Alguém, por favor, mate esse peixe
Alguns meses atrás passei por refinado método de tortura:
As irmãzinhas da minha esposa me obrigaram a assistir “Procurando Nemo”, nas minhas contas, pelo menos umas 23404033 vezes (talvez tenham sido apenas 3 vezes, mas não faz diferença). Nesse filme, o que mais me chamou atenção é como Marlin, o peixe-palhaço pai do Nemo, é totalmente sem graça.
Ele não tem senso de humor.
É hiper-protetor do filho.
Nunca está relaxado.
É obsessivo.
Já falei que ele não tem senso de humor?
Fizeram uma continuação desse filme que se chama “Procurando Dory”.
Alguém disse que não fizeram um chamado “Procurando Marlin” porque se ele desaparecesse, ninguém notaria.
Que até seria um favor prestado matar esse peixe.
Isso não é bem verdade.
Nós notaríamos.
Um outro tipo de personagem teria transformado completamente o filme.
Não seria exagero dizer que o filme não seria bom.
Pergunte pra qualquer pessoa que já está há um tempo estudando música…
Alguém que já conquistou algum domínio do assunto:
“– Você se sente particularmente atraído por estudar música?”
A maioria vai responder:
“– Claro que não! Quero apenas fazer música!”
Então por que continuar?
Simples:
Tirar o estudo da equação é alterar o resultado.
Que com toda certeza não será nada bom.
Os roteiristas do “Procurando Nemo” sabem disso.
E os estudantes de piano mais espertos, também.
“– Então, o que posso estudar pra aprender piano?”
Essa daí pode ser a pergunta que alguns fazem agora.
Mais simples ainda:
Você pode se inscrever no “O Pianista Aprendiz” e seguir as lições ensinadas lá.
Inscreva-se aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
Um segredo de 1.653 anos
“Um monge pode permanecer por 100 anos em sua cela sem sequer aprender como viver na sua cela”
— Santo Amon, monge do deserto, falecido em 365.
Quando eu disse que leva 4 anos pra aprender piano, chegaram mensagens do tipo:
“Ahhh… eu toco há 13 anos, 2 meses, 1 semana, 3 dias e 6 horas e ainda não sei fazer tal, tal, tal, tal, tal…”
Em primeiro lugar, essas pessoas ignoraram o que eu disse com “aprender piano”.
Estava longe de significar “fazer qualquer coisa no piano”.
Em segundo lugar:
Que seja 100 anos tocando, o “tal, tal, tal” assunto foi estudado?
Ou foram 100 anos vivendo como um cabeça-de-pudim, esperando o raio de Zeus cair na cabeça?
Vamos dar um exemplo mais concreto:
Existem pessoas que passam anos no piano e jamais tem segurança no salto.
Com “salto” quero dizer passar de uma oitava pra outras…
Com “passar de uma oitava pra outras” quero dizer saltar de um ponto no teclado pra outro ponto mais longe de repente. Repare que usei a palavra “segurança”. Então, reformulando: tem estudante que mesmo depois de anos não consegue executar um salto com segurança no piano.
Bem, sem estudar direito, pode passar mais 100 anos…
Ainda assim o estudante não vai conseguir dar o salto com segurança.
O que esse estudante específico pode fazer é:
1) Ir até o meu canal do Youtube
2) Digitar no campinho de pesquisa a palavra “salto”
3) Assistir ao segundo vídeo do resultado da pesquisa
4) Assistir ao primeiro vídeo do resultado da pesquisa
5) Colocar o que aprendeu nesses vídeos em uma rotina de estudo.
Voilà!
Aquilo que era impossível mesmo em 100 anos…
Tornou-se agora possível com disciplina.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
O pianista desleixado mas jamais descuidado
Semana passada entrei pela toca do coelho e caí no mundo de Alice.
(claro que somente na minha cabeça)
Aconteceu o seguinte:
Eu e minha esposa estávamos tomando um simples sorvetinho no shopping, só jogando conversa fora, aproveitando os últimos minutos antes de ir pra casa e dar mais uma aula, quando ela comenta: “– Nossa, tem um cara tocando piano aqui! Eu nem tinha percebido! Que jeito mais desleixado…”
De fato, tinha alguém tocando piano.
E embora parecesse desleixado, isso de maneira nenhuma desqualificava o sujeito.
O que ele fazia era o “piano’s bar”:
Deveria tocar uma música de fundo de maneira que não chamasse a atenção…
Nada que atrapalhe a conversação e a ação geral das pessoas.
O jeito é meio “aguado”:
Tudo fica misturado e a melodia nunca é enfatizada.
Resultando nesse efeito de desleixo.
Mas ele sabia perfeitamente o que estava fazendo.
Sem descuidar nem um segundo do seu trabalho.
Foi no piscar de olhos e pensar sobre isso que entrei pela toca do coelho…
E entrei no mundo fantástico da Alice Pianos’s Bar.
Passei por cada dia que aquele pianista teve que investir decorando melodias…
Transcrevendo obras de grandes mestres…
Abrindo o ouvido…
Refinando sua leitura…
A paciência búdica que teve de adquirir, pois estava sujeito a agradar seu patrão do momento, então tinha que dominar uma vasta gama de porcarias, tudo pra manter seu trabalho. Além, é claro, de ter de lidar com as exigências do público.
Pensei nos fatores que ele precisava ponderar baseado na situação atual do ambiente…
Passando por grande variedade de intensidade, força, controle…
Tudo isso me veio num piscar de olhos.
Quando abri, só pude concordar:
“– Sim, ele é desleixado, mas não descuidado!”
Esse é o tipo de trabalho que só vemos o resultado.
Sem pensar na dedicação.
Se você faz parte da turma que sabe que é necessário dedicação, então pode se inscrever no treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Os objetivos desse treinamento estão todos descritos nesta página:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
PS: Mais tarde continuei pensando na vida daquele pianista.
Pensei em quantas pessoas vendo aquele “desleixo” acham que podem aprender com “desleixo”…
Pensei nas várias pessoas que chegaram até ele e pediram pra aprender a fazer aquilo…
Mas quando viram que a coisa não é levada com desleixo…
Pensaram “Ah! isso não é pra mim…”
Ainda pensei em quantos malandros devem existir que de fato ensinam a ser desleixado…
O que faz o estudante nunca alcançar o objetivo…
Tudo isso fez um arrepio percorrer minha espinha…
E ter certeza que meu trabalho por aqui é mesmo necessário.
Torne-se um aluno sério aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
O que pouca gente gostaria de saber sobre aprender piano
Frequentemente me perguntam:
“Quero aprender piano e gostaria de saber o tempo ideal de estudo por dia?”
E a resposta certa:
Não existe um padrão.
O estudante precisa alargar seu horizonte de consciência em relação à música.
Então ele pode começar com 20 minutos.
Logo poderá manter a mesma eficiência com 30 ou 40 minutos.
Em breve pula pra 1 hora.
Alguns chegam até 2 horas.
Mais do que isso, mantendo a eficiência, apenas com orientação muito específica.
Então, se for pra não dar a resposta certa, poderíamos dizer:
O “ideal” é algo entre 40 minutos e 2 horas.
Mas o que pouca gente gostaria de saber sobre aprender piano (algo diferente dessas perguntas padrão de tempo de estudo, organização, material, métodos, blá-blá-blá) é se ela mesma não está pronta pra dar uma rasteira no próprio aprendizado. No automático, todo mundo pensa o melhor de si, que basta dizer quanto tempo praticar cada coisa e pronto, está tudo resolvido.
A realidade é um pouco diferente.
Algumas perguntas complementares poderiam ser feitas:
De que maneira você está acostumado a aprender coisas novas? Você coloca toda a responsabilidade no método? Você gosta de acumular dezenas, centenas, milhares de materiais gratuitos, mas nunca se dedica a estudar nenhum deles? As outras pessoas tem toda a responsabilidade de fazer coisas por você? Você precisa ser paparicado com elogios mesmo que tenha feito um trabalho ruim? Você quer apenas “tocar músicas”, mas não quer passar pelo processo de aprendizado?
São perguntas duras.
Muita gente nunca parou pra pensar nelas.
Automaticamente pensamos:
“Claro que assumo minhas responsabilidades, os outros não tem de fazer nada por mim…”
Mas isso geralmente é só auto-defesa, e não uma descrição da realidade.
Ok.
Fim do sermão.
É óbvio que muitas dessas coisas estão fora do nosso controle.
Ninguém é obrigado a ter a opinião perfeita pra começar a aprender alguma coisa.
Então, o que pode ser feito pra começar a alargar o horizonte de consciência?
Algo que esteja ao seu alcance imediato…
Evidentemente minha recomendação é que estude minhas lições.
Se eu não achasse que elas são as melhores lições do mundo, não haveria motivo para publicá-las.
Portanto, faça sua inscrição no treinamento “O Pianista Aprendiz” e comece a estudá-las já.
Aqui estão os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
Talvez você seja estúpido
Hoje em dia é muito fácil pensar:
“Nossa como sou estúpido! Essa gente toda no Youtube sabendo tocar piano e teclado e eu aqui batendo a cabeça e não saio do lugar! Só vejo vídeos de pessoas que tocam bem! Nos comentários só vejo perguntas inteligentes e eu correndo atrás do próprio rabo…”
Bom, quem pensa assim, pode até ser estúpido mesmo…
Mas acho que não.
Provavelmente a pessoa está usando o meio errado.
Ou não está estudando nada e fica só esperando as coisas acontecerem…
Ou está pensando só em “praticar, praticar, praticar” mas não sabe o que nem como…
E o ponto mais importante de hoje:
Essa pessoa pode ter caído no truque de espelhos e fumaça.
Me lembro dos programas de auditório de Domingo, tipo Faustão, em que um cantor era convidado a cantar uma música que não estava programada e ele só dizia pra banda ou pra qualquer outro que fizesse o acompanhamento “faz um Fá Maior aí…”
E a coisa funcionava que era uma beleza.
Funcionava porque já estava tudo combinado.
Eles já tinham ensaiado previamente.
O “vamos tocar algo fora do programado” é um simples engodo.
Muito disso acontece no Youtube também.
E mesmo que algo não seja enganação pura, ainda existe outro fator:
Os anos de estudo…
Os meses de preparação…
As horas de vídeos gravados e jogados fora porque não ficou bom…
Tudo isso não aparece quando vemos o resultado final.
Então acabamos concluindo que aquilo não é pra nós, porque para os outros parece muito fácil.
O grande segredo é mesmo saber como e o que fazer.
Pra isso recomendo treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Você pode fazer sua inscrição aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
Exercitando o pulmão do pianista…
Não, não… o pulmão do pianista não é o mesmo das pessoas normais…
(aliás, é uma bela diferenciação: existem pessoas normais e as anormais, que são as que estudam piano)
Pra aprender a exercitar o pulmão veja este vídeo:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Estragando uma boa música
Quando digo que um dos diagnósticos mais acertados pra não conseguir tocar uma música direito é por despreparo, muitos apressadinhos já concluem:
“– Mas eu sei as notas… não pode ser esse o problema…”
Durante muito tempo, o foco do estudante é de fato aprender a lidar com as notas.
Muitos pensam:
“– Se eu acertar as nota que quero, já me dou por satisfeito…”
Eles só não contavam que, se fizerem o estudo direito, seu ouvido vai ficar cada vez mais exigente e simplesmente acertar a nota certa passa a não ser suficiente. Acontece que quando chega nesse ponto, o aluno pode ter adquirido um vício terrível:
O vício de estragar uma boa música.
Principalmente alterando o tempo das notas.
Mesmo quem é super iniciante, que está só tentando acertar as notas, deve ficar atento ao resultado musical.
Vamos dar um exemplo:
É muito comum uma melodia acompanhada utilizar a tensão do silêncio.
Como a parte grave da música preenche vários espaços, ela nos dá uma sensação de conforto.
Por isso alguns compositores adicionam silêncios no acompanhamento.
Assim temos o jogo de suspensão (com o silêncio)…
E a volta ao conforto (com a volta do som).
Acontece que só tentando acertar as notas, muitos deixam com muito som…
Ou com muitos silêncios…
E o resultado musical esperado se perde.
A música fica sem vida.
Sem graça.
E logo vem a pergunta:
“Felipe, não consigo tocar com sentimentos…”
Ahhhh…
Que sentimento, que nada!
Preste atenção no tempo da nota.
Não saber lidar com sua duração é uma maneira de estar despreparado.
E estar despreparado impossibilita a fluidez…
Que impossibilita conquistar segurança ao piano…
Que impossibilita conseguir tocar para os outros.
Enfim, é um desastre.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
O que todo mundo já sabe sobre como aprender piano
Não tenho a menor idéia se isto é verdade ou não, mas li por aí que algumas das substâncias mais viciantes do mundo são:
Heroína
Cocaína
Crack
E, dependendo da pessoa, eu ainda acrescentaria:
TV
Fofoca
Piano
Espere aí!
Piano?
Se perguntar pra algum entendido algumas das características científicas do “vício”, talvez ele explique que existem algumas reações químicas cerebrais relacionadas, talvez ele até diga algo sobre a dopamina. Sobre como a dopamina está relacionada com nossa sensação de felicidade… e como essas substâncias viciosas aumentam (ou sei lá qual a palavra correta pra isso) a atividade da dopamina.
Pois bem…
Eu não ficaria espantado se fosse descoberto que a maioria dos consumidores de tutoriais de piano são simples viciados no prazerzinho químico de tocar 9 segundos de um refrão de uma música qualquer.
Pra mim, eles se comportam como os viciados em crack.
Estão conscientes que ficar pulando de tutorial em tutorial é buscar algo fugaz.
Se perguntar, eles diriam que percebem que não estão aprendendo de verdade…
A maioria até repetiria o que todo mundo já sabe sobre como aprender piano:
“Encontrar um tempo…”
“Me dedicar com disciplina…”
“Seguir as lições com foco…”
Mas eles, na verdade, estão impotentes.
Um ou outro desses teria alguma chance se começasse de algum lugar…
Se mesmo que um pouco cada dia mudasse sua atenção do “prazerzinho” para o “aprendizado”.
Aí sim estaria no ponto de abandonar “o que todo mundo sabe” pra ser “a pessoa que sabe”.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Abra seus olhos…
Vamos encarar uma verdade pouco questionável:
Janeiro chegou ao fim e muito provavelmente você passou por este primeiro mês como se estivesse em um sonho.
Agora não há muito o que fazer…
Exceto:
Abra seus olhos…
Saia do sonho e tome de volta o controle.
Assim que tiver feito isso, assim que decidir não deixar a vida passar descontroladamente, então talvez seja o momento certo pra fazer sua inscrição no treinamento “O Pianista Aprendiz”. O único tipo de aluno que não aceito, é aquele que espera que tudo aconteça automaticamente e sem dedicação. Por isso você precisa abrir os olhos e se decidir.
Faça sua inscrição aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
Os professores deveriam ser meus alunos
Ontem recebi a seguinte mensagem:
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Oi professor.
Estou no segundo técnico em piano, na minha cidade (
Depois de 15 anos voltei, ano passado, a estudar piano, um instrumento que tanto amo e acho lindíssimo. Fiquei e estou muito feliz! Porém, minha professora só gostava de alunos muito inteligentes, que aprendiam rápido e tocavam mais rápido ainda. Não consigo. Quando vou fazer provas de banca eu me travo toda. Fico muito nervosa e, por mais que a música esteja boa, sai horrível. Tenho dois filhos, de 2 e 4 anos, cuido da casa, trabalho e estudo. Se puder, me dê dicas de como superar esse obstáculo. Sempre acho que sou pior que os outros e tenho medo so de pensar no meu recital.
Obrigada. Estou amando seu curso. Até os professores deveriam fazer.
Gratidão!
Com carinho,
Lílian A.
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Eu não poderia concordar mais:
Até os professores de piano deveriam ser meus alunos.
E, de fato, alguns são.
Mas essa solução não ia ter utilidade nas faculdades.
Essas estão encaixadas dentro de um esquema que pouco importa a disposição do professor.
Somente alguém com muita personalidade e segurança pra se colocar acima disso.
Acontece que não vivemos em uma época favorável pra isso.
Então, a primeira coisa a fazer é ter certeza de ter assistido aos meus vídeos sobre nervosismo publicados no Youtube. Eu poderia colocar aqui o link dos vídeos, mas não, espero que os interessados façam isso por si. A verdade é que o problema quase sempre tem pouco a ver com “nervosismo” e muito a ver com o despreparo, mas lá no vídeo comento também sobre alguns monstros interiores que surgem nesses momentos.
Infelizmente não existe uma solução fácil.
E estar encaixado em um ambiente hostil e impaciente com o nosso próprio ritmo pessoal exige ainda mais que tenhamos um espírito guerreiro.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)







