O melhor milk-shake musical da atualidade

A quem interessar possa:

Sempre houve e sempre haverá influência da música popular na música clássica e influência da música clássica na música popular. Acontece que passamos por uma fase minguante em ambas as vertentes, e seria sábio da parte de quem pretende misturar o leite popular e o sorvete clássico primeiro prestar atenção em quem faz a melhor mistura da atualidade.

Assista abaixo o vídeo que publiquei no Youtube sobre esse assunto.

Aqui está:

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note


Desenquadradando uma música com controle de oitava

Uma música não precisa estar cheia de notas pra ser bonita.

Nem você precisa tocar rápido feito um maluco pra dar alguma identidade à execução.

Basta apelar pro recurso menos aproveitado de todos:

A dinâmica.

Tantos instrumentos com sensibilidade hoje em dia e todos mal aproveitados.

Bem, se você quer uma maneira rápida de desenquadradar uma música, de tirar aquela sensação de que ela não passa sentimento algum, de que parece uma cerveja quente tomada debaixo de sol de verão enquanto está deitado em uma laje de cimento bruto, então você pode começar a controlar a execução de oitavas da música.

Claro, você precisa de uma música que possui trechos com oitavas.

Ou pode apenas fazer o exercício com oitavas.

Aliás, recomendo que se comece pelo exercício.

Assim garantimos o isolamento do problema técnico.

A primeira coisa a se considerar é a regra genérica das oitavas:

**** O dedo 5 deve ser tocado com mais firmeza e peso ****

Se o dedo 5 não é utilizado pra executar a oitava, então, na mão direita, o dedo na posição aguda deve ser o mais forte e, na mão esquerda, o dedo na posição mais grave. Lembre-se que essa é uma regra genérica, é bom dominá-la bem e entender na prática como aplicá-la pra depois pensar em ignorá-la, invertê-la, combiná-la ou qualquer outro lá-lá.

Muito bem, agora partimos para o segredo:

Normalmente o estudante desavisado parte logo pra executar as oitavas largando o braço no instrumento.

Assim fica muito difícil aprender a controlar a dinâmica.

O segredo está em movimentar apenas os punhos.

Com o treino certo você pode aprender a controlar a distribuição de força.

E suas músicas vão soar muito menos quadradas.

Um vídeo vale mais do que um milhão de palavras pra descrever esse exercício.

Então basta que você vá até o meu canal do Youtube e procure o vídeo:

“Exercício de oitavas para piano”

Lá estão explicados os princípios práticos desse controle.

Bons estudos!

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

Como Criar Exercicios De Piano - Clique e Cadastre-se


Quase sempre o super-vilão tem razão…

“– A paz lhe custou sua força. A vitória derrotou você!”
Bane, super-vilão de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Quando se trata de motivação, quase sempre concordo mais com as motivações dos vilões do que dos mocinhos.

Bane tem toda razão…

A paz e tranquilidade nos deixa molinhos e fracos.

Bem, talvez o mais correto seja dizer que ele tem razões, mas não RAZÃO, já que explodir uma cidade inteira baseado nesse problema não é conclusão racional. Em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, o estilo niilista do Coringa também me convence mais, afinal, todos nós mudamos de opinião a todo momento, tentando justificar nossas ações, mas no fundo a opinião não importa, queremos apenas fazer aquilo que queremos.

Claro que o Coringa é maluco. Nada justifica seu comportamento.

Mas é uma bela imagem de nós mesmos.

E que raios isso tem a ver com piano ou com música?

Nada.

A não ser isso:

Conquistar alguma liberdade no instrumento não é algo fácil.

Não é complicado, mas você não pode entrar todo molinho pra conquistar isso.

Calculo que quase metade das pessoas que visita este site, se interessou por piano porque chegou em um estágio mais tranquilo da vida. Assim a música pareceu um bem confortável e tranquilo de se adquirir.

A verdade é que a grande maioria dessas pessoas está molinha demais.

A vitória as derrotou.

Existe a situação inversa também.

Outra parte das pessoas está cheia de energia.

Está disposta a conquistar o mundo musical inteiro, não importa o esforço necessário.

A situação é essa:

Temos uma carruagem atrelada a um cavalo preguiçoso e a outro cavalo fogoso.

Um precisa de chicote.

Outro precisa de rédeas.

Mas, se você pensar bem, verá que você mesmo é assim.

Temos esses dois cavalos internos.

Acontece que dependendo da fase da vida e das circunstâncias, nos apegamos mais facilmente ao preguiçoso ou ao fogoso. Isso é completamente normal.

Mas não tem jeito.

Um vai sempre segurar ou puxar o outro.

Então é preciso ensiná-los a cooperar.

Entendeu porque digo coisas como:

“– Comece estudando apenas 20 minutos, mas estude todos os dias”.

“Apenas 20 minutos” está freando o cavalo louco.

“Todos os dias” está chicoteando o cavalo bardoso.

Essa é a arte de fazer esses cavalos cooperarem entre si.

Quem capta isso, vai longe.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note


3 doenças fatais no estudo de piano

Faz mais sentido tentar entender porque alguém alcançou o sucesso do que tentar explicar o fracasso.

Mesmo assim, tenho percebido algumas constantes entre alunos que não alcançam seus objetivos.

(Pra quem tem dificuldade de interpretação, “sucesso” aqui não quer dizer “fama”)

Vamos ignorar as casos de preguiça, confusão e falta de esclarecimento.

Podemos identificar 3 doenças que se não forem extirpadas rapidamente, fazem o aluno desistir:

1) Jogar simplesmente pra não perder.

2) Imaginar que as leis de aprendizado não se aplicam a um “passatempo”.

3) Fugir da responsabilidade de tocar para os outros.

Provavelmente todo mundo tem pelo menos uma dessas doenças.

Uow!

É só patada hoje?

Existe uma boa notícia..

Ou só estou aqui tentando desanimar a todos?

Sim, temos uma boa notícia:

Todas essas doenças são curáveis.

A primeira e a segunda são mais fáceis de resolver. O primeiro passo é uma pequena mudança na mentalidade. Decidir definitivamente por firmar um compromisso de aprendizado. Assim fugimos de só querer o melzinho com açúcar da primeira doença (sem nunca aceitar desafios) e paramos de comparar o piano com palavras-cruzadas ou com aquela pelada de fim de semana (que é a consequência da segunda doença).

A terceira doença é a mais maligna e mais difícil de curar.

Mas não existe saída.

O eremitismo musical se não faz abandonar os estudos, nos deixa estacionados ou, pior, cria aquela soberba de “só me importo com minha opinião”, tornando o aluno impossível de ser guiado por um professor.

O eremita pode nem pensar claramente com essas palavras…

Infelizmente isso deixa a cura ainda mais difícil.

Enfim, é um desastre.

Além disso, não há nada que um professor possa fazer pra curar essa última doença.

É o próprio aluno que deve querer se curar.

As duas primeiras doenças são mais fáceis, pois depois de firmar um compromisso pessoal, o aluno pode partir para o segundo passo, que é procurar pela oportunidade de aprendizado.

E é pra dar essa oportunidade que estou aqui.

Por isso publico tanto materiais e ofereço as lições.

Espero que seja de bom proveito.

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

Como Criar Exercicios De Piano - Clique e Cadastre-se


Contando os tempos automagicamente

Ontem meu aluno Filipe Vidica enviou a seguinte mensagem:

====

Oi, professor Felipe

Estou adorando o curso. Estou terminando o aprendizado da música e no estudo de técnica estou na aula ‘agilidade com deslocamento”. Não vejo a hora de aprender “sonata facile”, fico me perguntando se conseguirei tocá-la, será fantástico!! Realmente minha única dificuldade é a última etapa das músicas: tocar contando o tempo. Acho muito difícil. Como já toco violão popular, consigo pegar o tempo das músicas com mais naturalidade, porem gostaria de seguir a sua técnica perfeitamente e tocar contando o tempo. Estou começando bem devagar o estudo de partitura, através do seu playlist, mas como um extra. Meu foco realmente é o curso pianista aprendiz.

Resumindo estou muito satisfeito, a prova disso é que comecei seu curso com um teclado sem sensibilidade, confiei tanto no método que até comprei um piano digital da Cássio que vc indicou da linha prívia.

Parabéns!! Qualquer dica a mais que quiser me dar será bem-vinda

Abraço,

Filipe Vidica

====

Concordo, não é simples contar os tempos e tocar.

Mas é uma habilidade importantíssima.

Lembra-se que falei sobre ter “velocidade de raciocínio”?

Então, contar os tempos não serve apenas pra organizar ritmicamente as músicas, mas também cria o cenário perfeito pra ter agilidade de raciocínio.

A habilidade de contar os tempos é misteriosa.

Se você der a oportunidade certa pra si mesmo, ela se desenvolve automagicamente.

Basta fazer o seguinte:

1) Desenvolver paciência consigo mesmo;

2) Ter uma rotina de estudos;

3) Dedicar 5 minutos dentro dessa rotina pra tocar as músicas muito lentamente, mesmo que desfiguradas, tentando contar o tempo. Isole mesmo que apenas um pequeno compasso. Toque o mais lentamente que for necessário.

4) Assim que estiver confortável, aumente um pouco a velocidade. Não inclua o metrônomo nesse exercício.

5) Continue fazendo isso e dê tempo ao tempo.

Voilà!

Aplicando esses passos, de uma hora pra outra, você conseguirá coordenar as mãos, olhos e contagem.

Impressionante, não?

Peraí!?!

Você não tem uma rotina de estudos?

Que vergonha!

Assim você nunca vai sair do lugar!

Mas, sem problemas, basta entrar para o treinamento “O Pianista Aprendiz” como fez o Filipe Vidica.

Aqui estão descritos todos os detalhes:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


Uma mistura explosiva de artes marciais + língua estrangeira

Já contei que todos que me pedem aulas pra “melhorar a fluência de leitura” não têm problemas de fluência, mas sim de leitura.

Pois é.

Aconteceu de novo.

Um estudante que pulou de galho em galho em métodos de leitura, me pediu aulas particulares pra melhorar a fluência.

De cara percebi que ele sabia intelectualmente como ler.

Mas sua vontade e seu corpo não tinham a menor idéia do que fazer.

Esse é um engano comum dos autodidatas…

Ou de quem estuda decoreba de teoria musical…

Ou quem simplesmente tem um professor ruim.

Estudar piano não é uma atividade intelectual.

Pelo menos não é apenas intelectual.

O estudo de piano tem muito a ver com artes marciais.

Aliás, se for pra ser exato, estudar piano é como estudar artes marciais junto com alguma língua estrangeira.

Por isso todo mundo conclama aos quatro ventos que a música o melhorou como pessoa. O segredo está em ser uma atividade que exige o máximo possível de todo nosso ser. Exige velocidade de raciocínio, reflexo corporal, capacidade de abstração, além de paciência, dedicação e doação aos outros.

É uma mistura explosiva.

Por isso, meus caros, não basta decorar.

Não basta pensar em intervalos.

Não basta criar fórmulas e relações mais malucas possíveis.

Tudo isso precisa ser condicionado corporalmente.

No caso das partituras, siga COM DILIGÊNCIA qualquer método que encontrar.

Importante:

Não pule de galho em galho, nem busque atalhos.

Eles não existem.

(Vou lançar um material sobre partituras, mas ainda não tenho um prazo de publicação)

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note


Eficiência é diferente de perfeição

Aprender a tocar piano normalmente envolve uma melhora geral da vida.

Não que a música seja um remédio, mas seu aprendizado exige largar uma porção de teimosias.

E deixar de teimosia é sempre bom.

Volta e meia um aluno me pede alguma opinião ou recomendação sobre uma peça em particular. Claro que a expectativa é de que seja dado um ensinamento incomum, algum segredo, truque ou dica quente que pode melhorar sem muito esforço o trabalho que o aluno já está fazendo.

Mas o meu ponto de vista é bem diferente.

Sempre procuro guiar o estudo do aluno de modo a ser o mais eficiente possível.

E com “eficiente” não quero dizer “rápido”, nem “perfeito”, nem “divertido”.

Com “eficiente” quero dizer que resulta num efeito mais duradouro.

Isso me lembra a transportadora americana UPS.

Algum tempo atrás li que essa transportadora adotou na sua logística de rotas, virar o menos possível para a esquerda. Isso quer dizer que ao traçar uma rota do ponto A ao ponto B, a UPS não busca o caminho perfeito, aquele que levará menos tempo, mas busca o caminho que exige menos viradas à esquerda.

Coisa muito esquisita de se considerar, hein?

Alguns testes foram feitos e se constatou que essa regra não torna as entregas mais rápidas.

Nem torna as distâncias mais curtas.

Mas ocasiona em uma economia de combustível absurda para a empresa.

Nesse sentido, é uma regra muito “eficiente”.

A explicação técnica de porque é eficiente não interessa aqui.

O que importa é que você perceba o quanto deve largar certas “opiniões”.

Isso é essencial pra sua educação, mesmo no piano ou teclado.

Se eu tivesse se escolher uma grande teimosia dos alunos, uma que quebra muito a eficiência do seu estudo, é a de evitar o máximo possível de estudar com as mãos separadas.

Normalmente eles pensam que estudar com mãos juntas é melhor.

Que esse é o modo “perfeito, rápido e divertido” de estudo.

Pode até ser pra um caso isolado.

Mas para o bem do desenvolvimento geral, dividir o estudo das mãos é muito mais eficiente.

Isso pode ser aplicado tanto no estudo técnico puro, como em músicas.

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

Como Criar Exercicios De Piano - Clique e Cadastre-se


De volta à vida…

Como disse antes, esta semana foi atribulada devido a uma viagem relâmpago.

Neste momento já respondi a maioria das mensagens que estavam atrasadas.

E tudo estará plenamente normalizado até segunda-feira.

Mas não apenas minha atividade por e-mail que volta à vida.

Publiquei um novo vídeo no Youtube.

É um vídeo especial pra quem quer resolver o problema de se embaralhar ao tocar na frente de outras pessoas. No vídeo dou duas dicas que considero as mais importantes e indispensáveis. Basta que você coloque essas dicas na sua rotina de estudo.

Aqui está o vídeo:

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

Como Criar Exercicios De Piano - Clique e Cadastre-se


A velha mania do mundo ao redor do umbigo

Recentemente uma moça entrou pra minha lista de e-mails, permaneceu alguns dias e logo depois se descadastrou. Ok, sem problemas. Acho bom quando isso acontece. Sinal de que a pessoa está lendo o que envio.

Por mim tudo bem se no final ela conclui que não está interessada.

Só posso ser professor de quem quer ser meu aluno.

Mas esse não é o fim da história.

Depois de se descadastrar ela me enviou uma mensagem.

Cheia de elogios.

E, no final, dizia que eu não deveria enviar mensagens diárias.

Por que ela era muita ocupada…

E a vida dela não era o piano…

E todo esse blá-blá-blá.

Veja bem:

Minhas mensagens podem ser lidas em menos de 2 minutos.

Se a pessoa não pode dedicar DOIS MINUTOS no dia, a causa é simples:

Ela quer que o mundo funcione do jeito que ela pensa que ele funciona.

A verdade é bem outra.

Existe a realidade e você deve aprender a lidar com ela pra obter os resultados que planeja obter.

No caso do piano ou teclado, sempre digo pra começar com 20 minutos por dia.

Isso é bom pra manter o aluno ligado por um fio muito estreito com o aprendizado.

É um fio frágil.

Mas já é alguma coisa.

Agora, se tem alguém aqui que recebe minhas mensagens, e pensa que existe alguma espécie de super mega power técnica que é capaz de transformar alguém mesmo que seja em um músico muito ruim, em menos de DOIS MINUTOS…. por favor, tome o mesmo rumo da moça citada:

Descadastre-se.

Sem nenhum ressentimento.

Mas faça isso por um motivo real, e não porque você quer obrigar o planeta a girar ao redor do seu umbigo.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note


Minhas sinceras desculpas

Hoje não venho dar patadas em ninguém.

Este e-mail é um sincero pedido de desculpas.

Tive de fazer uma viagem relâmpago para o Brasil e minha caixa de e-mails está simplesmente abarrotada. Os problemas de acesso aos treinamentos estão sendo resolvidos o mais rápido possível, mas não estou conseguindo dar atenção devida às mensagens com dúvidas.

Tudo está em ritmo mais lento.

Por isso peço desculpas.

Principalmente pra quem é aluno dos treinamentos pagos.

Mas não se preocupe que logo logo tudo volta ao normal.

Ok!

Desculpas pedidas, vamos ao que interessa:

No vídeo que publiquei no último sábado, ensinei a estrutura de estudo mais simples que existe…

Exercício + melodia.

Não é a única que existe, mas é a mais eficiente para os iniciantes e intermediários.

Se tiver pouco tempo, decida no dia se vai se dedicar ao exercício ou a melodia.

E perceba uma coisa muito importante:

Quanto mais o exercício estiver relacionado com a melodia, mais eficiente.

Bons estudos!

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note