Ser ou não ser racional no estudo de piano?
Vamos investigar a mensagem do meu aluno André Barbosa.
Um novo mundo pode se abrir a partir dela.
Aqui está:
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Oi Felipe, boa noite!
Entrei em contato com você algumas vezes, e em todas pra te pedir alguma ajuda, tirar dúvidas e até conselho, como na última em que lhe perguntei sobre mestrado.
Mas hoje venho exclusivamente pra lhe agradecer!
Tive contato com seu trabalho a aproximadamente um ano e meio atrás se não me engano!
Vi alguns vídeos seus no Youtube, depois acabei indo ao seu site no aprendendo piano, e me lembro que quando vi você falando a palavra atravancado, já me identifiquei de cara! (Era bem assim que me sentia)
Na ocasião, eu estava no último ano da faculdade, tocando algumas coisas já consideráveis ao piano, preparando para o recital de formatura, mas a sensação que me dava eu que não estava preparado, (Acho que esse foi o assunto do primeiro e-mail que te enviei)
Bom, de lá pra cá comecei a ver seus vídeos no youtube, fiz o seu treinamento de técnina criativa, leio seus e-mails, constamente, e hoje em dia aos sábados de tardinha, é como se eu tivesse uma aula de piano, rsrs pois já fico de olho no youtube esperando um novo vídeo seu.
Hoje parei pra pensar no que aprendi com o Felipe Scagliusi:
Sobretudo, aprendi a ser mais racional como pianista, nesses quase dois anos em contato com você, percebo que meu estudo ao piano é mais cirúrgico! Antes era como se eu tivesse um paciente com um problema no coração, e eu insistisse em operar o dedão do pé! Logo o problema nunca era resolvido. Talvez por isso a minha constante sensação era de que algo não estava indo bem! O atravancado!! Entendi que um pianista pode alcançar um bom nível de pianismo não pela dificuldade da peça que toca, e sim pela capacidade de estudar racionalmente! Tanto é que já toquei peças difíceis em que estudei da pior forma, e os resultados foram horríveis!!
Enfim Felipe, desculpe se falei besteiras, mas queria de alguma forma agradecer pelo seu trabalho! Tem sido imensamente proveitoso pra mim como pianista!!
Um muito Obrigado!!
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Fujo, como o diabo foge da cruz, da palavra “racional”.
Atualmente “racional” está ligado com “científico” que está ligado com “verdade”.
E todo ano aparece um revolucionário alardeando um aprendizado “científico” de piano.
O “científico” aí tem apenas função de propaganda.
Com toda certeza esse é um recurso discursivo que não quero utilizar com meu alunos.
Mas o André tem razão.
No sentido de adquirir uma capacidade de decidir qual a melhor maneira de agir por meio de juízos anteriormente conhecidos, sim, ensino uma maneira “racional” de estudar piano. Isso é imprescindível pois muita gente encara a música apenas como uma chuva.
Como assim?
Se vivêssemos em algum lugar com poucos rios, poderíamos coletar água da chuva, certo?
Estaríamos sempre dependendo que, por milagre, a chuva caísse.
Acontece que é possível cavar a terra e encontrar uma fonte de água constante.
Claro, isso exige trabalho.
É preciso cavar a terra.
É preciso direcionar essa água pra algum lugar.
Algum cuidado especial sempre haverá pra que ela não fique contaminada…
Enfim, as condições de “trabalho” e “cuidado” são muitas.
Mas é a condição necessária pra ter água constantemente.
E não apenas quando São Pedro decidir.
Por isso ensino do jeito que ensino, sempre buscando a solidez do resultado.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Não seja um bandido molhado
Esta semana um aluno particular me importunou com a questão de ter de tocar em ambientes gelados. Isso é algo que me perguntam frequentemente. De fato ter as mãos geladas por causa disso dificulta muito tocar piano. Até agora eu não tinha sentido vontade de falar sobre esse assunto. Não mais!
Esse aluno sugeriu utilizar uma daquelas luvas de lã com os dedos cortados.
Estilo a luva dos bandidos molhados do filme “Esqueceram de Mim”.
(Ou “bandidos grudentos” conforme a fase considerada)
Mas não recomendo essa tática.
Recomendo outras.
Bem mais esquisitas do que luvas.
Aqui está o vídeo:
(Nota: Quer iniciar seus estudos de piano ou teclado sem vícios? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Dia especial para segredos
Pela baixa quantidade de mensagens que recebi, deduzo que muita gente está aproveitando o feriadão de 7 de Setembro.
Isso quer dizer que pouca gente vai ler isso daqui.
Ótimo!
É com pouca gente que quero falar hoje.
Principalmente para os meus alunos intermediários/avançados.
Alguns dias atrás anunciei que iria abrir a oportunidade de participar do meu grupo VIP.
Bem, as coisas ainda não estão prontas pra receber novos alunos.
Mas quem já é meu aluno VIP, terá acesso este mês a aulas especiais pra lidar com Chopin.
A primeira aula foi publicada hoje no portal especial.
Os tópicos dessa primeira aula são:
* Estudaremos o Noturno op. 15 n. 3 que, apesar de não apresentar características de virtuosismo, tem muitos pontos difíceis de controlar, com uma mão esquerda muito delicada e um ritmo bem característico.
* Chopin é o rei do cantabile, então nada melhor do que começar por ele a considerar a vocalidade das peças.
* O romantismo é com certeza a época de ouro do cantabile.
* Quais são os pontos de atenção principais de acordo com as características de Chopin.
* Considerando a posição das mãos pra trabalhar o cantabile.
* O que fazer com o 3º tempo de cada compasso.
* Como estudar o legato de Chopin.
* Como estudar o rubato (considerando os acentos e ligaduras) para esta peça.
* O que fazer pra não forçar os acentos, mas para deixá-los bem expressivos.
* Juntando todos esses parâmetros pra entender a característica própria do cantabile.
* As opções de pergunta-resposta para o trecho estudado.
* A fumaça da mão esquerda e a marreta da mão direita.
* Considerações sobre o uso do pedal e sua relação com a mão esquerda.
Espero que esta semana mesmo esteja tudo pronto pra que novos alunos possam entrar e aproveitar essas aulas.
Em breve mando mais notícias.
Bons estudos!
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
O que vocês têm contra aprender?
Certamente esta é uma pergunta retórica.
Já sei a resposta.
“Nada”.
Se alguém estiver andando de maneira distraída pelas ruas e um repórter abordar essa pessoa de surpresa, fazendo a pergunta “O que você tem contra aprender?”, tenho plena certeza de que a reposta será “Nada” ou “Nada! Adoro aprender!”
Muito bem.
Agora esqueça essa resposta para o repórter.
Não é pra ele nem pra mim que você deve responder essa pergunta.
É pra você mesmo.
Se mesmo assim a resposta for “Nada”, então vamos pra próxima.
“Você quer aprender a tocar piano?”
Ou
“Você quer melhorar sua capacidade ao piano?”
É mais uma pergunta retórica.
Se você está visitando uma página chamada “Aprendendo Piano”, então a reposta é “sim”.
Ok, revisando:
Você não tem nada contra aprender e quer aprender piano (ou melhorar suas habilidades).
Agora estamos prontos pra constatação mais importante de hoje:
Se você por acaso tentar estudar uma música, mas os trechos estão muitos difíceis. Ou se por acaso você está tentando tocar sem precisar olhar para as teclas, por qualquer motivo que seja (ou acompanhar a partitura, ou seguir atento aos integrantes de uma banda etc…). Ou se você quer ir além da dupla acompanhamento + melodia, mas está difícil domar as mãos…
Enfim, pra qualquer variação desses problemas que não são puramente teóricos.
Pra resolver, você precisa REDUZIR a velocidade ao estudar.
Aquele trecho difícil deve ser dividido e tocado lentamente.
Sem essa de “Ai, Felipe, não consigo tocar sem olhar pro teclado”…
Besteira!
Reduza a velocidade do que você está fazendo e tente acertar as notas.
É impossível que você não consiga.
(Não esqueça de utilizar a sua própria “Regra dos 3 Dias”)
Se a sua mão esquerda (ou direita) é um peso morto, então dê atenção especial pra ela, seguindo lentamente e com variação de articulação o mesmo trabalho que você dedicou a outra mão que é mais espertinha.
É aí que separamos os homens dos meninos.
Se qualquer um de vocês NÃO está disposto a isso, então deveria ter respondido “Tenho tudo contra” para a pergunta feita no título desta mensagem.
Por que é com essa dedicação e vontade de vencer as dificuldades que a resposta é realmente respondida.
E não somente com a boca.
(Nota: Quer realmente realmente realmente entender como iniciar seus estudos de piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Resposta de um guri malcriado
Aqui está um resumo da mensagem da Márcia Matos, que contém uma pergunta interessante:
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Olá, professor!
< censurando informações pessoais >
Já lhe contei toda a história de como o conhecí, sobre todo o material de estudo que você nos proporcionou…enfim…! Às vezes sinto a impressão e até mesmo pretensão, de ter sido uma de suas primeiras alunas online. Sou fuçadora de internet e na ocasião, como andava desesperada a procura de um professor de música clássica…, você caiu do céu como um verdadeiro milagre(milagres existem, viu!?).
Através do seu vídeo, abracei a Sonata Moonlight como estudo de técnica. Cheguei a pensar se daria conta de aprendê-la. Tentei tocá-la, mas não tinha conhecimento de andamento, ritmo, melodia…nada! Comecei a ouvir diversos intérpretes como a Valentina Lisitsa, Nelson Freire, Daniel Berenboim, Evgeny Kiddim, Yundi Li, entre outros; além de assistir seu vídeo umas 200 vezes. Havia colocado na cabeça altas doses de obstinação, determinação, disciplina e paciência para aprender. É óbvio que os emails encorajadores, que nos impulsionam direto pra frente e seus vídeos informativos, não tinha como dar erro. Ou eu aprendo ou aprendo e ponto final!
É claro que passei pelos momentos de baixa e certamente tornarei a passar. Mas, eu tenho um grande pequeno companheiro, que é do tamanho de um celular pequeno, é um gravadorzinho da sony. Ele é mega funcional, pois quando estou meio lerda…PLIM! Ligo e começo a ouvir trechos de seus ensinamentos e aí dou uma disparada e vou para o piano.
Seguindo suas dicas, estudo frase por frase e com essa atitude, já desenvolví bastante a força dos dedos 4 e 5. Eu não conseguia cantar com o dedo 5 a bela melodia de Moolight e agora consigo, inclusive dar vida nas passagens das colcheias. Fico radiante porque começo a entender as frases, os acordes disfarçados em variações. Gurí, você não existe! Como você é bom de alma, de TUDO!
Estou quase na metade da sonata. Toco ainda devagar e até que não erro muito. Preciso equilibrar o som das teclas em cima da música.
Os dedos, as vezes, são desobedientes e para melhorá-los um pouco, eu solfejo em voz alta na tentativa de equilibrar a força deles e compassa-los mais corretamente, esforçando-me a dar melhor sentido harmônico que a música propõe.
Felipe, falando agora em partituras, tenho algumas dúvidas: Porque é usado o símbolo x(parece que significa um sustenido dobrado) e não ir direto para a nota em questão? Significa sustenido dobrado mesmo?
O mesmo ocorre com B# = Cnatural e E# = FÁ natural. Não poderia ir direto para o DÓ e o FÁ? É por causa dos acordes ascendentes?
< pulando para o trecho final >
Obrigada pelo tempo que você dispõe em nos enviar emails, apenas com o intuito de nos ajudar. Eles são poderosos e cômicos ao mesmo tempo. As vezes, cheios de má-criação hahaha!!! Mas eu tenho a impressão que nem você tem consciência de tamanha força e poder de suas palavras. Sem demagogia (odeio isso), você é um ser humano extraordinário, guri!
< pulando para a despedida >
Obrigada por tudo professor. Um abração à você e a família. Desculpa o momento de descontração.
Márcia Matos
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Sei que pareço malcriado, mas quem me conhece pessoalmente sabe que não sou.
Acontece que desprezo a mentalidade lua-de-cristal que domina a internet.
E estou sempre procurando formas de me distanciar dela.
Bem, cortando o papo furado.
Partindo pra resposta da pergunta da Márcia…
Simples:
Os compositores usam essas notações esquisitas por coerência teórica.
Pra manter o padrão de sua arquitetura, as escalas devem passar pelas 7 notas.
Obrigatoriamente algumas notas ficariam de fora de algumas escalas.
Então se utiliza o “dobrado”.
“x” para o dobrado sustenido.
“bb” para o dobrado bemol.
Mesma explicação para o MI# que é o Fá natural.
Claro que essa coerência teórica não serve apenas pra ter coerência teórica, ela é um grande auxiliar de que está executando aquela partitura. Fica mais fácil de identificar uma mudança de tonalidade, ou uma volta pra uma tonalidade anterior ou a permanência naquela tonalidade. Assim o intérprete bate o olho e já sabe o que está acontecendo.
Afinal a tonalidade é a base da “cor” musical.
Por isso é importante facilitar sua identificação.
Capisci?
(Nota: Quer entender como iniciar seus estudos de piano ou teclado sem vícios? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Como ter uma semana produtiva no piano
Aqui vão algumas recomendações gerais de estudo de piano.
Antes vamos estabelecer algumas premissas:
* Recomendações gerais não desenvolvem habilidades.
* É preciso colocar a mão na massa e achar as dificuldades que, aí sim, podem ser resolvidas e o caminho para o verdadeiro desenvolvimento fica aberto.
* Quem já é meu aluno, deve seguir as orientações dadas nos treinamentos.
Ok, dito isso, vamos cair direto no assunto…
Primeiro defina uma meta pra semana.
Pode ser uma pequena peça…
Pode ser um exercício…
Uma escala…
Um trecho difícil qualquer.
Depois disso você precisa entender onde realmente está. Já consegue executar a tal meta com as duas mãos? E com cada mão separada? Ao menos sabe quais são as notas? Se já sabe as notas, entendeu bem o ritmo? Encontrou uma velocidade que não desfigure o sentido musical?
Essas são perguntas básicas.
Encontre uma pergunta que seja adequada ao seu nível e meta.
Assim que encontrar seus parâmetros não realizados, é bom se concentrar neles.
Um são parâmetros mais fáceis…
Outros mais complicados, como o ritmo, velocidade, fluidez etc.
Procure encontrar alguma atividade de apoio pra realizar a meta.
Quem sabe isolar a peça em pequenos trechos.
Ou estudar solfejo pra compreender bem o ritmo.
Ou reduzir a velocidade geral pra conseguir organizar o tempo da música.
Se o problema é mais interpretativo, ajuda muito dificultar a tarefa pra assentar bem sua habilidade de lidar com cada trecho a ser executado.
Enfim, se o restante da sua semana você se dedicar nesse tipo de tarefa ou ao menos correr atrás do que pode ajudar a resolver o problema, pode ter certeza que será uma semana produtiva.
Pode ser que você não consiga alcançar a meta.
Mas o importante é que alinhou seu navio na direção dela.
Conforme você mantém essa dinâmica de estudo, sua própria capacidade de encontrar as metas corretas vai melhorando.
Claro essa proposta geral é simples.
Não é fácil colocá-la em prática.
Mas é preciso começar.
Bons estudos!
(Nota: Quer entender como iniciar seus estudos de acordo com minha visão musical? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Assobiar, chupar cana e tocar piano
Inegável:
A primeira coisa impossível de se fazer ao piano é coordenar as mãos.
É como assobiar e chupar cana.
Ou um quadrado redondo.
Mas, com o estudo certo, o estudante percebe que não é impossível.
OK!
Acontece que as coisas impossíveis não param por aí.
Uma das mais desprezadas pelos professores é a capacidade de utilizar forças diferentes entre as mãos. Claro que os professores não falarão nada sobre isso. Primeiro porque não incentivam muito que o aluno tenha um instrumento sensível. Segundo porque essa aplicação de diferença entre as mãos exige alguma experiência prévia.
A beleza de uma música está bastante relacionada com a hierarquização das coisas.
Entre notas.
Entre acordes.
Entre frases.
Entre as mãos.
etc…
O uso de mais força na mão direita é muito comum pois normalmente a mão direita estará executando a melodia, em que a força aplicada deve ser maior do que a da mão esquerda, que executa um acompanhamento.
Porque é na melodia que está o sentido.
Então ela precisa ser destacada.
Portanto existe uma hierarquia.
No dia a dia estamos sempre utilizando forças diferentes entre as mãos.
Conseguimos porque nosso dia a dia é “nosso” mesmo.
Precisamos chegar mais ou menos no ponto de a música ser “nossa” (no sentido de experiência) pra que a diferença de força seja possível.
A consciência clara disso ao piano pode ser estudada, começando por praticar um dedo de cada vez.
Essa etapa é importante por alguns princípios corporais básicos:
* Qualquer coisa que exija o uso do nosso corpo, precisa primeiro criar a memória desse uso.
* A memória gera uma sensação própria.
* A sensação própria é o que liberta tecnicamente o aluno.
Ou seja:
O aluno cria uma habilidade.
Uma capacidade de fazer “sem pensar”.
Então quem quer começar a exercitar essa dinâmica, pode procurar o exercício pra cada dedo no meu canal do Youtube.
Basta procurar:
“Exercício para aplicar forças diferentes entre as mãos”.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Pedais são muito polêmicos
Sem contar alguns pontos básicos, as regras de utilização do pedal de sustentação não encontram muito consenso. Mas não estamos aqui atrás de consenso :P. Então publiquei um vídeo no Youtube com explicações para os estudantes intermediários e um exercício para os iniciantes. Assim todo mundo sai feliz.
Confira aqui:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
O que estou tramando para o futuro
É tempo de dar algumas explicações.
Já faz mais de 1 ano que anunciei a preparação do material voltado para leitura fluente de partituras.
(Com ênfase no FLUENTE)
Abaixo explicarei em que pé está esse material.
Nos últimos meses, por meio desse contato intenso dos e-mails diários, percebi muitas necessidades e diferenças entre os alunos. A separação que normalmente é usada (que inclusive eu utilizo muito) entre iniciantes e intermediários é uma separação imprecisa e não há muito que se fazer quanto a isso.
Muitos muitos muitos que pensam estar em um nível “intermediário”, apenas pelo tempo de contato que tem com o instrumento, na verdade possuem várias dificuldades técnicas.
Sem problemas.
A solução (pra quem quer) não é difícil.
É necessário treinar os fundamentos.
Engolir o orgulho e considerar-se um iniciante.
Então, para todos esses “intermediários” e pra quem nunca teve contato com o instrumento, a solução é inscrever-se no treinamento “O Pianista Aprendiz”.
São as lições desse treinamento que vão montar toda a técnica fundamental.
A inscrição é feita por meio deste link:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
No “O Pianista Aprendiz” você aprenderá a lidar com as dificuldades técnicas, excluindo qualquer contato abstrato desnecessário.
E para um futuro que ainda não sei quando será, pretendo lançar o material sobre partituras.
Servirá para todos aqueles que definitivamente querem aprender a ler e executar FLUENTEMENTE as partituras.
Chega desse negócio de todo mundo só catar milho.
Chega de alunos que não sabem como adquirir experência musical.
(Alguém por aí fala de experiência? Só ensinam “truques” e “segredos”)
Chega de achar que saber altura de nota é saber ler partitura.
Chega de só saber encarar partituras 4/4.
Neste momento uma parte do material está em fase de teste e outra ainda está em construção.
Por duas vezes estabeleci uma data de publicação e não consegui cumprir.
Direi apenas que ficará para os próximos meses.
Por isso é importante que meus alunos se dediquem às lições que já tem em mãos, assim o material de partitura será mais facilmente absorvido.
Bons estudos!
A pior situação possível e como corrigi-la
Alguém me fez a seguinte pergunta:
“Felipe, realmente não sei qual meu objetivo com piano e não acho que tenho facilidade em aprender algum instrumento, o que devo fazer?”
Aqui temos uma situação muito ruim.
Não por causa do “não tenho facilidade”, mas por “não sei meu objetivo”.
Sem um objetivo, a pessoa depende apenas da empolgação.
E como todo adulto sabe, essa empolgação serve apenas até você encontrar um objetivo concreto.
(Se essa empolgação se mantiver, damos o nome de “paixão”, que, ao contrário do que dizem as novelas e os adeptos da auto-ajuda, não é uma coisa boa. “Paixão” é algo que te controla, algo que lhe deixa no “passivo”. Acho que não preciso dizer que isso não é coisa de gente)
Então ou a pessoa desiste de aprender, porque não tinha um interesse real…
Ou fica caindo nos picaretas, que tentam reacender essa empolgação, fazendo o interessado imaginar que vai impressionar todo mundo a sua volta, que os amigos vão achar ele o máximo, que a família vai amá-lo mais porque ele agora é um artista e todo esse blá-blá-blá que tenta convencer as pessoas pela vaidade.
Muito se engana quem pensa que isso é apenas coisa de iniciante.
Várias pessoas se mantém anos nesse vai e vem do aprendizado, mas sem muito objetivo.
Ok.
Essa é a problemática…
Vamos para a solucionática…
Isto serve tanto pra iniciantes quanto pra intermediários:
Escolha uma música que você queira tocar.
Comece analisando as mãos separadas dela.
Utilize o que for melhor pra isso, que seja a partitura (se já souber ler), um tutorial, qualquer coisa.
Depois tente trabalhar na coordenação.
A dificuldade vai depender da peça escolhida e do seu próprio nível.
Depois busque organizar essa música ritmicamente.
A contagem em voz alta é essencial, além do metrônomo e de ser capaz de captar as divisões rítmicas.
Neste ponto, você já tem que ter resolvido as questões mais técnicas.
Deve descobrir como resolver o problema da fluidez dos dedos.
Dos saltos.
Das notas duplas.
Assim você chega até a etapa da velocidade.
Se fez um bom trabalho técnico, pode aos poucos perseguir a velocidade ideal.
Um pouco cada dia, você pode subir as batidas do metrônomo.
Se tudo der certo, pode até ser que você não chegue na velocidade certa, mas alcance alguma satisfatória.
Então a missão está cumprida.
Peraí!
Eu disse “missão”?!?
Isso quer dizer que o trabalho todo foi guiado por um OBJETIVO.
Tocar uma música pode não ser o objetivo mais perfeito, mas é algum objetivo.
E foi esse objetivo que possibilitou a divisão do trabalho em pequenas etapas.
O problema agora é saber como realizar essas pequenas etapas corretamente, sem adquirir vícios, fazendo-as da maneira mais eficaz e que não impeça você de ampliar cada vez mais o objetivo, pra que não fique refém da simplicidade, como normalmente acontece.
(Nota: Quer entender como iniciar seus estudos de piano ou teclado sem vícios? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)







