Eu jamais “trabalhei em algum lugar”.
Pelo menos não no sentido normal.
Mas nessas décadas todas dei muita aula de piano pra quem trabalhava em algum lugar.
Advogados, médicos, professoras, engenheiros…
Eu sentia que chegava essa época do ano, os alunos estavam em modo férias.
Mesmo aqueles que nem iam tirar férias.
Talvez se você olhar pela janela, vai notar que o mundo entrou naquele estado de coma natalino.
Algumas pessoas já decidiram que o cérebro só volta a funcionar em janeiro.
Ou depois do carnaval.
E é aí que mora o perigo para quem tem um piano em casa.
A tentação é sentar no banco, dar aquele suspiro de final de ano e dizer:
“– Agora vou tocar um pouco só para não pensar em nada”.
Isso é lindo na teoria.
E desastroso na prática.
O piano não é uma rede na varanda e muito menos um substituto para um cochilo à tarde, coisas que são excelentes pra essa época de férias, mas é o caminho mais rápido pra garantir que no Natal do ano que vem, você esteja lutando com as mesmas notas capengas de hoje.
Música não é um transe místico…
A técnica não desce do céu enquanto você baba no teclado.
O maior prazer que um adulto pode ter no piano não vem de relaxar a mente como nas férias do litoral…
Mas em ter contato real com música…
Com a coisa em si.
O piano não quer seu corpo mole de dezembro…
Ele quer VOCÊ MESMO.
Se você quer parar de esperar que a técnica caia do céu, conheça aqui como um adulto constrói a base real no piano… sem misticismo, apenas os protocolos que te dão habilidade… aqui está:




