dificuldade específica.
E, não adianta, mesmo que você seja o pai do Chris, nada me convence de que não pode encontrar 20 minutos no dia.
Se você é meu aluno, então já sabe como preencher o tempo de estudo. Bons estudos!
(Nota: Quer aprender piano? É iniciante? Então conheça os princípios do instrumento no Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Para meu batalhão de alunos
Mais um vídeo especial pra quem faz parte do meu batalhão de alunos. E quem é meu aluno, deve sempre seguir minha ordem direta de gravar-se pra encontrar erros que passam despercebidos durante os estudos.
Pois esse vídeo mostra mais um erro comum que deve ser evitado a todo custo.
Assista aqui:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
A impressionante arte de fingir que aprende piano
Algumas pessoas discordaram quando eu disse que não é possível aprender qualquer coisa por livros.
QUALQUER coisa e não apenas piano.
Meu ponto é que sem o contexto e objetivo, livros tornam-se apenas distração…
Entretenimento, curiosidade…
Ou qualquer nome que você queira dar pra aquilo que vai esquecer em 1 semana.
E não existe quem se dedique mais a isso do que os que fingem que estão estudando piano.
Repare que é “fingir que aprende” e não “fingir que toca”.
A arte de fingir que aprende é muito mais complexa.
Mais complexa do que você pode imaginar.
Hoje em dia é normal você ouvir alguém falando que é necessário “partir pra ação”. A idéia de que fazer qualquer coisa é melhor do que não fazer nada realmente é tentadora. Infelizmente, e principalmente em relação a aprender um instrumento, ela é completamente errada.
Eis os fatos:
Muitas vezes eu já disse “coloque a mão na massa”.
Pode ser que isso seja encarado como essa idéia genérica de “partir pra ação”.
Mas uma leitura atenta revela que sempre me refiro a fazer DA MANEIRA CORRETA.
E pra começar a fazer da maneira correta é preciso garantir que não está fingindo.
“Fingir que está aprendendo” é o comportamento de fazer várias coisas que não aproximam você nem um pouco daquilo que é o objetivo ou aproximam tão pouco que servem apenas de consolação. Se o objetivo é aprender piano, ler vários e vários livros, assistir 1.340 vídeos no Youtube…
Trocar de método várias vezes atrás do “pulo do gato”…
Estudar todo dia sem fixar uma meta de avanço…
Tudo isso vai lhe manter ocupadíssimo, mas vai lhe ensinar quase nada de piano.
Psicologicamente você pode estar muito satisfeito com seu empenho.
Mas é apenas fingimento.
Embora algumas pessoas tenham uma impressionante habilidade nessa arte de fingir, a verdade é que todos nós passamos por isso, mesmo em uma pequena medida. O segredo é saber ora esquecer seu objetivo e se fixar no caminho a percorrer, ora lembrar e renovar o objetivo e esquecer o caminho. Isso deve ser feito na dose certa e é um dos grandes sinais de maturidade.
Pra abandonar o hábito de fingir, diga pra você mesmo o seu objetivo.
Depois comece encontrando quais são suas reais dificuldades pra alcançá-lo.
E depois trabalhe pra superar essas dificuldades.
Boa jornada!
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Ninguém aprende a tocar piano por livros
Livros são ótimos!
Eu os leio em grande quantidade:
Literatura de ficção, biografias, filosóficos, pedagógicos, técnicos, religiosos…
Mas a verdade é que ninguém aprende por livros.
O motivo é este:
Até você não saber O QUE fazer com aquelas informações dadas em livros, tudo não passa de entretenimento e distração, não importa o quanto o assunto tratado seja sério. Pra entender isso melhor, vamos aproveitar outra parte da lista da minha aluna Marina Guerra, que descreveu o que mudou desde que começou a acompanhar meus materiais e treinamentos:
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* O estudo era irregular, todo dia era “algo que atrapalhava” as horas que planejava para alcançar objetivos nonsense, desejava resultados que não dá para construir em um dia, ficava nonsensemente frustrada;
* O estudo era no piloto automático e já começava querendo terminar;
* A repetição era a “salvação/solução” para velocidade e memorização;
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Você já consegue imaginar o cenário?
Pegar algum livro de método e segui-lo no mais rigoroso sentido não pode desenvolver em você um senso de objetivo, muito menos descrever com precisão definitiva o modo de executar certos movimentos.
Só um professor pode fazer isso.
E se tudo isso que normalmente falta em um livro fosse incluído?
Faltaria a pressão da cobrança de um professor.
(Entende agora pra que servem estas mensagens diárias?)
Faltaria a capacidade que um professor tem de repetir um mesmo assunto com outro ponto de vista.
Sei que existem várias pessoas que alegam ter aprendido por livros ou sozinhas.
Mas converse com elas bem de pertinho e você constatará o seguinte:
* Elas tiveram algum professor, mesmo que por pouco tempo.
* Pegaram dicas e conselhos com alguém que já percorreu o caminho, mesmo que não fosse um professor.
* Aproveitam os vídeos na internet pra absorver ao máximo o que está disponibilizado.
Elas não aprenderam sozinhas, nem com livros.
Por que ninguém aprende assim.
Todos os autodidatas fizeram o máximo que puderam com o pouco que pegaram de professores por aí.
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E quem tem mãos pequenas?
Vez ou outra alguém pergunta em vídeos que ensino algum exercício pra piano:
“E eu que tenho mãos pequenas e não consigo fazer esse exercício, faço o quê?”
Antes de mais nada, “mãos de pianista” é um mito.
Não é necessário uma mão grande e descomunal.
Veja Nelson Freire e a maioria dos pianistas asiáticos.
Isso só pra dar exemplos marcantes.
A maioria dos pianistas não tem mãos fora do comum.
Ok, e o que fazer?
Faça o exercício, oras.
Claro que quem tem as mãos pequenas precisa se dedicar mais em adquirir flexibilidade, mas o segredo não está em focar em algum exercício especial de flexibilidade, pelo menos não no começo, mas sim em criar um rotina coerente de exercícios e músicas, como todos tem de fazer, e assim ganhar aos poucos a flexibilidade.
Isso não é necessário apenas pra quem tem mão pequenas.
Muitas pessoas com mãos médias precisam de exercícios pra perder a dureza dos dedos.
Enfim, pra se desenvolver de verdade, não importa se você tiver mãos pequenas ou grandes, é preciso abandonar a atitude de “tentei algumas vezes e não consegui por isso desisti”. Depois de fazer isso, aí sim você vai começar a enxergar alguma dificuldade particular que tenha.
Faça como minha aluna Marilene F. e não se deixe paralisar:
“Parece que minha mão esticou com o estudo das oitavas.
Qdo vc disse que toca oitavas nas teclas pretas com dedos 1 e 4, pensei
‘O Felipe é privilegiado porque tem os dedos grandes’
‘Isso pra mim nunca será possível, tenho mão pequena’
Agora, está alcançando perfeitamente.
Até parece mágica!”
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Não é possível aprender a tocar apenas com música?
No Youtube publiquei um vídeo com minha última palavra sobre exercícios repetitivos.
Este texto é pra responder uma parte da dúvida:
“Não seria possível aprender a tocar apenas com música?”
Sim, seria.
Mas também seria bem mais demorado.
Veja bem, já estou acostumado com a dinâmica da internet.
A maioria acha que ter alguma opinião é um valor em si, não importa o quanto você se dedicou e estudou pra formar uma opinião, ela não tem mais valor do que alguém que não parou pra pensar nem por dois minutos. Por que estou comentando isso? Porque sei que alguns vão responder este e-mail como se tivessem uma informação privilegiada de que não é necessário exercícios específicos, que tudo deve ser aprendido nas músicas.
Utilizam até o meu próprio argumento de que é possível criar exercícios a partir de músicas.
(Isso só demonstra que sequer sabem de quem estão discordando)
Sem problemas, esse comportamento já era esperado.
Agora vem o ponto importante:
Eu nunca disse que não é possível aprender sem exercícios.
Só digo que é perda de tempo.
Alguém discorda que o treino das escalas trata-se de exercícios repetitivos?
Veja o que o maestro Carl Czerny tem a dizer sobre esse treino:
“Existem várias habilidades mecânicas que são desenvolvidas com o treino de escalas, e essas habilidades não podem ser adquiridas tão rapidamente quanto nesse treino. Se tentássemos adquirir essas habilidades pelo mero estudo de diferentes composições, gastaríamos muitos anos até conquistá-las. Muitas músicas exigem certas habilidades que já foram desenvolvidas por quem se capacitou em executar as escalas da maneira correta”
Nenhum dos meus argumentos são do tipo abstrato lógico.
Não estou tentando debater com ninguém.
Prefiro sempre o “venha e veja”.
Colocar esses exercícios na rotina e executá-los corretamente é a melhor vacina contra o argumento de que “a técnica moderna dispensa exercícios”.
E que assim seja.
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O dia que o Marechal tomou seu próprio veneno
Peguei uma carona pra visitar um professor que mora a 1.600 km de onde moro.
Claro que a viagem não foi feita toda de uma vez, então paramos pra descansar em uma cidadezinha do interior e lá conheci um senhor de 83 anos que era mais forte do que um touro. Ele não estava sentado contando os carros que passavam na rua, mas de sol a sol cuidava da plantação que era a fonte de alimentação da família.
Como se fosse um repórter da Ana Maria Braga, perguntei pra esse senhor:
“– Qual o segredo de se manter forte e com saúde?”
Agora, neste momento, me passa na cabeça as centenas de vezes que já me perguntaram:
“– Qual o segredo do piano?”
Sei que as pessoas esperam uma resposta do tipo:
“– É tocar com emoção!”
Ou:
“– É aprender os acordes!”
Ou:
“– É ler partituras!”
Ou:
“– É relaxar os ombros!”
Ou os mais deslumbrados esperam algo do tipo:
“– É tocar de meias em noite de lua cheia! É mágico!”
Mas, bem, minha resposta padrão é aquela que demarca minha patente ditatorial:
“– Estudar!”
Isso tudo me vem na cabeça agora, mas na hora em que eu estava conversando com aquele senhor, eu só queria ser simpático e me pareceu simpático perguntar qual era o segredo de chegar aos 83 com tanta saúde e disposição.
Tomei do meu próprio veneno quando com expressão de indiferença ele respondeu:
“– Trabalhar no campo!”
Mas é claro!
Que tipo de resposta eu esperava?
Ele tem toda razão!
Mãos à obra!
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Como começar a adestrar a brutalidade dos dedos
Algumas pessoas tem dificuldade em evitar que os dedos desçam como uma paulada nas teclas.
Isso é normal porque nosso corpo não está acostumado a esse controle.
E, como ninguém nasce sabendo, é preciso fazer algo quanto a isso.
Por isso publiquei Youtube um exercício para os iniciantes.
(Vá até o meu canal e procure o vídeo “Exercício de intensidade / dinâmica para iniciantes ao piano”)
Outro dia comentei algo sobre a “bola de neve do aprendizado” e esse exercício é perfeito pra isso, porque embora seja um exercício difícil para a maioria dos iniciantes, colocá-lo em uma rotina e praticá-lo com alguma regularidade, fará com que seus dedos melhorem como um todo.
No começo você não percebe que está conseguindo controlar a intensidade…
Mas acaba notando que a precisão está bem melhor.
E já não dá aquela queimação nos punhos ao tentar tocar devagar.
Controlar a intensidade evitando a brutalidade dos dedos desenvolve algumas partes mecânicas que estavam “atrofiadas”.
Mas não é apenas a parte mecânica que se desenvolve.
Pense bem:
O que vai decidir se a intensidade está correta?
Seu ouvido.
E quanto tempo demora pra que seu ouvido e seu corpo trabalhem juntos chegando na intensidade certa?
Não vou mentir.
Demora bastante tempo.
Por isso não é normal propor esse exercício para os iniciantes.
Sabe como é, todo mundo tem medo de perder alunos.
Mas o objetivo aqui é que façamos um estudo sério, então, se por acaso você sente que seu controle digital de intensidade não está muito bom, comece pelo vídeo que publiquei lá no Youtube, colocando ele na sua rotina de estudos.
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Algumas boas questões sobre partituras e rotina no piano
Hoje temos uma pequena seleção de dúvidas.
Quase todas tem relação com partitura e organização da rotina de estudos no piano.
Vamos a elas sem delongas:
1) “Repetir as notas em um caderno pautado ajuda a lidar com as partituras?”
Isso é bom em muitos níveis.
Muitas pessoas não conseguem utilizar a força bruta pra decorar.
Então fazer ditados é uma excelente tática pra captar as alturas de nota.
Além disso, dependendo do quanto de teoria musical o aluno já domina, é possível entender relações mais escondidas se resolvemos passar a limpo uma música em um caderno pautado. É a velha questão de manter a atenção bem direcionada quando estamos fazendo isso.
2) “Ajuda ler a nota da partitura em voz alta?”
Essa é uma tática essencial para os iniciantes em partitura.
Não apenas decorar os espaços e linhas mas dizer em voz alta as notas tocadas.
Isso sincroniza o corpo e o pensamento por meio da voz.
3) “Descobri que toco sem sincronização, gostaria de saber se tem conserto, pois toco já a 37 anos?”
Sim, tem conserto.
Mas qualquer pessoa que já toque precisa de uma dose de paciência muito maior pra arrumar vícios.
Procure meu vídeo sobre falta de sincronia.
É a mesma tática de utilizar a voz pra ajeitar as coisas.
4) “Não posso estudar de manhã, qual sua dica?”
“O que não tem remédio, remediado está”, conhece essa sabedoria milenar?
Estudar pela manhã é geralmente muito mais proveitoso.
Mas o importante mesmo é estudar em algum horário e não APENAS se for pela manhã.
Dê preferência para os momentos em que a mente está mais leve. Caso esteja passando por uma época turbulenta, em que a concentração está um caco, procure exercitar escalas e outros exercícios que tocam em aspectos mecânicos que você sabe que tem dificuldade.
5) “Você acha melhor não mais usar a partitura depois que a pessoa consegue tocar a peça sem olhar para ela, ou se deve sempre te-la à frente para tocar?”
Essa é mais uma daquelas em que a ONU dos pianistas não pode dar uma opinião.
Por que?
Porque depende.
Não depende apenas do seu objetivo.
Depende também do seu nível de segurança pessoal.
Existem professores que exigem que se chegue ao ponto de tocar sem partitura (o que acho bom), enquanto outros exigem que nunca se toque sem a partitura (que também acho bom). Mas é uma questão de visão geral musical. Eu, por exemplo, faço as duas coisas. Isso evita adquirir o vício de sempre precisar de uma coisa ou de outra.
6) “Posso estudar em dois períodos? 1 hora de manhã e mais uma hora em outro horário do dia?”
Com certeza!
Como citei nos últimos vídeos de organização, é bom fazer uma pausa de estudo.
Faça o teste com essa rotina entre períodos e verá que é muito proveitoso.
7) “Como posso continuar desenvolvendo minhas habilidades no piano?”
Essa é a resposta mais simples!
Inscreva-se no treinamento “O Pianista Aprendiz” aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/







