Todo pianista tem um inimigo explícito e um inimigo misterioso.
Você sabe do que estou falando:
Aquela parte difícil da música.
Esse é o inimigo explícito.
Aquele trecho que parece ter sido escrito pela própria serpente.
Não há nenhum mistério nisso, não é?
É simples: o trecho é difícil e ponto final.
Bem, nos últimos meses tenho feito vários testes especiais com vários alunos adultos, buscando entender o mais claramente possível a relação dos erros e os trechos difíceis. Sim, é óbvio que os “trechos difíceis” existem, é óbvio também que certos trechos são mais difíceis para uns do que para outros…
Mas aí é que entra o inimigo misterioso:
Quando parei pra analisar quase que “cientificamente” os erros repetitivos, ficou óbvio que a maioria deles não acontecia nos “trechos difíceis”.
Os trechos difíceis mostram-se a si mesmos.
Às vezes passamos dias apenas cuidando deles.
Assim os trechos “fáceis” e “médios” são ignorados.
Passam despercebidos e misteriosamente são aprendidos de qualquer jeito…
O que é o mesmo que dizer que não são aprendidos.
Praticando, a gente passa bem por eles…
Tocando pra valer, a gente tropeça.
Aí voltamos a praticar, e parece estar tudo bem.
Voltamos a tocar, e lá vem tropeço.
E assim entramos nesse ciclo sem fim de praticar e errar, praticar mais e errar novamente, culpando nossa suposta falta de talento por essa maldição. O mistério tem uma solução simples: não estamos dando atenção real àqueles trechos aparentemente fáceis. Passamos por eles rapidamente, sem o devido cuidado, justamente porque não parecem difíceis. E o resultado? O que realmente aprendemos não é a execução correta, mas o próprio tropeço.
A solução não é praticar mais.
É praticar melhor.
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