Uma luz na variação de exercícios para piano
No vídeo abaixo, mostro um exercício pra coordenação das mãos voltado para o iniciante de piano. Mas é possível ir além do simples exercício. Mostro também algumas variações. Essa capacidade de variar exercícios é muito importante, principalmente para quase-intermediários e intermediários. Criar um exercício significa que o estudante está percebendo uma dificuldade e montando uma estratégia pra vencê-la.
Veja o vídeo aqui:
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
É preciso ser menos tático ao piano
Recebi hoje um email de um empresário que dizia que o mundo dos negócios precisa ser menos tático.
Isso se aplica facilmente ao mundo do piano.
Sempre digo que o aprendizado não deveria ser baseado em truques.
Claro que é mais fácil oferecer um livro ou um curso ou um treinamento, enfim, qualquer coisa que seja, em qualquer área que seja (piano, negócios, natação, pintura, domesticação de macacos-prego), se você diz que tem os truques necessários pra aprender essa tal coisa.
Exemplo:
Amanhã publicarei um vídeo com uma tática especial para uma dificuldade dos iniciantes.
Mas essa tática não pode estar isolada.
Táticas, exercícios, truques, macetes são importantes.
Mas nunca deixe esse tipo de coisa ser a base do seu desenvolvimento.
Ela nunca será a bala de prata que acaba com o problema.
É preciso de uma estratégia geral.
Alguns dias atrás, minha aluna Bernadete Moreira descreveu:
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Olá Professor,
Respondendo a pergunta ” como está o estudo das lições ?”
Desde que adquiri o Pianista Aprendiz no final de abril, tenho estudado praticamente todos os dias e fico sempre mais motivada a cada aprendizado, acabei de assimilar , e acho que meu ouvido também melhorou bastante pois percebo que tenho que polir em muitos trechos, mas isto é questão de tempo e estudo como você sempre fala. Agora estou mergulhando nas escalas e brevemente o grande desafio : a Sonata Facile que parece bem trabalhosa, mas quero muito aprender.
Considerando que a alguns meses as falanges de meus dedos “quebravam” ao tocar as teclas e minha prática de teclado era bem limitada (tinha estudado um pouco de teclado popular): a mão esquerda só fazia o acompanhamento com acordes parados, a direita é que fazia a melodia, mas sempre sem um acabamento e deixando a sensação de que não levava jeito e nem tinha mais idade pra aprender, sinto que dei um grande salto neste período e quero seguir adiante nesse caminho, pois penso que cada música quando bem tocada é uma conquista
Abraços e obrigada por suas aulas.
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O que conta mesmo é montar uma lógica coerente de desenvolvimento.
Que é o que a Bernadete tem acesso ao estudar as lições do treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Se você também quer aprender com solidez, pode fazer sua inscrição.
Aqui estão todos os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
“Como saber se realmente aprendi uma peça ou se está apenas mecanizada?”
Hoje vamos falar do parâmetro mais importante para os iniciantes ao piano.
Não será uma explicação simples.
Mas quem está praticando piano entenderá muito facilmente.
A pergunta que chegou é a seguinte:
“Como saber se realmente aprendi uma peça ou se está apenas mecanizada?”
Pra responder direito, preciso recorrer a algo não musical.
No aprendizado de piano, lidamos com o treinamento do corpo, da vontade e da inteligência.
Se pararmos pra pensar por um instante, veremos que nenhuma dessas dimensões isolada é suficiente pra aprender algo complexo como tocar piano.
Assim:
1) O corpo não responderá às necessidades técnicas, se já não tiver sido “avisado”, pela inteligência, qual é o objetivo final e se esta, por meio da vontade, não tiver comandado nosso corpo na ação;
2) Mesma coisa pra inteligência: se apenas aprendemos teoricamente os princípios musicais, isso não nos habilita tecnicamente a tocar.
e 3) Se colocássemos apenas vontade nos estudos, sem a triagem da inteligência, contrairíamos vício atrás de vício e tudo ficaria mais difícil do que realmente é.
Enfim, onde quero chegar é o seguinte:
Nenhuma das três dimensões é o alvo central do aprendizado.
Isso quer dizer que existe algo por “baixo” delas que é o sujeito que aprende.
Vamos chamar esse sujeito de “eu”.
Esse “eu” utiliza as três dimensões como ferramenta pra ser penetrado pelo conhecimento. Qualquer pessoa que já toca um instrumento, testemunha que o ato de tocar é apenas uma resposta “automática”, a famosa “segunda natureza”, sem a necessidade de pensar e com imediata resposta corporal, ou seja, o “eu” já aprendeu a se utilizar das faculdades em tal tarefa com desenvoltura.
Por isso, não se preocupe se a execução está mecânica ou não.
Isso realmente não importa.
O que importa é que você esteja treinando suas três dimensões pra interiorizar cada vez mais o aprendizado e assim, algum dia, poder dizer “eu sei tocar”.
E Agora chegamos no cume da resposta…
Chegamos na coisa que mais deve preocupar o iniciante…
O parâmetro mais importante pra esse nível de estudante:
FLUÊNCIA.
Tocar as músicas com fluência, sem dar atenção demais à velocidade ou interpretação.
A “fluência” é o parâmetro unificador que garante que suas três dimensões estão trabalhando de maneira eficaz, em direção ao bom aprendizado.
(Nota: Você não é mais iniciante? Já é intermediário ou avançado no piano? Sente que está empacado? Então cadastre-se e receba minha aula secreta Como Criar Exercícios Para piano. Cadastre-se aqui.)
O fôlego final de 2017
No momento que estou publicando esta mensagem, falta menos de 100 dias para o fim de 2017.
Quando percebi isso, fiquei muito angustiado.
Normalmente não dou muita bola para os ciclos anuais. Simplesmente baixo minha cabeça e faço o que tenho de fazer. Mas esse ano foi anormalmente atropelado. Minha lista imaginária de “coisas a fazer” em 2017 não alcançou muito dos seus objetivos.
Isso é um pouco engraçado.
Quando criança, sempre ouvi falar que o tempo passava mais rápido a cada ano.
Naquela época a histeria do momento era que em 30 anos (no caso, 2010), não teríamos mais água potável.
E que o buraco na camada de ozônio fritaria a todos.
Realmente é assim.
Não a parte da água e da nossa fritura, mas a parte do tempo.
Aposto que se fosse perguntar pra vocês quais eram seus objetivos em 2017 e se eles realmente, com toda sinceridade, serão realizados, receberei uma avalanche de respostas de fracasso. Acho que o grande culpado disso é a velha mania de criar apenas objetivos irreais.
Mas, tudo bem, sem pânico.
Ainda temos quase 100 dias.
O que podemos fazer?
Em primeiro lugar: paciência e perdoe você mesmo.
Em segundo lugar: identifique uma ou duas coisas que ainda são possíveis de realizar em 2017.
É um grande erro já considerar 2017 um ano morto.
Se você colocar na cabeça que “já não dá mais tempo pra nada”, quando piscar os olhos, terão passados mais 30 anos.
Cumprindo mais um ou dois objetivos ainda este ano, você entra preparado pra 2018.
Não entra o ano novo fora de ritmo.
Então, esteja focado.
Se abandonou o estudo de piano ou teclado, recolha o material que tem, encontre alguma dificuldade e trace um plano pra vencê-la.
É o último gás pra entrar fervendo em 2018.
(Nota: Ainda não tem material pra estudar piano ou teclado e é totalmente iniciante? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Escala com mãos separadas, aceitar um desafio, memória e indo além
Rolei rapidamente pela página de comentários do Youtube e selecionei alguns.
Aposto que a resposta de algum deles será útil pra você.
Só lendo pra ter certeza:
1) “Posso fazer escalas com a mão direita com um dedilhado e depois tentar fazer com a esquerda?”
Bem, a verdade é que não entendi a pergunta.
Mas não tem problema.
Serve como gatilho pra isso:
Não se contente apenas em saber o nome das escalas, qual sua fórmula de compasso e forma estrutural de tons e semitons… PRATIQUE AS ESCALAS, conheça elas na ponta dos dedos. Comece praticando com mãos separadas, apenas uma oitava, mas PRATIQUE. Não fique apenas no conhecimento intelectual.
2) “Sei algumas músicas de forma simplificada mas me perco só de pensar em quais notas serão as próximas a ser tocadas. Às vezes acho até engraçado por parecer que as mãos é que estão tocando sozinhas.”
Para o iniciante isso é bem normal.
Ele ainda não conquistou a segurança própria dos níveis mais avançados.
Mas existe outro ponto:
Se você está fazendo um estudo autodidata, cuidado com as músicas simplificadas.
Nenhum conhecimento é assentado sem um desafio.
Então você precisa encontrar e aceitar (enfrentar) algum desafio.
Isso é obrigatório pra conquistar a segurança.
3) “Estou eu lá, com meu nervosismo de sempre rsrsrs, tocando uma peça. A questão é que se alguém faz um barulhinho qualquer, ou abre a porta da sala, já perco o fio da meada… isso é comum? O que fazer? Atrapalha muito!”
Ignorando o nervosismo, me parece problema de memória.
Sempre temos uma mão que funciona no piloto automático e geralmente é a direita.
Então estude muito e decore apenas a mão esquerda.
Isso deve ajudar.
4) “Gostaria de saber se o curso de piano serve também para quem está aprendendo no teclado, pois não tenho piano”
Sim, é perfeitamente possível estudar o treinamento “O Pianista Aprendiz” no teclado.
O objetivo do treinamento é dar liberdade técnica ao estudante iniciante ou intermediário.
Assim você não fica preso nas simplificações e segue uma sequência lógica de aprendizado.
Podendo ir além dos tutoriais.
Conheça todos os detalhes aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
“É um peladão com uma criança…”
Toda vez que algo assim acontece, penso:
“Onde está o inocente que fará a todos enxergar a roupa nova do rei?”
Não sei se você conhece o conto “A roupa nova do rei”…
É mais ou menos isto:
Um rei bem vaidoso e, devo dizer, meio estúpido, é enganado por dois vigaristas, que se dizem alfaiates. Eles dizem que aprenderam a fazer um tecido muito refinado e especial que possui uma característica única e inusitada: somente os inteligentes o podem ver.
O rei fica fascinado.
Encomenda uma vestimenta real com este tecido especial.
Depois de trabalhar arduamente pra fazer o tecido e costurar a roupa, os vigaristas entregam o pedido ao rei.
O rei, pelado na frente do espelho, chama toda corte pra apreciar o novo traje.
Todos ficam impressionados!
Como não ficariam?
Eram todos inteligentes!
Então conseguiam enxergar algo que um paspalho não conseguiria.
O rei então foi se exibir pra população.
Depois que se espalhou a notícia que apenas os inteligentes poderiam ver a tal roupa, a população ficou toda admirada.
“– Que linda roupa do rei!”
Mas, uma criança, com toda sua inocência, sem ter o rabo preso, nem tendo motivos pra querer parecer inteligente diz:
“– O rei está nu!”
Pronto…
Isso foi suficiente pra que todos (rei, corte e povo) percebessem que de fato ele estava nu.
Nada mais do que isso.
E que, bem, isso não se faz.
Não se fica nu andando por aí.
Então quando acontece o que aconteceu naquela exposição em São Paulo, aparece logo um lado defendendo a “arte” e solta uma verborragia fenomenal pra defender todo um conceito e blá-blá-blá, um monte de coisas de gente inteligente. E outro lado fica moralmente ofendido, e começam a gritar contra a pedofilia e contra a degradação dos bons costumes e tal-tal-tal…
Bem, eu não sei nada disso.
Só fico esperando algum inocente dizer:
“– Gente, é um peladão com uma criança…”
E, nos meus sonhos, bastaria pra todo mundo pensar que isso não se faz.
Não se mistura um peladão e uma criança.
Sem precisar de mais discussões.
Mas, fazer o quê!?!
As coisas não são como a gente gostaria.
O mundo da música também está desse jeito aí.
E da montanha de motivos que existem pra você se educar musicalmente, além do motivo “porque eu quero”, saiba que quanto mais estuda e se educa, sem ser do modo “ai como sou inteligente por estar estudando”, é mais provável que você não caia nessas armadilhas.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado e quer fugir dos peladões de hoje em dia? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Um vício ou um preconceito favorável?
Como toda arte ou técnica, tocar piano é um modo de conhecer, aceitar e incorporar uma porção de preconceitos.
Isso quer dizer que é necessário se adestrar em coisas que não sabemos o porquê.
Ou em modos de fazer que podem ser contraditos em outra ocasião.
Isso é muito, muito, MUITO diferente de um vício.
O preconceito correto é o preconceito que favorece o aprendizado.
Algumas semanas atrás eu gravava uma aula sobre um Noturno de Chopin, e uma das características de tal peça é que o compositor pretende que os finais de frase não sejam leves, mas que sejam bem marcados ou expressivos, assim a sensação de continuidade entre as frases é muito maior. E você já deve ter topado com algum vídeo meu em que digo o seguinte:
“– Faça o começo e o final das frases de maneira leve”
Essa é uma regra geral que sempre ensino.
Pois no momento em que fui executar as frases do Noturno, mesmo sabendo da intenção de Chopin, os finais saíram leves.
Se bem me lembro, digo até algo assim:
“– Olha aí o vício de fazer um final de frase leve quando não é pra fazer…”
Mas isso não é um vício.
É o bom e velho preconceito favorável.
Tudo bem que fica automatizado como um vício.
Mas a grande diferença é que o preconceito correto favorece o seu contrário.
Quem controla com leveza os finais de frase, já está 90% preparado pra fazer ao contrário.
Agora, vejamos um tipo de vício comum:
Colocar etiquetas nas teclas do piano.
Etiquetas que indicam a nota.
Isso é simplesmente adiar o inevitável.
E, como acontece com a maioria das pessoas, adquire-se o vício de tocar com as etiquetas.
Depois de tirar as etiquetas, grande parte dos alunos continua tão atrapalhada quanto teria ficado se tivesse insistido só um pouquinho no começo, e tentado lidar com as posições das teclas sem colocar etiquetas.
Ficou clara a diferença?
Existe uma porção de outros vícios por aí.
E a grande maioria dos “truques” que professores ou curiosos dizem ter inventado, não passa de vícios que na verdade prendem os estudantes cada vez mais, tornando-os viciados em cada vez mais truques.
Existe uma defesa contra isso:
Formar uma base sólida de preconceitos favoráveis.
(Nota: Você já é intermediário ou avançado no piano e deseja saber como formar (ou reformar) essa base? Então cadastre-se e receba minha aula secreta Como Criar Exercícios Para piano. Cadastre-se aqui.)
O melhor milk-shake musical da atualidade
A quem interessar possa:
Sempre houve e sempre haverá influência da música popular na música clássica e influência da música clássica na música popular. Acontece que passamos por uma fase minguante em ambas as vertentes, e seria sábio da parte de quem pretende misturar o leite popular e o sorvete clássico primeiro prestar atenção em quem faz a melhor mistura da atualidade.
Assista abaixo o vídeo que publiquei no Youtube sobre esse assunto.
Aqui está:
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Desenquadradando uma música com controle de oitava
Uma música não precisa estar cheia de notas pra ser bonita.
Nem você precisa tocar rápido feito um maluco pra dar alguma identidade à execução.
Basta apelar pro recurso menos aproveitado de todos:
A dinâmica.
Tantos instrumentos com sensibilidade hoje em dia e todos mal aproveitados.
Bem, se você quer uma maneira rápida de desenquadradar uma música, de tirar aquela sensação de que ela não passa sentimento algum, de que parece uma cerveja quente tomada debaixo de sol de verão enquanto está deitado em uma laje de cimento bruto, então você pode começar a controlar a execução de oitavas da música.
Claro, você precisa de uma música que possui trechos com oitavas.
Ou pode apenas fazer o exercício com oitavas.
Aliás, recomendo que se comece pelo exercício.
Assim garantimos o isolamento do problema técnico.
A primeira coisa a se considerar é a regra genérica das oitavas:
**** O dedo 5 deve ser tocado com mais firmeza e peso ****
Se o dedo 5 não é utilizado pra executar a oitava, então, na mão direita, o dedo na posição aguda deve ser o mais forte e, na mão esquerda, o dedo na posição mais grave. Lembre-se que essa é uma regra genérica, é bom dominá-la bem e entender na prática como aplicá-la pra depois pensar em ignorá-la, invertê-la, combiná-la ou qualquer outro lá-lá.
Muito bem, agora partimos para o segredo:
Normalmente o estudante desavisado parte logo pra executar as oitavas largando o braço no instrumento.
Assim fica muito difícil aprender a controlar a dinâmica.
O segredo está em movimentar apenas os punhos.
Com o treino certo você pode aprender a controlar a distribuição de força.
E suas músicas vão soar muito menos quadradas.
Um vídeo vale mais do que um milhão de palavras pra descrever esse exercício.
Então basta que você vá até o meu canal do Youtube e procure o vídeo:
“Exercício de oitavas para piano”
Lá estão explicados os princípios práticos desse controle.
Bons estudos!
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Quase sempre o super-vilão tem razão…
“– A paz lhe custou sua força. A vitória derrotou você!”
Bane, super-vilão de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
Quando se trata de motivação, quase sempre concordo mais com as motivações dos vilões do que dos mocinhos.
Bane tem toda razão…
A paz e tranquilidade nos deixa molinhos e fracos.
Bem, talvez o mais correto seja dizer que ele tem razões, mas não RAZÃO, já que explodir uma cidade inteira baseado nesse problema não é conclusão racional. Em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, o estilo niilista do Coringa também me convence mais, afinal, todos nós mudamos de opinião a todo momento, tentando justificar nossas ações, mas no fundo a opinião não importa, queremos apenas fazer aquilo que queremos.
Claro que o Coringa é maluco. Nada justifica seu comportamento.
Mas é uma bela imagem de nós mesmos.
E que raios isso tem a ver com piano ou com música?
Nada.
A não ser isso:
Conquistar alguma liberdade no instrumento não é algo fácil.
Não é complicado, mas você não pode entrar todo molinho pra conquistar isso.
Calculo que quase metade das pessoas que visita este site, se interessou por piano porque chegou em um estágio mais tranquilo da vida. Assim a música pareceu um bem confortável e tranquilo de se adquirir.
A verdade é que a grande maioria dessas pessoas está molinha demais.
A vitória as derrotou.
Existe a situação inversa também.
Outra parte das pessoas está cheia de energia.
Está disposta a conquistar o mundo musical inteiro, não importa o esforço necessário.
A situação é essa:
Temos uma carruagem atrelada a um cavalo preguiçoso e a outro cavalo fogoso.
Um precisa de chicote.
Outro precisa de rédeas.
Mas, se você pensar bem, verá que você mesmo é assim.
Temos esses dois cavalos internos.
Acontece que dependendo da fase da vida e das circunstâncias, nos apegamos mais facilmente ao preguiçoso ou ao fogoso. Isso é completamente normal.
Mas não tem jeito.
Um vai sempre segurar ou puxar o outro.
Então é preciso ensiná-los a cooperar.
Entendeu porque digo coisas como:
“– Comece estudando apenas 20 minutos, mas estude todos os dias”.
“Apenas 20 minutos” está freando o cavalo louco.
“Todos os dias” está chicoteando o cavalo bardoso.
Essa é a arte de fazer esses cavalos cooperarem entre si.
Quem capta isso, vai longe.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)



