Truque mágico pra aprender piano

A torcida do Flamengo inteira aguarda pela publicação do truque pra aprender piano…

O que ela não sabe é que a mágica já existe.

Não é uma mágica instantânea, mas é eficaz.

Uma parte da fórmula chama-se “treino de escalas”.

Ninguém tem obrigação de acreditar em mim, basta seguir o grande mestre Czerny:

“Em todas as peças, de hoje ou daqui 100 anos, as escalas são o principal meio pelo qual é formada cada passagem e cada melodia. Escalas, acordes e arpejos serão empregados inúmeras e repetidas vezes em tudo. Imagine então a vantagem que um músico terá quando for capaz de executar as escalas, em todos os tons, coisa feita por tantos outros e dali derivada tantas músicas; que intimidade com as teclas esse músico não ganhará, e que entendimento não terá sobre cada peça daí por diante? Tudo que o estudo das escalas proporciona rapidamente pode ser adquirido estudando diretamente as músicas, mas seriam necessários vários anos pra alcançar o mesmo resultado.”

Normalmente quando faço uma citação dessa, destaco qual é a parte mais importante.

Mas não hoje.

Hoje cada um que receber esta mensagem tem de desenterrar a pérola por si mesmo.

Não é um trabalho difícil.

Czerny é especialista em fazer o aluno entender com poucas palavras.

E não pense nem por um segundo que basta estudar as escalas de qualquer jeito…

Ou apenas teoricamente.

Nada disso.

Mas esse também não é o assunto de hoje.

Deixemos isso pra outro dia.

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Como fazer perguntas (e como lidar com o ritmo)

Acho que já faz um tempinho que não assumo um tom professoral por aqui, então vou invocar tudo o que tenho a ensinar e vamos aos fatos…

Paciência, como todos sabem, é a virtude mais própria de um professor.

Não a paciência pra lidar com a teimosia, mas paciência pra lidar com a ignorância.

Do aluno, a virtude exigível é a humildade.

É a mesma humildade de um paciente pra com um médico.

Ninguém que chega pra um médico e diz “– Doutor, estou com gripe” tem a esperança de que ele simplesmente diga “– Ok, aqui está a receita pra curar a gripe”. O que se espera é que é o médico analise os sintomas, faça alguns exames e utilize sua experiência e intimidade com o assunto pra fazer o diagnóstico de gripe, resfriado, intoxicação, etc, etc, etc.

Então é o seguinte:

O bom aluno tem de dominar uma arte adicional: a arte de fazer perguntas.

Se você tem um professor presencial, você simplesmente mostra o problema.

Agora, virtualmente, onde grande parte do contato é feito por texto, descreva o seu problema e nunca dê o diagnóstico.

Vamos fazer um pequeno teatro.

Eis uma mensagem hipotética que um aluno poderia me enviar:

“Felipe, tenho insegurança na hora de tocar uma peça e me bate um branco absurdo. O que posso fazer pra ter mais controle? Algum exercício de agilidade e fixação das notas? Sei ler uma partitura, mas na hora de executar tudo se embola e fica confuso”

Ho-ho-ho.

Nessa hipotética mensagem, o pretensioso aluno não apenas tentou descrever seu problema, mas também deu o diagnóstico e o possível remédio.

Ok.

Minha resposta hipotética a essa mensagem hipotética seria:

“Preciso que você me explique exatamente o que acontece. Não tente dar uma definição geral, esqueça esse negócio de ‘ajudar a ter mais controle’. Descreva o que acontece. Exemplo: diga qual melodia que você sente este bloqueio. Explique o que acontece quando você tenta fazer tudo mesmo devagar. Desde quando que você está estudando piano? Quanto tempo você dedica aos estudos? etc.”

Acho que isso seria suficiente para o aluno entender o ponto.

Então pode ser que, hipoteticamente falando, o aluno retornasse assim:

“Tenho treinado músicas nas duas claves. Se tocar catando milho até que dá certo, mas se tento fazer considerando o valor das notas e batendo o pé pra contar os tempos, parece que os dedos ficam meio travados. Já me falaram que eu estava tocando fora do ritmo. Também tenho dificuldade em ler ou entender partitura.””

Certo.

Melhorou, mas ainda não está bom.

Pra tentar tirar algum coelho dessa cartola, tento trabalhar com a parte que consegui entender.

E minha resposta hipotética seria:

“Como o que você descreve é algo muito genérico, vamos atacar alguns pontos principais, começando pelo ritmo. Você deve praticar contando os tempos, uma mão de cada vez, muito, MUITO lentamente. Coloque o metrônomo muito devagar. Outra coisa que você pode praticar, e que deve ser feita fora do piano, é bater as notas que estão na partitura (uma das mãos de cada vez, é claro) com um lápis enquanto conta os ritmos em voz alta. Se o seu problema com o ritmo for muito sério, o único remédio existente, e que vai parecer um pouco estranho, é dançar. Seria importante você aprender a perceber com o corpo, instintivamente, o ‘embalo’ rítmico das músicas. Comece seguindo essas recomendações e veremos como se sai”

Bem, tive de ser um pouco homeopata na resposta hipotética…

Dei algumas poucas recomendações pra que seja possível o próprio aluno despertar para o problema.

E assim, com o tempo, junto com o aprendizado de piano, o aluno aprende a ser um excelente perguntador.

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Tive uma idéia imbecil

Três semanas atrás resolvi fazer o seguinte:

Assistir às peças históricas de Shakespeare, produzidas pela BBC, apenas com legendas em inglês e assim testar minha capacidade de entender esse idioma na forma utilizada há algumas centenas de anos.

(E, claro, pode me enriquecer com a arte shakespeariana)

Enquanto assistia, só pude pensar:

“– Que idéia mais imbecil!”

Por quê?

Porque eu não conseguia acompanhar…

Não tinha a menor noção pra onde a história estava indo.

Só conseguia pescar algumas cenas aqui e ali.

Mas o sentido geral estava obscuro.

Semana passada minha esposa insistiu e novamente assisti essas peças…

E, surpresa!, agora o sentido estava bem claro.

Parece que aconteceu exatamente aquilo que acontece quando pegamos uma partitura nova, e damos aquela passada geral por ela, tentando executar no piano o que for possível.

Na primeira vez, tudo está confuso.

Mas essa visão confusa é que permite apreender algum sentido posteriormente.

É como se fosse assim:

1) Não temos noção do que é a coisa, pois não tivemos contato com ela.

2) No primeiro contato, temos uma impressão confusa.

3) A partir dessa impressão confusa, começamos a captar o sentido.

E de uma idéia que me pareceu imbecil, chego agora a pensar que isso não funciona apenas com música ou idiomas, mas que deve existir uma aplicação em outros tipos de aprendizado.

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Frescura de professor, teoria, adesivos, caretas e exercícios

Era uma vez uma gangue perigosíssima de perguntas aleatórias…

Que não tiveram chance de espalhar o terror…

Porque foram todas respondidas aqui:

1) “Por que professores de música não gostam de ensinar alunos mais velhos?”

Não tenho muita certeza do motivo…

Mas pode ser que não gostem de ensinar alunos mais velhos por uma mentalidade utilitária.

Acreditam que só vale a pena ensinar quem está na idade de aprender pra se tornar um profissional.

Esquecem que a função da música na vida de uma pessoa não é necessariamente virar o seu sustento.

2) “Felipe vc recomenda marcar as teclas com fita e as notas?”

Não, não recomendo.

Isso só troca uma dificuldade inicial por um vício.

3) “Teoria musical, você irá ensinar no seu canal?”

Algo de teoria, sim, com certeza.

Mas, neste momento, é perda de tempo.

Basta uma pesquisa no Google pra encontrar 3.039.349 de resultados.

4) “Quantas vezes vc recomenda fazer os exercícios de técnica dos dedos?”

Não existe uma quantidade de vezes definidas.

Você precisa analisar se o exercício já deu o resultado esperado.

Depois disso, pode mudar a rotina.

O fato é que eles vão te acompanhar pra sempre.

5) “É errado que um pianista ao tocar uma música faça ‘caretas’, demostrando o envolvimento dele com a obra, ou o ideal é se manter estático e inexpressivo”?

As opções não são “fazer caretas” ou “permanecer estático”. Existe um caminho do meio que é dado pela própria música, basta que o músico não queria inventar uma reação.

6) “Sempre tive dificuldade com contagem, sempre q eu tento estudar contando verbalmente, me enrolo e acabo errando, minha mão atrapalha e n obedece.. ai eu coloco o metrônomo e estudo por ele, oq eu faço?”

Aplique a mesma lógica de quando começou a estudar com metrônomo:

Comece contando compassos pequenos.

No começo nem mesmo esses vão sair direito, mas se você diminuir o andamento e manter a consistência do estudo, rapidamente a coisa melhora. No meu canal Youtube tenho um vídeo falando sobre metrônomo. Você pode adaptar o que ensinei ali para a contagem.

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A arte perdida de utilizar a mão esquerda no piano

Empilham-se mensagens de pessoas reclamando da mão esquerda.

Reclamam que não conseguem a utilizar.

Ok, isso é normal entre os iniciantes.

Espantoso é que existam “intermediários” que reclamam disso.

Sim, “intermediários” entre aspas.

Pois é necessário admitir a verdade:

O que quer dizer um intermediário que não consegue usar a mão esquerda e não sabe como escolher um dedilhado na mão direita? Quer dizer apenas que está 2, 3, 4, 5, 10 anos estudando, mas ainda não se desenvolveu?

Lamento.

Isso não é um estudante intermediário.

Ele pode ter compreendido bastante de teoria, pode ter adquirido alguma capacidade de pensar sobre música, acontece que se o objetivo é tocar mesmo, então esse aluno não alcançou o nível próprio do estudante intermediário, que é alargar sua experiência musical, já que acumulou habilidades o suficiente pra isso e saiu do modo “não estou entendendo nada” do nível iniciante.

A solução é simples:

Procure dar a mão esquerda o mesmo trabalho dado a mão direita.

(Alguém aí pensou que existia um truque mágico?)

Engana-se quem pensa que isso acontece apenas com os autodidatas.

Muitas escolas de música assumiram que não vão ensinar o aluno a utilizar mais do que uma ou duas notas na mão esquerda.

Sabe como é:

Não querem “desanimar o aluno”, dando a impressão de que é preciso estudar.

Qualquer chance de aluno desanimado, é uma porta aberta pra perder mensalidades.

E assim utilizar a mão esquerda com alguma liberdade se tornou uma arte perdida.

Espalhou-se a impressão de que é preciso levar um raio de Zeus pra ter uma boa mão esquerda.

Mas não é nada disso.

Espero que muitos se tornem meus alunos e tenham a mesma felicidade da Gabriela Ferrari, que enviou esta mensagem a pouco mais de 1 mês:

“Estou muito feliz e não paro de tocar a musica, estou indo para a terceira aula. Nao sabia tocar com a mão esquerda, fiquei estudando dois anos em uma escola o curso de teclado e não havia desenvolvido essa técnica”

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As mãos de esqueleto do laboratório de ciências

Isso aconteceu há muitos invernos, quando eu tinha 12 anos (ainda um pequeno marechalzinho sem patente):

Nas aulas de ciências, eu e meus colegas, aproveitando a ausência do professor, circulávamos com aquele esqueleto de laboratório escolar, imitando a voz do Esqueleto do He-man.

Um imitava a voz e os outros balançavam o braço do esqueleto.

E como tinha as mãos moles, o braço levantava e a mão caía.

Essa mãozinha caída de esqueleto, é recorrente em muitos estudantes de piano.

Principalmente aqueles que não são meus alunos 😛

O efeito a longo prazo são as dores nos punhos…

E o efeito imediato é não ter controle pra atacar as teclas corretas, principalmente as teclas pretas, e não conseguir desenvolver a noção espacial para os saltos.

É pra favorecer a precisão de teclas e de salto que se toca com as mãos alinhadas ao antebraço.

Além de evitar dores musculares.

(E de favorecer o controle de som, como mostrei no vídeo de vício do punho)

E não existe maneira dos cabeças-de-pudim inveterados resolver esse problema.

Primeiro porque exige o diagnóstico.

Segundo porque é necessário reservar um tempo na rotina de estudos para, com consciência plena, se dedicar a contornar esse problema, tocando algum exercício ou música com os punhos baixos.

Duvido muito que um cabeça-de-pudim do tipo esqueleto de laboratório tenha alguma “rotina de estudo”.

Esses nem entendem o que isso significa.

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A síndrome de Van Damme

Sou um grande fã dos filmes de Jean-Claude Van Damme (JCVD daqui pra frente)…

Minha opinião cinematográfica é que ninguém faz filmes ruins tão bons quanto ele.

JCVD é um grande mestre dos meus momentos cabeça-de-pudim.

E existe uma porção de estudantes de piano que não apenas apreciam os filmes dele, mas até copiam seu estilo no piano (o que é uma coisa horrível), criando a espantosa síndrome de Van Damme.

Aqui está o cerne da questão:

JCVD treinou Karatê por muito tempo e, como também sou apreciador de artes marciais, sei que o essencial dessa arte é encontrar o golpe definitivo e único, ou seja, o golpe perfeito. Por isso, em luta de grandes mestres, os oponentes podem ficar um tempão sem atacar, somente esperando a oportunidade para o golpe perfeito.

Acontece que JCVD transformou o golpe perfeito de Karatê, no golpe esteticamente perfeito.

O golpe perfeito nos filmes dele, são os golpes bonitos.

Rapare bem…

Em quase todos os filmes, JCVD apanha feito um cachorro até o momento culminante:

Ele dá um golpe que é na verdade uma pintura…

Uma foto…

Algo plástico de cinema.

Mas, como arte marcial, não é uma coisa séria.

Ele mesmo admite que aqueles giros e chutes tem mais a ver com ballet do que com luta.

(Aliás, ele treinou ballet por anos)

E o que muitos muitos muitos estudantes de piano fazem?

Eles criam algo na cabeça deles que chamam de “perfeccionismo”.

Mas é o perfeccionismo dos giros e chutes do Van Damme:

Servem pra passar no cinema.

E o cinema, no caso do estudante de piano, é a cabeça dele.

Mas fora desse cinema, na vida real, aquilo é uma piada.

Em todos os casos de “perfeccionismo” que tive oportunidade de lidar, a coisa não passou de invenção que ou pode prejudicar seriamente o aluno, ou o impede de realmente alcançar o resultado necessário pra se desenvolver. Quem quer começar a se livrar disso, comece substituindo o seu “perfeccionismo” por alguma outra meta mais objetiva.

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Nunca é demais assassinar novamente um pré-conceito estúpido

Nunca é demais insistir neste assunto:

Quando comecei meu trabalho na internet, e de cara comecei falando sobre “imitação”, eu tinha alguma noção do problema que estava arrumando.

As palavras aceitas automaticamente hoje em dia são “inovação”, “criação”, “invenção” etc.

E usar a palavra “imitação” parecia um tiro no pé.

Já contei em outro lugar:

Meus primeiros meses de experiência com o trabalho virtual foram de luta contra o pré-conceito de que fazer música é sentar no piano e largar qualquer coisa que venha na cabeça (mesmo que a pessoa em questão não tenha nada que preste na cachola).

E contra a idéia de que professor é quem ensina esse “largar qualquer coisa”.

Nesta semana eu conversava com um aluno particular, que me contou a seguinte história:

Quando ele se interessou por piano, tinha justamente essa idéia de sentar e largar a máquina de música.

Não que alguém tivesse lhe dito que era assim.

Mas era a impressão que tinha quando via alguém tocar piano.

Ele passou então algum tempo trocando de professor, sempre insatisfeito.

Estudava harmonia, partitura, treinava o ouvido, improvisação, repertório etc etc.

Mas nunca chegava a virar a máquina de música.

Estava sempre repetindo os estudos e tentando entender o que outras pessoas já haviam feito.

Segundo conta, foi um choque quando finalmente percebeu que “estudar” é estudar o passado.

Hoje em dia ele afirma que todos os músicos e professores falam muito sobre “liberdade” na música, sobre a “expressão musical”, mas que tudo não passa de uma confusão de quem ouve. Isso é óbvio, pois se um médico falar algo sobre sua profissão, ele vai contar sobre as cirurgias e sobre os diagnósticos exatos e quase milagrosos que fez, mas não vai contar quanto tempo precisou se dedicar pra isso acontecer.

Por isso insisto tanto que os interessados coloquem a mão na massa.

Que parem de apenas sonhar.

Assim logo podem saber se estão ou não dispostos a aprender.

Que comecem logo a fazer seu pão musical.

Pois é necessário absorver repertório.

É necessário abusar da repetição.

É necessário estudar teoria.

Aguentar tudo isso, foi um dos sentidos pra “vocação” que usei em outro texto:

É a capacidade de aguentar esse trabalho.

Nada disso quer dizer que o trabalho precise ser enfadonho.

Nem obsessivo.

Apenas quer dizer que entender esse cenário vai ajudar você a não desanimar, pois se existe ou existiu alguém que não teve de passar por isso, é apenas exceção que confirma a regra.

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2 dicas pra desenrolar seu estudo de piano

Quem está meio confuso de como desenrolar a rotina de estudos…

Pode seguir 2 dicas dadas abaixo.

As dicas não são minhas, são da minha aluna Iana Evane.

Eis:

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Uma coisa que me ajudou muito agora no início de junho foi adotar a agenda de estudos escrita mesmo, onde eu coloco o que desejo estudar no próximo dia, dividindo a primeira meia hora em exercícios de técnica, e em seguida as peças. No dia do estudo eu coloco o aproveitamento e agendo novamente aquele ponto que não ficou tão bom para o dia seguinte caso seja necessário. Isso ajudou a parar de me boicotar rsrs

Professor eu leio todos os seus emails, e vejo todos os vídeos do youtube, além do curso pago, tudo isso somado tem me ajudado muito a não ter “ilusões pianísticas”, mas encarar como algo concreto que precisa de paixão pra impulsionar a fazer, mas precisa de razão para executar. Realmente o estudo tem feito a diferença até mesmo na minha vida! Tenho refletido em meio às dificuldades: o que é mais difícil, tocar aquela peça ou enfrentar esse problema? (por exemplo um problema no trabalho) Percebi que tocar é bem mais difícil, mas com o método certo e cercada de pessoas boas, tudo pode dar certo.

Outra coisa que me ajudou foi começar a postar pequenos vídeos no meu instagram (esse foi o conselho de um amigo), pra perder a vergonha, de repente pelo fato de saber que meus amigos estão vendo =D

Então percebi que isso me motiva a aprender e postar sempre um vídeo melhor da próxima vez.

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Veja só:

1) Utilizar uma agenda de verdade pra traçar metas.

2) Gravar pequenos vídeos e publicar para os amigos.

Esses são princípios que já recomendei antes…

O princípio de manter a consciência do objetivo de cada estudo feito e o de tocar pra alguém, de sair da corrida atrás do próprio rabo que é o “tocar pra mim mesmo”.

Achei espetacular essa solução de utilizar uma agenda.

É como se o aluno firmasse um compromisso consigo mesmo.

Se tem alguém aí que está com dificuldade de se organizar, já tem dicas de onde começar.

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Quando uma aula particular de piano é proveitosa?

Marlei Vilela me pergunta:

(parafraseando)

“Nunca tive aulas particulares, mas encontrei um professor que pareceu confiável. Como saber se a aula foi proveitosa?”

Seguinte:

Comecei a aprender piano nessas escolas bem caseiras de bairro.

Logo um amigo da família percebeu que meu desenvolvimento estava meio esquisito…

E resolveu ele mesmo me dar aulas.

Nossa, foi fantástico!

Aprendi muito muito sobre música com esse professor.

Além de ele ser muito simpático.

Mas, apesar disso, mesmo percebendo que meu conhecimento teórico e intelectual do universo musical estava aumentando, minha capacidade de tocar o piano mesmo, de colocar a mão na massa, estava meio estagnado. Eu percebia isso, e até comentava com o professor. Algumas peças ficavam pelo caminho pois eu não conseguia resolver elas tecnicamente falando.

Esse comportamento começou a ser recorrente.

Mesmo sabendo qual deveria ser o resultado final, esse professor não sabia como me guiar até ele.

Só percebi isso claramente depois de mudar de professor.

Isso quase 1 ano depois.

Puxa, e encontrar um professor que sabia o que estava fazendo, que sabia como guiar, foi como encontrar um professor que sabia tirar os problemas com a mão.

Por isso entendo perfeitamente a pergunta do Marlei.

Muitos professores parecem ter intimidade com a música, mas isso não quer dizer necessariamente que saibam guiar um aprendiz no instrumento.

Por isso minha resposta definitiva é:

Para os iniciantes e intermediários, uma aula proveitosa é aquela na qual o professor ensina como estudar.

Não basta dizer o que está ruim, ou em comentar sobre o resultado final.

É preciso mostrar o caminho pra acertar as coisas.

Os alunos não podem ouvir uma lista de coisas a melhorar e chegar em casa sem saber como realizar esse trabalho.

Acho possível que quem acompanha meu trabalho pelo Youtube, tem um bom modelo de como é possível abordar os problemas no piano e, por analogia, pode comparar com um professor particular.

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