Ele praticou uma hora inteira. No dia seguinte não sabia mais nada.
Tem um tipo de prática que parece estudo mas não é.
Você senta ao piano e toca a peça do começo ao fim. Erra alguma coisa no meio, volta um pouquinho, insiste, aí saiu. Pronto!
Continua.
Passa quarenta minutos fazendo isso e acredita ter dado uma bela estudada.
No dia seguinte, você faz a mesma coisa e o trecho que estava saindo errado no dia anterior continua saindo com erro, igualzinho.
Isso acontece porque repetir a peça inteira não é estudar.
Já dizia o velho adágio:
“Quem toca na hora de estudar, estuda na hora de tocar.”
A sua repetição da peça toda serviu pra fixar o que você fazia, inclusive o erro, não pra corrigir o que ainda não sabe.
O verdadeiro estudo exige que você isole o problema.
Tem que estudar o ponto exato onde a coisa quebra. Você o repete devagar, sem nota errada e sem ritmo errado, várias vezes com as mãos separadas e depois com elas juntas.
Não acelere ainda!
Depois você o conecta ao que vem antes e ao que vem depois.
Não acelere ainda!
É um trabalho menor, mais lento, mais chato de observar do lado de fora. Mas é o único que funciona.
Ao fazer isso lentamente, vai ter uma hora em que você sente que não está mais precisando pensar a cada passo, que as coisas estão meio que saindo sozinhas.
Aí, sim, você pode acelerar um pouco.
O problema é que passear pela peça é tão gostoso, né? Dá uma sensação de que você fez algo.
Fez, mas não fez.
Aprender a se controlar e fazer o que é preciso quando vai para o piano vai te recompensar tanto, que depois você não vai mais se permitir empurrar as coisas com a barriga.
Vai te dar aflição.
É nesse ponto que você tem que chegar!
Essa aflição significa que você subiu o degrau mais importante:
O que divide os músicos, mesmo os amadores, dos enroladores.
Assista à aula que preparei para te mostrar como estudar e avançar sem perder tempo:




