2026 no piano: o mesmo problema de 1991
Dia 6 de janeiro e só hoje venho aqui desejar pra você um belíssimo 2026.
Então:
Que você tenha um belíssimo 2026!
Reparou na minha sutileza de professor?
Eu disse ‘belíssimo’ e não ‘felicíssimo’.
Embora a gente normalmente considere belo, feliz, maravilhoso, abençoado, todos adjetivos que signifiquem a mesma coisa, aqui estou querendo dizer outra coisa mesmo: não me importo se você não tiver um 2026 feliz, me importo que você tenha um 2026 belo.
E como ele pode ser belo?
‘Indo pro piano’ é a resposta óbvia.
E é exatamente essa a resposta correta.
A beleza musical nem sempre está associada a felicidade…
Ou a falta de problemas e de dificuldades.
E se você quer ter um 2026 no piano diferente de outros anos, vou sugerir o que me contou, no final do ano passado, minha aluna Renata:
Em 1991 quando tinha vinte e poucos anos, ela fazia aula de piano toda semana.
Que maravilha, não?
Juventude, liberdade, e um professor particular.
O resultado:
Desistência no meio do ano.
Qual o motivo?
Basicamente o professor vinha na casa dela uma vez na semana, ela tocava alguma música, algum exercício, o professor fazia alguma correção, e sete dias depois isso se repetia, sem que ela tomasse nenhuma atitude diferente nos seis dias restantes. Pior ainda: o professor jamais indicou como ela resolvia as dificuldades, só apontava O QUE estava errado, sem um plano de correção ou indicações que guiassem uma prática nos outros dias.
Sei bem como é isso, tive vários professores assim.
Claro que o resultado disso era ela pensar que não tinha dom…
Que piano era somente para os semideuses…
E que ela estava perdendo tempo.
Agora, perceba você uma coisa:
Em 2026 esse problema não só pode se repetir…
Como milhares de pessoas vão ser vítimas dele.
É aqui que o “belo 2026” pode fazer diferença pra você.
Não simplesmente fuja dos problemas no piano…
Buscando uma felicidade tosca e sem dificuldades (que nem existe).
Aproveite esse ano pra entender quais são suas dificuldades reais…
E siga um plano pra resolvê-las.
Sabe o que isso vai fazer com o seu ano?
Vai torná-lo muito mais belo…
Porque é inevitável que essa atitude torne seu domínio do piano muito maior e a sua música muito mais viva.
Se você quer conhecer um plano de ação no piano, concebido especialmente para adultos, veja este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: O enigma musical no retrato de Bach
Por trás daquele olhar sereno de Johann Sebastian Bach em seu retrato mais conhecido, existe um desafio ou melhor, um enigma musical que atravessou os séculos.
Bach não apenas compôs música, ele também criou alguns mistérios.
E um deles estava ali, à vista de todos, esperando para ser desvendado.
Prepare-se para uma revelação que vai mudar sua percepção sobre um dos maiores mestres musicais de todos os tempos.
Aqui está:
O que um PIANISTA faz e o que um ELETRICISTA faz
Bom, ninguém compra ingresso pra ver um eletricista trabalhar…
Nem o aplaude quando aperta um botão e uma luz acende.
Aliás…
Repare aí nas suas paredes…
Cheia de botões, tomadas, tetos com ventiladores, no Brasil ainda o costume até dos chuveiros serem elétricos.
A coisa toda pode dar errado de mil jeitos…
Além de ser um negócio perigoso e mortal…
Mas todo mundo vive como se fosse algo natural e dado como certo.
Um trabalho meticuloso de pesquisa…
Invenções…
Técnicas…
Estratégias…
Esconde um resultado que é basicamente mágica pra gente:
Aperta-se um botão…
Puf…
Lâmpada acessa.
Você já entendeu aonde quero chegar?
Em um pianista, a gente vê os dedos voando…
A gente fica emocionado com a música…
Com o controle…
Até com a expressão no rosto do músico.
Sem contar toda a nostalgia que pode estar envolvida…
E a veneração ao redor do artista.
Tudo “mágico” não é mesmo?
Mas se você está aqui lendo, é porque sabe que o músico também tem muito de engenheiro.
Ele também tem que passar muito fio por parede…
Tem que evitar muito curto circuito…
E nada disso é cheio de glamour e prazer.
A plateia só quer que a luz acenda.
E o pianista-eletricista sabe que precisa de um trabalho sujo pra isso.
Se tem uma coisa que espero que você finalmente aceite em 2026 é:
Sim, a música é mágica…
A música tem vida…
Mas a mágica precisa de um mecanismo e a alma precisa de um corpo.
O papel do pianista é ser esse meio que ninguém reconhece, mas no qual a mágica e a vida nascem.
Se você quer fazer isso em 2026, sem ter que descobrir tudo sozinho, o “Do Zero à Pour Elise” é o seu projeto de engenharia.
Veja aqui como esse método é adequado a um adulto:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: Reagindo a Evgeny Kissin
Alguns dizem que Kissin é “extraordinário…”
e também “impactante…”
Mas será mesmo?
Veja e ouça, com comentários meus, esse pianista tocando aqui:
Nasceu!
Deus se fez carne e nasceu!
Não dá pra parar de pensar em como isso é esquisito…
E em como traz esperança pra nós que somos feitos de carne!
Feliz Natal…
Do fundo do meu coração…
Um Natal realmente muito muito feliz pra você!
O erro “23 de dezembro” no piano
Eu jamais “trabalhei em algum lugar”.
Pelo menos não no sentido normal.
Mas nessas décadas todas dei muita aula de piano pra quem trabalhava em algum lugar.
Advogados, médicos, professoras, engenheiros…
Eu sentia que chegava essa época do ano, os alunos estavam em modo férias.
Mesmo aqueles que nem iam tirar férias.
Talvez se você olhar pela janela, vai notar que o mundo entrou naquele estado de coma natalino.
Algumas pessoas já decidiram que o cérebro só volta a funcionar em janeiro.
Ou depois do carnaval.
E é aí que mora o perigo para quem tem um piano em casa.
A tentação é sentar no banco, dar aquele suspiro de final de ano e dizer:
“– Agora vou tocar um pouco só para não pensar em nada”.
Isso é lindo na teoria.
E desastroso na prática.
O piano não é uma rede na varanda e muito menos um substituto para um cochilo à tarde, coisas que são excelentes pra essa época de férias, mas é o caminho mais rápido pra garantir que no Natal do ano que vem, você esteja lutando com as mesmas notas capengas de hoje.
Música não é um transe místico…
A técnica não desce do céu enquanto você baba no teclado.
O maior prazer que um adulto pode ter no piano não vem de relaxar a mente como nas férias do litoral…
Mas em ter contato real com música…
Com a coisa em si.
O piano não quer seu corpo mole de dezembro…
Ele quer VOCÊ MESMO.
Se você quer parar de esperar que a técnica caia do céu, conheça aqui como um adulto constrói a base real no piano… sem misticismo, apenas os protocolos que te dão habilidade… aqui está:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: Música viciante para iniciantes
Em dezembro, no meu canal do Youtube, temos o costume de publicar um vídeo ensinando uma música especial para iniciantes no piano.
Pois bem…
Aqui está (e essa é de viciar):
Sua próxima música não é fácil (nem difícil)
Você vai até o piano e toca aquela música fácil… aquela que você pode tocar em modo cabeça de pudim, não importa, ela sempre sai…
Uma voz que parece a sua, diz:
“– Essa você já domina, é hora de arriscar aquela sonata de Beethoven!”
E o que acontece quando você tenta a tal sonata?
Basicamente ela olha de volta com um ar de desprezo.
Cheia de notas…
De vai e vem…
E parece que seus dedos jamais tocaram num piano.
É frustrante.
Veja pela seguinte perspectiva:
De um lado, você tem a segurança das peças fáceis, que você repete sem grande esforço nem aprendizado. Do outro, o Everest musical que você sonha escalar, mas que está mais para um salto de avião sem paraquedas que, sem a menor sombra de dúvida, não tem como dar certo.
Você consegue enxergar o vazio no meio dessas duas coisas?
Nesse meio está a ponte que você ainda não construiu.
Não há problema nenhum em tocar peças fáceis.
Afinal, “fácil” é sempre relativo.
Também não há nenhum problema em sonhar com as difíceis.
Elas são o motor que nos move.
O problema é a lacuna.
A imensa faixa de terra desolada entre o “fácil” e o “difícil”.
Muitos adultos amadores, com a melhor das intenções, abordam o piano como se a evolução fosse um degrau de escada que pula do térreo para o quinto andar. A realidade é que existem outros andares no meio.
As peças nem-nem (nem fáceis, nem difíceis) são a sua ponte.
São elas que te ensinam as novas técnicas…
Os novos tipos de ritmo…
Elas que são desafiadoras o suficiente para te empurrar…
Mas não tão impossíveis a ponto de te fazer desistir.
Sua próxima música não pode ser aquelas do pacote de “90 músicas” que o influenciador te prometeu, todas parecidas e sem desafio…ela deve ser aquela que te dá a base para o salto de verdade, aquele salto que você dá com confiança, porque não é tão longo que exija que você vire algo que você ainda não é.
A frustração do salto sem paraquedas pode ser transformada em aprendizado consistente.
No curso “Do Zero à Pour Elise”, adultos encontram a ponte para a Pour Elise com segurança e propósito.
E ainda cortando de vez a cabeça desse inimigo que enfia um monte de vozes na sua cabeça.
Conheça os detalhes aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: Novas obras de Bach confirmadas
Recentemente novas obras de Bach foram confirmadas como autênticas…
Obras lá da sua adolescência.
Vamos comentar essa novidade e algumas outras no “Piano News” desta semana.
Aqui está:
O segredo da dupla imbatível no piano
Outro dia fiz uma coisa muito arriscada:
Cheguei a falar por aqui que se você se mantém no piano por algum tempo, logo vai descobrir que tem certa facilidade pra alguns tipos de música… e que embora não deva esquecer tudo o mais, esse tipo de ‘facilidade’ pode ser cautelosamente usado como bússola.
Por que dizer isso é um risco?
Por que essa é a primeira coisa que jamais pode ser dita de acordo com a União Internacional De Professores De Piano Com Alguma Responsabilidade?
Porque coisas como “embora não deva esquecer tudo o mais”…
E “cautelosamente”…
E analogia com “bússola”…
Logo logo viram pó…
E brotam do chão aqueles adultos especialistas em improvisar somente na escala de Dó Maior, pois “tenho mais facilidade com as teclas brancas”.
Pior ainda:
“– O professor feuleupe iuscalisul me incentivou a isso…”
Bem, lembre-se de uma coisa:
Para o seu ‘dom’ vir à tona, ele precisou de um companheiro.
A prática organizada.
A sua prática é que jogou luz nessa sua capacidade.
A coisa funciona assim:
Essa sua capacidade natural de conseguir fazer com facilidade algumas coisas em música, é como um cachorro… é cheio de energia, mas se não tiver direcionamento, vai só ficar latindo pra qualquer pessoa que passa na rua ou vai sair rasgando sacos de lixo pela vizinhança.
Ter alguma inclinação pra melodias…
Ou pra harmonias…
Não significa que você deve virar um especialista em mão direita…
Ou em acompanhamentos…
Você precisa dos dois.
E a prática bem organizada, aquela mesma que revelou pra você as suas inclinações naturais, é a companheira que deve continuar guiando as suas inclinações para que elas se desenvolvam mais e em outras áreas.
A prática organizada é essa companheira que não só revela suas inclinações, mas as leva para além do óbvio, construindo uma base técnica sólida.
Conheça minha proposta de prática organizada para adultos aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/





