A velha mania do mundo ao redor do umbigo
Recentemente uma moça entrou pra minha lista de e-mails, permaneceu alguns dias e logo depois se descadastrou. Ok, sem problemas. Acho bom quando isso acontece. Sinal de que a pessoa está lendo o que envio.
Por mim tudo bem se no final ela conclui que não está interessada.
Só posso ser professor de quem quer ser meu aluno.
Mas esse não é o fim da história.
Depois de se descadastrar ela me enviou uma mensagem.
Cheia de elogios.
E, no final, dizia que eu não deveria enviar mensagens diárias.
Por que ela era muita ocupada…
E a vida dela não era o piano…
E todo esse blá-blá-blá.
Veja bem:
Minhas mensagens podem ser lidas em menos de 2 minutos.
Se a pessoa não pode dedicar DOIS MINUTOS no dia, a causa é simples:
Ela quer que o mundo funcione do jeito que ela pensa que ele funciona.
A verdade é bem outra.
Existe a realidade e você deve aprender a lidar com ela pra obter os resultados que planeja obter.
No caso do piano ou teclado, sempre digo pra começar com 20 minutos por dia.
Isso é bom pra manter o aluno ligado por um fio muito estreito com o aprendizado.
É um fio frágil.
Mas já é alguma coisa.
Agora, se tem alguém aqui que recebe minhas mensagens, e pensa que existe alguma espécie de super mega power técnica que é capaz de transformar alguém mesmo que seja em um músico muito ruim, em menos de DOIS MINUTOS…. por favor, tome o mesmo rumo da moça citada:
Descadastre-se.
Sem nenhum ressentimento.
Mas faça isso por um motivo real, e não porque você quer obrigar o planeta a girar ao redor do seu umbigo.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Minhas sinceras desculpas
Hoje não venho dar patadas em ninguém.
Este e-mail é um sincero pedido de desculpas.
Tive de fazer uma viagem relâmpago para o Brasil e minha caixa de e-mails está simplesmente abarrotada. Os problemas de acesso aos treinamentos estão sendo resolvidos o mais rápido possível, mas não estou conseguindo dar atenção devida às mensagens com dúvidas.
Tudo está em ritmo mais lento.
Por isso peço desculpas.
Principalmente pra quem é aluno dos treinamentos pagos.
Mas não se preocupe que logo logo tudo volta ao normal.
Ok!
Desculpas pedidas, vamos ao que interessa:
No vídeo que publiquei no último sábado, ensinei a estrutura de estudo mais simples que existe…
Exercício + melodia.
Não é a única que existe, mas é a mais eficiente para os iniciantes e intermediários.
Se tiver pouco tempo, decida no dia se vai se dedicar ao exercício ou a melodia.
E perceba uma coisa muito importante:
Quanto mais o exercício estiver relacionado com a melodia, mais eficiente.
Bons estudos!
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Teoria Musical (parte 5): O caráter musical
Quando estamos falando de “Escalas Musicais”, estamos falando da primeira expressão da cor musical.
As escalas, por suas características sonoras, definem um caráter musical.
“Caráter” no sentido de que cada escala se diferencia da outra.
Uma escala é mais alegrinha…
Outra mais confusinha…
Outra mais suavezinha…
Enfim, de primeira não percebemos essas diferenças.
É algo que exige tempo e ouvido.
O que interessa saber agora é que cada uma delas representa um ambiente musical no qual as músicas são compostas (escritas ou improvisadas).
Isso não significa que um compositor utilize somente uma escala em uma mesma música.
O ponto é que sempre é possível identificar a escala em que uma música foi composta.
Em cada uma das 12 notas do piano podemos aplicar a estrutura de uma escala.
Epa, epa, epa…
Estrutura?
Optando pela brevidade, falaremos sobre dois tipos de escalas:
* ESCALA MAIOR:
Resulta em um caráter mais brilhante e alegre.
* ESCALA MENOR MELÓDICA:
Resulta em um caráter mais intimista e reservado.
A estrutura das escalas segue um padrão de distâncias de TOM e SEMITOM.
(Só para relembrar, considerando as teclas brancas e pretas, a distância sonora entre as teclas do piano é sempre de um semitom. Então, entre DÓ e DÓ SUSTENIDO existe uma distância de um semitom. “Tom” equivale a distância de dois semitons, então, a distância entre o DÓ e o RÉ é de um tom)
Não importando qual nota que se inicia, a Escala Maior precisa sempre ter esta distância entre as notas:
TOM – TOM – SEMITOM – TOM – TOM – TOM – SEMITOM.
Cada nota de uma escala é chamada de GRAU.
A Escala Menor Melódica possui uma estrutura na subida da execução:
TOM – SEMITOM – TOM – TOM – TOM – TOM – SEMITOM.
E a distância é alterada entre o 5º e 6º graus e entre o 7º e 8º graus na descida:
TOM – SEMITOM – TOM – TOM – SEMITOM – TOM – TOM.
Pra quem não sabia na disso, talvez agora comece a ficar explícito o caráter matemático da música.
Afinal, estamos falando de “altura”, “distância”, “estrutura”…
E quem sabe mais do que o básico de matemática, percebe que ela possui algo de criativo por trás de todas as fórmulas e definições frias. Até agora nesta série de teoria, falamos apenas do que é mais rígido em música e acho que, pelo menos por enquanto, não vamos mais adiante. Mas o universo de relações matemáticas mais criativas em música está presente no estudo das relações harmônicas.
E entender as escalas é primordial pra isso.
Muito bem… este texto ficou bem pesado.
Falamos de “caráter” e de “estrutura”.
Sim, não é fácil absorver essas coisas.
Mas com tudo que vimos nesta pequena série, você já pode começar a encontrar alguns limites e explicações pra qualquer estudo prático que já esteja fazendo.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Teoria Musical (parte 4): Baixo como um sapo ou alto como uma seriema
Na parte 3 utilizamos a “altura” na definição de nota musical.
E “altura” é o que precisamos pra entender o teclado de um piano.
Aqui adotaremos mais algumas premissas:
1) ignorar conscientemente as explicações que dependam de contexto histórico e 2) focar exclusivamente na música ocidental.
Começamos soltando algumas informações:
* Cada tecla de um piano representa uma nota.
* Quanto mais pra esquerda do teclado, mais sapo, quanto mais pra direita, mais seriema.
(Não sei se todos os sapos têm coaxar grave e se a seriema tem realmente canto agudo, enfim, são coisas que estão na minha imaginação. Para pleno entendimento, substitua mentalmente a palavra “sapo” por “grave” e a palavra “seriema” por “agudo” na sentença acima. Obrigado.)
* Pra medir a distância entre duas paredes utilizamos centímetros e metros, em música a distância entre duas notas é medida em semitom (st) e tom (t).
* Um tom é o mesmo que dois semitons (pode-se chamar o “semitom” de “meio-tom”).
Agora vamos tirar algumas consequências de acordo com essas 4 informações…
Existem tecladinhos de criança com 24 teclas.
Assim como existem pianões com 88.
Isso quer dizer que as mesmas 12 notas estão sendo repetidas.
Elas estão apenas em ALTURAS diferentes.
Em um teclado podem existir duas teclas Dó (ou 4 ou 5…)
A diferença é que um Dó será mais GRAVE e outro mais AGUDO.
E considerando notas pretas e brancas, cada vez que você avança ou recua uma tecla, está avançando ou recuando 1 semitom.
De Dó para Dó Sustenido (Dó#), a distância de altura é de 1 semitom.
De Dó Sustenido (Dó#) para Ré, também.
A distância de Dó para Ré é de 1 TOM (ou seja, 2 semitons).
Você pode perguntar:
Por que o Dó Sustenido (Dó#) é uma tecla preta e não branca?
O principal motivo é que foi dada preferência à escala de “Dó Maior” no teclado.
Assim se começarmos por um Dó e percorrermos até o Si apenas em teclas brancas, temos uma perfeita “Escala de Dó Maior”.
Por isso as teclas pretas foram jogadas pra escanteio.
Pois não fazem parte da principal escala.
Claro que temos um motivo secundário:
O agrupamento entre teclas pretas ajuda muito a localizar as demais notas.
Bom, hoje falamos um pouquinho mais sobre altura e entendemos o tom e semitom.
Amanhã é a hora de entender o que é esse negócio de “Escala”.
Se você já sabe algo sobre Teoria Musical essa série de textos pode parecer um chover no molhado.
Mas acho que pode ajudar a entender a visão musical do professor.
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Teoria Musical (parte 3): O que é nota musical?
Na parte 2 de Teoria Musical, listei quatro ferramentas da composição.
Por que não inclui as “notas musicais” nessa lista?
Simples:
As notas são a substância da música.
São elas que sofrem a interferência das ferramentas.
E quando se começa a falar de notas, aparece um engraçadinho se referindo ao aprisionamento que as notas e as escalas musicais tiveram no ocidente, querendo dizer que existem muito mais do que 12 notas musicais, e pensar de outro jeito, é ser retrógrado blá-blá-blá…
Bem, lembra-se quando eu disse que música é uma organização ARTÍSTICA?
Pois bem, qualquer arte é composta de decisões lógicas, ilógicas, aparentemente lógicas e aparentemente ilógicas.
Então no decorrer da história da música ocidental, foram dadas preferências pra algumas relações.
E as nossas 12 notas musicais (DO-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI + sustenidos/bemóis) foram estabelecidas a partir de um arredondamento de intervalos que existem DE FATO, e não por invenção, em algo chamado de “série harmônica”.
Uow!
Citei 3 coisas novas aqui nessa série de teoria:
“Sustenidos ou bemóis”, “intervalos” e “série harmônica”.
Sem pânico.
O que precisamos entender agora é que “nota musical” é a altura de um som que é reconhecível por nós e, em uma medida relativa, REPRODUZÍVEL com nossa voz.
Um ruído qualquer não tem necessariamente uma nota porque não é reproduzível.
Isso não quer dizer que um instrumento musical não possa artificialmente reproduzir uma altura tão alta ou tão baixa que a voz humana não consiga reproduzir. Esse instrumento pode fazer isso, mas a voz humana consegue reproduzir aquela mesma nota em uma altura mais alta (aguda) ou mais baixa (grave). Foi isso que eu quis dizer com “uma medida relativa”.
Então temos uma boa definição provisória de nota:
“É um som em uma altura reproduzível pela voz humana”
Para existir no mundo real, uma nota ainda precisa de uma duração, uma intensidade e um timbre.
Aqui vemos as 4 ferramentas aplicadas em um som isolado.
Acho essa definição perfeitamente aceitável pra uma pessoa normal.
Sem a necessidade de recorrer a matematismos ou obscuridades.
Então dou-me por satisfeito por hoje.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Teoria Musical (Parte 2): O que é música?
Quando coloca o chapéu de “professor de teoria musical”, quase todo mundo vira idiota.
Automaticamente a pessoa fica cheia de dedos.
Começa a agir como se não soubesse o que sabe perfeitamente bem.
Porque a esmagadora maioria das pessoas reconheceria um som musical de um som não-musical.
Por exemplo:
Diferenciar uma canção de um despertador.
Os dois são sons organizados.
Apenas um é música.
Mas hoje em dia os professores tem medo de ser chamados de fascistas, então não querem dizer com todas as letras que música é “a organização artística do som”. Evitam dizer isso porque essa definição excluiria um monte de amiguinhos deles do universo da música. Entendo perfeitamente isso. Se você define a música assim, é obrigado a dizer que existe diferença de qualidade entre músicas.
Pois é, existe mesmo.
Eu teria que dizer o que é “arte”, pra que a explicação fique completa.
Mas isso extrapola o escopo desta série.
Só digo que “arte” não é feita pra “chocar”, nem “provocar”, nem “inovar”…
E nenhuma dessas baboseiras.
Muito bem.
Então vamos nos apegar na palavra “organização”.
(Senão fica tudo muito filosófico e perdemos a relação prática)
“Organizar” quer dizer pôr em ordem.
É o mesmo sentido que minha mãe usava para o “– Felipe, vai organizar seu quarto!”
Então eu utiliza o aspirador, um pano úmido, as minhas próprias mãos etc, e organizava o quarto.
Essas coisas são as “ferramentas” da organização.
A música é organizada por 4 ferramentas:
1) Duração
2) Intensidade
3) Altura
4) Timbre
Talvez não seja exato dizer que essas ferramentas “organizam” a música…
Talvez fosse melhor dizer que essas são as “propriedades do som”, como bem dizia Osvaldo Lacerda.
Mas acho que um compositor utiliza essas “propriedades” como ferramentas mesmo.
Somente um cientista pensaria em uma “propriedade isolada do som”.
Então, quando um artista utiliza essas ferramentas e compõe uma música, vemos o resultado prático da aplicação dessas ferramentas. Assim como um pintor utiliza tintas, telas, pincéis, misturas, etc, e vemos o resultado com nossos olhos, o músico demonstra pra nossos ouvidos o resultado do seu trabalho.
Vamos definir o óbvio:
“Duração” é o tempo de execução do som (ou do silêncio).
“Intensidade” é a força ou leveza da execução (é o “volume” do seu rádio).
“Altura” é a altitude: baixo (grave) ou alto (agudo).
(A “pauta musical” com suas linhas e espaços representa diretamente essa altura)
“Timbre” é a qualidade da voz.
(Quando você reconhece a voz do seu vizinho ou do seu patrão, você está reconhecendo o “timbre” da voz deles)
Alguém poderia argumentar que o timbre não é uma ferramenta utilizada sempre por um compositor, já que uma mesma música pode ser executada por vários tipos de instrumentos diferentes, como um violão ou um piano, ou seja, instrumentos com timbres diferentes.
Mas, acredite, nenhum compositor compõe pra um timbre genérico.
Já sei que muitos apressadinhos estão pensando em “ritmo”, “melodia” e “harmonia”, mas ainda não estou falando diretamente dessas coisas.
O que conversamos aqui é que existe um conceito pra música.
E que existem algumas ferramentas para dar vida a esse conceito.
Na parte 3 daremos prosseguimento ao assunto.
Não aqui.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Teoria Musical (Parte 1): Pra que serve a porcaria da teoria musical?
Com este artigo pretendo iniciar uma série sobre teoria musical.
Não será uma série longa, algo como 4 ou 5 textos, que pretendo falar sobre o básico.
(Ou básico do básico)
No futuro, continuo falando sobre teoria fazendo outra série.
Let’s do it:
Como você pode facilmente imaginar, não existem novidades teóricas que precisem ser ensinadas. Então porque existem tantos livros, sites, vídeos, apostilas, carros de som, trios elétricos, sinais de fumaça etc, que falam sobre teoria musical?
O segredo está na didática.
Todo mundo acha que sabe ensinar de um jeito melhor.
Assim como eu acho que ensino melhor do que ninguém 😀
E como sempre, não acho apenas por achar.
Ultimamente os professores têm cometido 2 erros primordiais.
1) Desvincular a experiência pessoal do ensino da teoria:
Hoje em dia todo mundo quer parecer científico.
Então, quando falam de teoria, falam de “ondas”, “frequência”, “decibéis”…. como se alguma dessas coisas fizessem parte da experiência pessoal do aluno. Isso aí são apenas nomes de coisas que alguém captou com um medidor, ou no ambiente controladíssimo de um laboratório, ninguém vê ou ouve “ondas”, “frequência”, “decibéis” etc.
Assim todo o estudo de teoria fica com um ar de tratado científico.
Minha abordagem é outra.
Vamos trabalhar apenas com conceitos provisórios.
“Provisório” ou porque vamos entender a coisa estudada de outra maneira no futuro…
Ou “provisório” porque não existe utilidade prática em entender de outra maneira.
2) Não deixar claro o lugar da teoria musical na “visão musical”:
A “visão musical” de alguém é o seu guia no mundo da música.
Assim como o Google Maps é o guia em uma viagem de São Paulo até Ipatinga.
Na minha visão musical, a teoria é suporte para a prática.
(Vamos complicar: a visão é o mapa da teoria que é o mapa da prática :P)
Ela dá forma conceitual, ou até visual, ao que é feito quando estamos com a bunda no banquinho e as mãos como cavalos sem freio tentando alcançar algum objetivo diretamente no instrumento. Não tenho interesse em ensinar de modo que o aluno conheça apenas o mapa. Meu interesse é que ele percorra o caminho real.
Por isso dou prioridade à prática e sempre coloco logo o aluno pra trabalhar.
Por isso só estou fazendo uma série sobre “teoria musical” três anos depois de começar meu trabalho pela internet.
Ok!
Agora você já sabe mais ou menos como eu encaro a teoria.
Isso é importante pois não existe apenas um jeito de lidar com ela.
E nunca esqueça que estamos lidando com coisas provisórias.
Se algo ficou nebuloso, pode ser que fique claro nos próximos artigos.
A próxima coisa que faremos é entender de maneira teórico/prática o que é “música”.
Mas não aqui.
Falaremos sobre isso no próximo artigo.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Como estudar uma nova música ao piano
Quem já tem um certo domínio com as partituras, sempre fica em dúvida de qual é a melhor maneira de estudar uma partitura nova. Já descrevi de várias maneiras como pode ser feito esse processo de estudo, mas hoje a coisa está mais explícita, porque publiquei um vídeo mostrando como fazer na prática.
Sem mais papo furado…
Vamos pular direto da frigideira para o fogo…
Assista ao vídeo aqui:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Sempre é possível arrumar um tempinho…
Aqui as coisas estão atoladas entre gravar o novo vídeo para o Youtube, preparar nova aula para o VIP, preparar o site do VIP pra receber novos alunos (não sou eu que faço isso, mas muitas informações dependem de mim), continuar as gravações do material sobre leitura fluente, procurar uma nova casa pra alugar, dar 3 aulas particulares…
Enfim, hoje não teria artigo.
Até que minha aluna Marília Fraga me perguntou:
“Como entender os sinais de intensidade na partitura? Como tocá-los corretamente”
Bem, o segredo está em criar um mapa das intensidades anotadas na peça.
Mas não preciso explicar isso por aqui.
Ano passado já gravei um vídeo sobre esse assunto.
E aqui está o link do vídeo:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Canhotos, bancos, acertar os arpejos e aumento de preço
Hoje é dia de sopa de perguntas aleatórias.
Sem delongas, vamos misturar os ingredientes:
1) “Mestre, sou canhoto e apanho um pouco em coordenação motora. Tem algum método indicado para as ‘excessões’ como eu? Abração”
Não custa repetir:
Coordenação se resolve com foco total na sincronização das mãos, sem tentar dividir o cérebro em dois. Seguindo um repertório que varie esse trabalho de coordenação, logo se pega o jeito.
Esse negócio de “canhoto” e “destro” me lembrou de algo.
Três de cada cinco alunos “intermediários” que entram em contato comigo, estão nessa situação:
* Estudaram sem ordem nenhuma.
* Tocam alguns acordes fixos na mão esquerda.
* Tocam uma variação da mesma melodia na direita.
Nesse cenário é muito comum um aluno que toca a 10 anos e tem várias dificuldades de coordenação.
Quem está nessa situação, lembre-se:
Você precisa dar atenção a mão que foi negligenciada.
Duplique o tempo de dedicação na mão problemática.
2) “Caro Felipe. Gostaria que você me orientasse sobre dois pontos. A altura do banco do piano e a distância que o banco deve ficar do piano. Obrigada Floripes”
Fácil:
Procure meu vídeo “Postura mais normal pra tocar piano”
3) “eu treino bastante arpejos , mais tenho dificuldade de usá-los quando estou tocando , muitas vezes erro os dedos na região aguda , vc teria um exercício específico , pra memorizar bem?”
É bem provável que isso não tenha nada a ver com memorização.
Mas sim com o reflexo.
Treine os arpejos quão lento for necessário não permitindo errar uma nota.
Cuide pra não errar nada.
Isso vai fazer você se “acostumar” com o que é certo.
Depois disso você pensa em apressar o estudo.
4) “Parabéns Felipe, vc tem sido nosso professor, filósofo e psicólogo. grato”
Tudo isso?
Então tá na hora de aumentar o preço 😛
5) “Como faço pra aprender do zero com você, Felipe?”
Essa é a mais fácil de todas:
Faça sua inscrição no treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Aqui estão todos os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/








