Se Mozart fosse um desses artistas puros que só fazem arte pela arte, você provavelmente nunca teria ouvido falar dele.
A verdade é que Mozart compunha pra agradar.
Sim, claro, talvez às vezes ele torcia o nariz…
Mas ele sabia que tinha que pagar as contas…
Portanto o público precisava gostar do resultado.
E funcionava.
Em muitas ocasiões foi um sucesso de bilheteria.
As sinfonias animavam os salões.
Os concertos para piano?
Puro entretenimento.
Será que poderíamos chamar o que Mozart escrevia de música popular? Olha, pense comigo: 1) melodias fáceis de lembrar, 2) ritmos que grudavam na cabeça, 3) harmonias soavam um tanto familiares. Além do que, ele tinha quase nada daquela pose de “vou educar as massas ignorantes”.
Bem, seja lá o que aconteceu…
O que era entretenimento virou “cultura erudita”.
O que era popular virou “clássico”.
(mesmo ser considerarmos apenas a Áustria)
E aí apareceu essa história de que música boa tem que ser difícil.
Com isso não quero dizer que música precisa grudar pra ser boa.
É óbvio que nem toda música que gruda vale a pena.
Mas o ponto é:
Mozart não tinha vergonha de fazer música que o povo gostava.
E isso é uma das coisas mais lamentáveis de alguns músicos dos últimos séculos.
Ok, mudando de assunto, lembre-se:
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