Ontem meu aluno Richard Nicoleli contou uma história que me fez rir alto.
Conversaremos sobre o que está oculto nela já já…
Primeiro, acompanhe a história aqui:
====
Sabe que sou professor de História e Geografia. E vendo sua preocupação com nosso aprendizado e tempo de estudo cabe um relato.
Espero que contribua com algo!
Bem, tenho um aluno estadunidense e este passou a ter as melhores notas, inclusive na disciplina de Português.
Um amigo, professor de Matemática, descendo o corredor do colégio que trabalho, perguntou:
– Quanto tempo de estudo você faz por dia aluno?
O aluno não entendeu e respondeu:
– Não entendi sua pergunta professor?
Meu caro, disse o professor, com suas notas tão elevadas, quanto tempo você disponibiliza para seus estudos? Deve ser muitas horas?
O aluno, em uma resposta das mais sábias que já ouvi de um aluno de 14 anos:
– Mas professor, nós não temos que estudar até aprender?
Grande resposta não?
Quando ouvi isso, lembro que não é só o tempo que importa, mas o aprendizado e vejo que o Marechal segue o mesmo pensamento.
Obrigado até aqui por todo o ensinamento prestado.
Richard.
====
De fato, muita sabedoria pra alguém de 14 anos.
Revela uma simplicidade de pensamento.
Foi essa simplicidade que me fez rir.
Mais importante do que isso:
Por que será que a primeira coisa que pensamos de alguém que tem bom desempenho é que ele não tira a bunda da cadeira, estudando o dia inteiro?
Os mais cruéis poderiam até comentar pra esse menino:
“– Você não tem vida social!”
Bem, o tempo de estudo é quase IRRELEVANTE.
O que você FAZ no tempo de estudo está a milhas de distância na escala de importância.
E já que estamos falando sobre coisas que ninguém fala, revelo também minha tática malévola.
Se a primeira coisa que um interessado me pergunta é:
“– Quanto tempo preciso estudar por dia pra aprender piano?”
Minha resposta é:
“– Sem 1 hora por dia, nem adianta começar!”
Mas, isso é só uma tática, o que eu quero é testar o desejo do interessado, se for um desejo real, e não apenas vontade de se aparecer, espero que ele me pergunte outra coisa, que é:
“– Ok, não tenho esse tempo todo agora, posso começar como?”
Ah, isso faz brilhar meus olhos!
A resposta é:
“– Comece com 20 minutos. Com o passar do tempo você ganha intimidade pra entender o que fazer e, então, fica mais fácil inclusive encontrar um tempo adicional durante o dia”
Pode ser o que acontece com esse aluno do Richard.
Não tem a ver com tempo de estudo, mas com o direcionamento da atenção.
“20 minutos, 1 hora, 2 horas, não importa, estou ali pra aprender”.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)






