A maldição Skywalker de piano
Você deve conhecer a estória:
Anakin Skywalker começou como uma criança fofinha que tinha tudo pra se tornar o grande herói dos Jedi. Recebeu treinamento de guerreiro da paz, cresceu, ficou muito forte na Força, já era reconhecido como muito habilidoso e poderoso, mas em certo ponto, virou para o lado negro e começou a espalhar medo e morte na galáxia.
Esta é a parte vistosa:
Skywalker percorreu um longo caminho no bem, mas caiu e virou o vilão Darth Vader.
Existe essa maldição de começar bem e terminar mal no piano.
Você nunca tocou uma música bem e conforme você ia chegando no final ela ficava horrível?
Principalmente naquelas músicas que são até fáceis, mas no final se enchem de acordes e ligaduras.
Nesse final a gente perde o controle e a música desanda.
Existe um jeito de desfazer essa maldição Skywalker.
Veja bem:
Provavelmente a batalha mais dolorosa e arriscada que Anakin enfrentou foi bem no finalzinho da sua vida. Depois de anos como o odioso Darth Vader, ele recusa seu passado e verdadeiramente se arrepende de tudo, minutos antes de morrer.
Esta é a parte difícil que também temos de enfrentar pra escapar da maldição:
1) Encontrar as partes mais desafiadoras da peça e começar o estudo por ali.
2) Deixar de ser fresco e não deteriorar o estudo com o tempo.
(Espero que ninguém faça isso e morra minutos depois 😛 )
Fazendo isso, estará não apenas praticando, mas acumulando experiência.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Cansei do pão com ovo
Um certo dia acordei determinado a não depender apenas de pão com ovo.
Pois essa era a única coisa que eu sabia “cozinhar”.
Fiz a primeira coisa que 99% das pessoas fariam:
Procurei receitas e vídeos no Youtube.
Juntei algumas e tentava seguir mais à risca possível. Não posso dizer que conseguia sempre. Rapidinho a pergunta de “Por que essa receita tem de ser assim?” começou a me incomodar e busquei algumas explicações baseadas nos itens das receitas.
A coisa toda parecia muito arbitrária.
E por ser macaco velho na música, percebi que não eram as receitas (fórmulas) que faziam o sucesso dos cozinheiros.
Era uma intimidade bem pessoal com a arte de preparar alimentos.
Eu queria apenas ter seguido as receitas…
No melhor estilo cabeça-de-pudim…
Logo vi que me meti em uma enrascada.
Passei a observar pessoas que cozinhavam há anos.
Aquelas que podem respirar, piscar, cantar, ouvir rádio, temperar o peixe, conversar, cortar a cebola, dançar, bater a clara de ovo, pintar a parede, ralar alguma verdura, reformar o banheiro, fritar um bife, descobrir a cura do câncer e, no final, ainda sai uma comida maravilhosa.
O que percebi era a capacidade que essas pessoas tinham de associar cores, relações de doce e salgado, aromas etc, enfim, tudo isso junto, mas já sabendo o resultado no paladar.
É lógico que desde então tento relacionar isso com as receitas.
E já tenho uma boa coleção de princípios culinários.
Sem ter largado as receitas.
Tenho certeza absoluta que existem pessoas que naturalmente lidam com essas relações de aromas, cores e gostos como se fossem um peixe na água.
Certamente eu não sou uma dessas.
E daí?
Educação serve pra isso.
Pra dar algo que ainda não temos.
Nem vou perder tempo em relacionar isso com o piano.
Já está evidente demais.
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Toda semana um novo Esperanto do piano
Não sei se você já ouviu falar do Esperanto.
É uma língua criada especificamente pra ser fácil de aprender.
Uma língua artificial.
Não sei qual foi a intenção do criador dessa língua.
Só tomei conhecimento que existia esse tipo de iniciativa, quando conheci o irmão de um amigão meu que era entusiasta do Esperanto. Não sei qual era intenção do criador, mas a intenção do rapaz que eu conheci era de que o Esperanto iria substituir todas as línguas existentes, porque era racional e planejada.
A todo o entusiasmo dele eu só respondia:
“– Que legal!”
Odeio discutir, ainda mais com aqueles tão apaixonados com a coisa que ficam até com os olhos dilatados ao falar dela.
A verdade é que já vi dezenas de iniciativas desse tipo no mundo musical.
E ninguém ficaria tão empolgado com uma nova língua mundial, se conhecesse a história de várias iniciativas musicais.
Toda semana deve surgir um novo Esperanto de piano.
E isso não é novidade nenhuma.
Desde sempre existem pessoas propondo novos jeitos de organizar a música.
Ou novos jeitos didáticos.
Ou reinterpretando os conceitos.
Isso não me espanta.
E, principalmente, não me empolga.
Não basta o sujeito inventar um novo jeito de notação musical, ou uma nova maneira de estudar e falar sobre ritmo, harmonia, melodia etc etc etc. Isso nem é tão difícil de se criar. São necessários mais outros dois fatores: 1) a coisa tem de fazer mais sentido do que aquilo que já existe e 2) precisa PEGAR.
Por isso pode até ser que alguém tenha inventado um novo jeito…
Mas nos falamos daqui 100 anos, se por acaso a coisa realmente pegar.
Não adianta bater o pezinho.
É assim que as coisas funcionam.
Foi assim que as coisas musicais se estabeleceram.
Existem várias boas idéias que simplesmente não pegaram.
Essa é minha opinião sobre qualquer método revolucionário que me perguntam.
O negócio de “o novo jeito que está revolucionando o mundo da música” já deve ter sido usado umas 1569 vezes por aí. Isso pode ser facilmente dito, mas dificilmente feito.
(Nota: Se você não quer esperar pra ver se haverá mesmo uma nova revolução de novo e é intermediário ou avançado no piano, então cadastre-se e receba minha aula secreta Como Criar Exercícios Para piano. Cadastre-se aqui.)
Escalas: de novo e de novo
“Escalas Musicais” é um assunto que nunca se esgota.
Não porque seja um assunto difícil e muito extenso, mas pela insistência da mesma pergunta:
“Professor, não seria mais produtivo praticar as escalas em uma música?”
Sim, seria.
Mas apenas aparentemente.
Aliás, existe um ensino “moderno” que aboliu o estudo de escalas.
Esse é mais um tipo de ideologia cabeça-de-pudim.
Inventaram que se deve ignorar o estudo de escalas e deram o nome disso de “moderno”.
Esperam que o “moderno” já aplaque todas as objeções.
Bem, vamos ignorar essa escola.
Antes de dar qualquer explicação, já adianto que sou adepto de transformar escalas e arpejos em uma segunda natureza. Não é algo que precise ser feito tudo de uma vez, nem em primeiro lugar e antes de qualquer outro estudo, mas as duas coisas deveriam ser colocadas de algum modo em uma rotina.
E vamos pular pra o que interessa…
1) Isolando as habilidades:
Estudando apenas escalas, retiramos a obrigação do fator musical.
Isso ajuda muito a entender, isolar e adquirir habilidades mecânicas NECESSÁRIAS pra alcançar um bom resultado musical.
2) Condicionamento de dedilhado:
Com as escalas, você condiciona sua mão em um dedilhado mais genérico.
Isso quer dizer que você precisaria de várias músicas pra condicionar sua mão do mesmo jeito que a escala isolada de cada tonalidade já faz.
Isso claro, se você seguir um dedilhado eficiente.
E um bom estudo correto das passagens de dedo.
3) Nem só mecanismo, nem só escalas:
Estudando do jeito que ensino, o estudo de escalas dá mais liberdade com a partitura.
4) Nem só mecanismo, nem só escalas, nem só partitura:
Isolar as escalas cria uma intimidade mais direta com as tonalidades.
E isso é muito importante para o reconhecimento de padrões.
Quem tem mais tempo de estudo, sabe o quanto o reconhecimento de padrões ajuda na execução.
Posso citar apenas a ajuda na memorização.
5) O problema psicológico:
(Vamos chamar preguiça de “problema psicológico”)
Nem todos os grandes pianistas executam os mesmos exercícios, nem as mesmas músicas, nem organizam sua rotina de estudo do mesmo jeito. Não há concordância sobre o tempo de estudo e muitos outros pontos de polêmica entre eles, mas todos tem as escalas nas pontas dos dedos.
Alguns até, depois de já formados, podem ter aderido a escola “moderna”.
Mas nada muda o fato de eles terem as escalas absorvidas.
Essa informação pode servir pra você derrotar a preguiça de estudá-las.
6) E como estudar as Escalas Musicais com a máxima eficiência?
Basta seguir as lições de Escalas do treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Aqui estão os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
A história que mais ouço e não gostaria que se repetisse
É possível constatar facilmente pelos comentários do Youtube:
De vez em quando aparece um comentário do tipo…
“Professor, devo ser seu aluno mais velho, tenho 62 anos…”
A única coisa que muda é a idade, 65, 68, 74, 82 e acho que o recorde foi mesmo 86.
Ou seria 88?
Isso é uma grande alegria.
Mas existe uma parte triste.
Que eu gostaria que jamais se repetisse.
Vez ou outra recebo o relato da história de vida desses alunos. Muitos deles estudaram música quando mais jovens, alguns desistiram por vontade própria. Se interessaram por outra coisa e resolveram que não daria tempo de ficar com a música e com essa outra coisa. Esses são os que mais relatam arrependimento.
“Fui avisado que iria me arrepender, mas não pensei muito no assunto…”
ou
“Eu queria muito continuar, mas fui deixando e o tempo passou…”
Bem, já que o relógio não volta no tempo, a melhor coisa é mesmo usar toda a capacidade física e mental pra recuperar o que passou.
Transformar o arrependimento em ação e percorrer o caminho enquanto é possível.
Sempre que vejo alguém mais jovem fazendo corpo mole…
De preguiçinha…
Inventando mil e uma desculpas…
Já sei que estou na presença de um futuro arrependido.
Por isso, não dê ouvidos ao “fica pra depois”.
Seja comigo ou com outro professor (ou de qualquer outro jeito), não largue o estudo.
Por algum motivo você iniciou isso ou quer iniciar…
E a recompensa é em grande parte indescritível.
Portanto você só vai saber se continuar.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Bem conhecido (mas nem tanto)
É seguro dizer que quase todo mundo conhece Tchaikovsky, mas a recomendação que dou para os quase-intermediários e intermediários no vídeo desta semana, não é tão conhecida assim. Quem está se sentindo exilado em peças do tipo pirulito-que-bate-bate, cai-cai-balão e parabéns-pra-você, deveria assistir ao vídeo.
(Aliás, exilado ou não, assista de qualquer jeito :O)
Aqui está:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Quando começar a praticar os detalhes?
Uma estratégia muito eficiente é esta:
Deixar de lado tudo o que não é essencial e dar atenção ao núcleo da coisa.
Em termos de estudo de piano pra iniciantes, o núcleo é bem evidente:
Deve-se acertar as notas em um ritmo estável e em um andamento que não desfigure a música.
Claro, tudo isso é bem difícil para o iniciante.
Precisão de notas, ritmo controlado e andamento satisfatório é um BAITA objetivo.
É normal começar sem conseguir nenhuma dessas coisas.
A expectativa é que o iniciante faça essas coisas apenas mais ou menos.
Alguns professores preferem simplificar tanto que deixam o aluno estudando muito tempo apenas com as mão separadas ou, como é a mania mais comum hoje em dia, escolhem apenas peças que utilizem uma única nota na mão esquerda ou, no máximo, duas notas em oitava.
A verdade é que essas 3 coisas são difíceis pra qualquer um.
Mas para o iniciante falta um patamar mínimo dessas coisas.
A pergunta que resta é:
E quando que se começa a praticar o que não é o núcleo?
Em que momento os detalhes entram na jogada?
Minha estratégia é um tanto diferente.
Nunca simplifico a ponto de excluir completamente outros detalhes.
Desde o começo falo sobre detalhes de fraseado…
Sobre dinâmica…
Sobre o trabalho mais variado entre as duas mãos…
E a causa disso é um tanto psicológica.
Em primeiro lugar parece que existe uma dificuldade maior em perceber esses detalhes com o ouvido. Então quanto mais cedo educar ou forçar os ouvidinhos a perceber essas nuances, mais cedo os alunos perceberão que não estou falando abobrinha. Que esses “detalhes” só são chamados de “detalhes” de um certo ponto de vista.
Em segundo lugar, existe uma tendência ao corpo mole.
As pessoas preferem sair correndo e atirando no campo de batalha.
Mas não é assim que se vence uma batalha.
É preciso conhecer o terreno…
Entender quais são as armas do inimigo…
Saber se os suprimentos serão suficientes.
Enfim, são os DETALHES que aumentam a chance de vitória.
Com isso não quero dar impressão de que seja algo facinho.
Simplesmente é um erro considerar os detalhes como descartáveis.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Dê uma chance pra sua personalidade musical
Qualquer tipo de cabeça-de-pudim existente na extensa fauna de cabeças-de-pudim, sabe:
Variação de dinâmica/intensidade(*) é um dos parâmetros mais importantes pra imprimir sua personalidade no jeito de tocar.
Mesmo seguindo mais à risca possível a notação de uma composição, a dinâmica é quase uma impressão digital do pianista.
Tenho uma dica importante sobre isso.
Não é uma dica arrasa-quarteirão.
Não vai mudar da noite para o dia a sua execução.
Mas é imprescindível que seja feito como descreverei.
Senão sua personalidade musical não terá chance nenhuma de aparecer.
Bem, na verdade são duas dicas.
A primeira é já velha conhecida dos cadastrados aqui na minha lista:
Tenha um instrumento com sensibilidade de dinâmica.
Sem essa sensibilidade, o único proveito possível da variação de dinâmica é o desenvolvimento mecânico que esse tipo de estudo proporciona. É um resultado bom, mas é apenas metade do benefício. Então, se puder, mesmo que seja o mais simples tecladinho, procure estudar em algum com essa sensibilidade.
A segunda dica continua tendo a ver com instrumentos eletrônicos e digitais.
É um problema que percebi em alguns alunos particulares.
Alguns deles apresentavam dificuldade em perceber COM OS OUVIDOS a própria dinâmica.
Foi investigando os motivos dessa dificuldade que percebi:
Eles estudavam apenas com fones de ouvido.
Por isso eram obrigados a diminuir muito o volume do instrumento.
Caso deixassem um volume muito alto, estourariam os tímpanos.
E essa baixada de volume anulava a diferença de dinâmica.
Então a dica é simples:
Estude sem fone de ouvido e coloque o volume do seu instrumento digital no máximo.
(ou em um volume que não estoure seus tímpanos de qualquer jeito)
Sem isso, pode esquecer desenvolver algum controle de dinâmica.
Já sei, já sei…
Você mora em apartamento e sua família e seus vizinhos vão matar você. Bem, não vejo muita alternativa. Saia da sua toca musical e faça uma negociação (lembre-se: em uma negociação você deve dar algo em troca de outra coisa) e encontre um horário pra estudar desse jeito. Aproveite esse horário pra desenvolver esse tipo de habilidade.
Capisci?
(*) Dinâmica/intensidade está relacionada com a força que se coloca ao encostar nas teclas de um piano. Um instrumento com sensibilidade digital ou acústica, responderá com um som diferente dependendo de quanta força é colocada. Existe toda uma gama de possibilidades de intensidade.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Guia do Marechal pra se dar bem no piano
Ter um professor é a melhor maneira de se desenvolver no piano, mas não desprezo qualquer outra maneira de aprender. Se fosse assim, porque estaria publicando vídeos no Youtube?
Sei que várias pessoas não tem como ter acesso a um professor.
Então bater a cabeça sozinho é a única solução.
Isso quer dizer que minha sincera opinião é que vale a pena aprender qualquer instrumento de qualquer jeito que seja possível. Um contato ruim e pobre é melhor do que contato nenhum.
Bem, vamos então a um pequeno guia pra minimizar os danos.
Mas farei esse guia em modo Marechal.
(Porque é muito mais divertido 😛 )
Pra quem já se inscreveu nos meus treinamentos, siga as lições e não se preocupe.
Isso daqui serve pra quem não tem alternativa:
1) Não deixe o desejo de sucesso rápido guiar seu caminho:
Se fizer isso, vai pular de truque em truque e nunca vai desenvolver nada.
A gente começa algo novo mais assanhado do que solteirona em festa de casamento, mas quem se deixa guiar só pelo ímpeto, vai arrumar um péssimo cônjuge.
2) Preste atenção nas suas dificuldades:
Os modos de ensino prático começam mais ou menos do mesmo jeito.
Ou é música e exercício.
Ou é exercício e música.
Ou é escalas e música.
Enfim, mais ou menos isso.
Pois repare em qual ponto de cada uma dessas coisas você tem mais problemas.
Você não tem um professor pra te dizer onde está errado, certo? Então engula sua vontade de terminar um exercício qualquer e pular pra outro e repare como está cada trecho. Você pode se gravar pra tentar encontrar problemas mais ocultos.
Depois de encontrar algum problema, pense:
“– Como resolvê-lo?”
“– Só repetição basta?”
Vá cercando e tentando entender a situação.
Não quer fazer isso?
Problema seu.
O resultado que terá é o mesmo de uma tosa de porco:
Muito grito e pouca lã.
3) Esqueça a velocidade por muito tempo:
Enquanto você não se exercitar bastante na etapa 2 e tiver fluência em algum repertório, esqueça a velocidade.
Toque apenas de maneira a não desfigurar a música.
4) Seja um Marechal pra si mesmo:
Quer ter um bom desenvolvimento?
Quer que sua habilidade seja mais firme do que prego em banana?
Então não fique procurando tudo “facilitado”.
É um tal de tutorial facilitado de Rick e Renner pra cá…
É Chopin pra dummies pra lá…
Enfim, seja severo.
Proponha desafios.
5) PRATIQUE o que recomendo no canal do Youtube
Sei que tem muita gente que assiste meus vídeos.
E praticá-los?
E exercitar bem a etapa 2 desde guia e depois procurar e PRATICAR a solução de muitos problemas que são dados nos meus vídeos?
Ahhhh…
Aí já fica difícil, né?
Mas é o certo a se fazer, oras.
6) Inscreva-se no treinamento “O Pianista Aprendiz”
Coloque tudo o que eu escrevi aqui em ação.
Assim você já terá um excelente resultado.
E quando achar que está na hora de fazer ainda mais, então inscreva no “O Pianista Aprendiz”.
Claro que você pode fazer isso agora mesmo, assim evita de tentar aprender ou se desenvolver no piano, sem parecer mais perdido do que surdo em bingo.
Aqui estão os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
O problema com os livros de piano
Apenas cadastrada na minha lista, não é aluna, Ana Janaina Alves informa:
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Acabei de assistir à segunda aula do minicurso. Toquei a versão simplificada da Primavera de Vivaldi e mandei para minha família, meu único público possível.
Tenho lido seus emails e tentando entender o que você busca – ou o que oferece.
Talvez só um pouquinho sobre onde estou para você ter ideia: há alguns meses comprei um teclado com sensibilidade na resposta e um método, que me pareceu o mais detalhado disponível na grande loja de música da cidade. Percebo agora esse método como contra intuitivo, sem utilizar estratégias pedagógicas ou novas ferramentas tecnológicas que poderiam auxiliar demais o processo de aprendizagem. Hoje, o método me parece mais uma coleção de partituras, mais ou menos conhecidas.
Partindo desse lugar, ainda muito precário, tento entender o seu ensino e, me parece, que você quer nos ensinar o prazer do piano e isso é plenamente possível de ser ensinado! Que você quer refinar nossa percepção musical e, como isso, fortalecer a nossa ligação com o instrumento e é essa ligação, talvez, que possibilita progredir e ultrapassar dificuldades técnicas.
Ontem, fiz a segunda lição do minicurso; hoje, no longo caminho para o trabalho, ouvi “4 Season for 3 Pianos”, com Mestrovic, Dedic e Toker. E, por isso, muito obrigada.
Um abraço,
Ana.
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Acho que posso concordar com a Ana:
Minha estratégia pedagógica pode ser descrita do jeito que ela fez.
Sobre os livros de método, cabe um comentário:
Não tenho nada contra.
Utilizo eles um montão.
Já fiz vídeos e escrevi e-mails sobre alguns.
Mas muitos pressupõe que existe um livro, ou um conjunto deles, que será capaz de ensiná-los a tocar piano ou teclado. Isso é um erro. Um engano muito comum da nossa época. Antes os livros de método, em suas introduções, se apresentavam como suporte para um estudo guiado.
Mas nos últimos 30 anos, parece que só nascem gênios.
Então basta seguir um texto pra aprender música.
Sim, estou advogando em causa própria.
Afinal, sou um professor de piano dizendo que você precisa de um professor de piano.
Minha opinião é essa porque nunca vi ninguém aprendendo só por livros.
Claro, alguma coisa sempre é possível aprender.
Agora, criar o cenário de “fortalecimento da ligação do aluno com o instrumento” como a Ana descreveu, é absolutamente impossível.
Mas, como sempre, ninguém deve acreditar em mim.
Simplesmente pegue qualquer método indicado por aí e siga-o.
É a maneira mais segura de entender o que estou dizendo.
Agora, se junto com o método, você assiste meus vídeos…
(Ou qualquer outro por aí)…
Se de vez em quando tem algumas aulas particulares…
Ah! Aí a história é outra…
Aí realmente você estará utilizando o livro como deve:
Suporte.
E isso que a Ana percebeu é apenas a superfície do que ensino.
Não é nada comparado ao resultado de estudar o “O Pianista Aprendiz”.
Diferente do livro, nesse treinamento você não precisa interpretar o que está sendo ensinado, já que tudo é mostrado na prática.
Inscreva-se aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/







