“Som embolado”…
“Falta de personalidade…”
“Martelo batendo…”
Essas são reclamações que ouço muito de quem não está contente com o que está fazendo no piano.
O diagnóstico?
Isso é coisa de médico…
Hoje seremos dedetives.
Chegamos na cena do crime e o que vemos?
Um corpo todo ensanguentado largado no chão.
Colocamos nossa luvinha e procuramos uma identificação…
No bolso da vítima, sua identidade com o nome:
“Melodia Musical”.
Bem, o senhor Melodia Musical foi brutalmente assassinado.
Agora jaz sem vida numa sala de estar escura.
Só que nossa vida de detetive nunca foi tão fácil.
Na sala ao lado, guardado por dois policiais, tendo sido encontrado com uma faca na mão e a roupa cheia de sangue, está presente nosso suspeito número 1, que embora praticamente tenha sido pego em flagrante, insiste em afirmar que não tem culpa nenhuma e estava só fazendo seu trabalho inocente.
O nome do suspeito?
“Mão Esquerda”.
Vizinhos afirmaram que o sr. Melodia e o sr. Mão Esquerda brigavam por anos, mas nunca ninguém achou que a disputa chegaria nesse ponto.
Um corpo pro necrotério…
O outro pra delegacia.
Mais um caso em que a solução tão fácil foi negligenciada…
Até que uma gota fez o copo transbordar.
A causa de tudo?
Normalmente temos pouco tempo pro piano certo?
Aí recorremos ao ‘então só vou me divertir um pouco’ e ficamos tocando alguma música do começo ao fim (mais o começo do que o fim), sem fazer nenhuma divisão de trabalho, porque, afinal, o dia já é tão difícil e só queremos um pouco de descanso no piano.
Pois é…
A lógica disso parece maravilhosa…
Mas a briga da pesada mão esquerda com a melodia só vai se acumular…
Ao ponto da melodia desaparecer.
(se é que algum dia ela conseguiu ter alguma vida)
O peso da mão esquerda precisa ser controlado separadamente…
E o contorno da melodia precisa ser dado separadamente…
Para que os dois tenham chance de uma convivência pacífica.
Senão o destino final vai ser mesmo brutal.
Por isso a base de tudo no piano está em criar ‘habilidades’, como essa de fazer as mãos trabalharem juntas, coordenadas.
Essa é a odiada parte ‘técnica’.
Só que sem técnica, sem música.
Quer entender o método que um adulto segue pra desenvolver essa base?
Separe 20 minutos e veja este vídeo aqui:

