Como se encher de bactérias apenas assistindo vídeos

Pra variar, serei um pouco científico:

Em 2006 pesquisadores americanos fizeram um teste pra confirmar ou negar aquele velho ditado de que se a comida cair no chão e for rapidamente recuperada, não existe nenhum perigo. Parece que não é bem assim.

Segundo os testes, já nos primeiros segundos 99% das bactérias aderem ao alimento.

Passei por situação parecida recentemente:

Um aluno particular não avançava nas coisas que eu passava.

Mas toda semana vinha com uma novidade do Youtube.

Era uma progressão revolucionária…

Era um novo método de virar mestre em 30 dias…

Era uma dica não sei da onde pra aprender por intuição e não por estudo…

(alguém sabe o que isso significa?)

Mas, claro, todas essas novidades vinham incompletas, então o cidadão tirava as dúvidas comigo.

O negócio funciona assim:

Nos vídeos de 2 ou 3 minutos desses métodos revolucionários os professores dizem coisas como “repita o processo até ficar confortável”, “comece devagar e faça variando o ritmo e a dinâmica”, “dedique-se por um tempinho e tudo vai dar certo”… enfim, um negócio simplesmente vago que dá a falsa idéia de que é necessário somente um pouco a mais do que aqueles 2 ou 3 minutos do vídeo pra que se alcance o sucesso.

E assim, vendo apenas um vídeo curto, o cidadão se enche de bactérias.

Do mesmo jeito que a comida fica infectada logo que cai no chão.

O que essas bactérias impedem o doente de enxergar é que “repetir o processo até ficar confortável” terá de enfrentar coisas como o dedinho do café…

Ou a necessidade da exatidão rítmica…

E, pra isso, você precisa contar os tempos…

E usar o metrônomo…

E se quiser aumentar a velocidade da execução precisará repensar o movimento…

Porque “começar devagar e fazer variando a dinâmica” são coisas bem distantes no tempo de estudo, que não é possível alcançar rapidamente.

Enfim, deixar se infectar desse jeito é uma auto-sabotagem.

Esse aluno em especial não conseguia avançar nem pelo método do vídeo de 2 ou 3 minutos, nem pelo meu, porque estava sempre pulando de nova promessa em nova promessa.

Esta semana dei a ele um ultimato:

Ou segue minhas orientações, ou procure quem queira ensinar ele de outro jeito.

O fato é o seguinte:

Quem quiser seguir a maneira que oriento nos estudos, basta ter o bom senso de não se deixar levar de corpo e alma por novas promessa mirabolantes. Não estou dizendo que não se pode pesquisar e estudar outras coisas. O que estou dizendo é que você não deve se contaminar voluntariamente.

Quem tem a disciplina pra isso pode aprender comigo.

(Nota: Você já é intermediário ou avançado no piano? Sente que está empacado? Então pode entender como funciona minha forma de desempacar os alunos: cadastre-se e receba minha aula secreta Como Criar Exercícios Para piano. Cadastre-se aqui.)

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O que um amador tem de ter igual a um pianista profissional

Isso já aconteceu há mais de 10 anos:

Em algum lugar da Inglaterra, um homem foi encontrado andando na beira de uma rodovia, totalmente desorientado e sem se comunicar com clareza.

Logo foi levado para o hospital.

Por semanas a fio os médicos tentaram descobrir algo dele.

Fisiologicamente não havia nada errado.

Mas ele não conseguia responder perguntas simples, nem dizer quem era.

Até que alguém teve a brilhante idéia (com acento) de dar um papel e um lápis.

Adivinhe o que ele desenhou?

Adivinhou?

Sim, um piano de cauda.

Se bem lembro, recebeu até o apelido de “piano man”.

Depois disso alguém teve uma segunda idéia brilhante:

(essa foi tão brilhante que até merecia dois acentos)

Levar o desconhecido até o piano que ficava na capela do hospital.

E adivinhe outra vez?

O tal homem que nem sabia o próprio nome tocou piano sem titubear.

Dali por diante ele era deixado no instrumento e ficava por horas tocando.

Jamais soube o desfecho dessa história, mas o que nos interessa é o seguinte:

Mesmo sem saber se o “piano man” era um profissional ou um amador ao piano, mesmo sem saber se realmente tocava bem ou mal, se ele mantinha ou não o ritmo, se conseguia demonstrar bem a cor da música, nada disso importa, o ele tinha é aquilo que todo o estudante de piano precisa:

Transformar a habilidade de tocar em uma segunda natureza.

Algo que faça parte do seus músculos, sangue e células.

Não há exceções pra isso.

Nada importa o estilo, não importa a idade, não importa a habilidade natural.

Não importa o nível.

Por isso não importa a promessa de um método ou de um professor, o relacionamento com o instrumento precisa ser levado por muito tempo. E por “muito tempo” quero dizer “anos”.

Claro que isso não quer dizer que só depois de anos alguém conseguirá fazer alguma coisa no piano.

Várias coisas são imediatas.

Quero deixar claro que se existe uma coisa comum entre um amador e um profissional, aquilo que faz você olhar os dois e perceber como são seguros no que fazem, mesmo estando em níveis diferentes, é porque sabem aquilo melhor do que o próprio nome.

Ficou claro?

Este texto é mais uma introdução pra responder a pergunta “Quanto tempo leva pra aprender piano?”

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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Uma lição das artes marciais

Das várias analogias que são possíveis entre as artes marciais e o piano, uma muito interessante é esta:

Algumas lutas possuem um treco chamado “forma”, “kata”, “kati” etc…

Basicamente são movimentos de um determinado nível, isolados e executados todos de uma vez.

Exemplo:

Existe o kata da faixa branca…

(que agrupa em sequência todos os movimentos do nível faixa branca)

O kata da faixa amarela…

(que agrupa em sequência todos os movimentos do nível faixa amarela)

E assim por diante.

Do pouco que conheço sobre algumas artes marciais, um dos principais objetivos do kata é executá-lo com fluência. Assim, mesmo que aconteça algum erro em determinado movimento, ou mesmo um branco no próximo movimento da sequência, o objetivo é que o estudante chegue ao ponto de passar por esses problemas sem travar, parar, perder o ritmo, fazer beicinho, gaguejar, entregar os pontos, vomitar, chamar a mãe, pedir demissão, pular do barco, pedir água etc etc etc.

Isso também deve ser treinado ao piano.

Claro, antes de se preocupar com isso, você precisa encontrar os pontos problemáticos.

Observe se os momentos de branco ou de dificuldade não seguem um padrão.

Identifique essas dificuldades.

Depois as resolva.

Como?

Bem, é exatamente isso que o treinamento “O Pianista Aprendiz” faz:

Ele ensina a como passar pelas dificuldades mais típicas.

Conheça e inscreva-se no “O Pianista Aprendiz” aqui:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/

Logo após dar mais importância pra essa parte, você pode começar a pensar na fluência dos erros.

E são necessárias duas coisas:

1) Dedicar-se em um repertório até ficar bem íntimo dele, assim você pode pensar apenas na fluência, sem preocupar-se com outros aspectos.

2) Colocar a prova essa fluência fazendo pequenas apresentações, senão você nunca vai saber se está mesmo preparado ou está apenas se auto-enganando.

E onde você poderá encontrar um repertório que seja didático e útil?

Também no treinamento “O Pianista Aprendiz”.

Se tiver interesse, inscreva-se aqui:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


É famoso, todo mundo conhece, mas é preciso prestar mais atenção…

Se você ainda não viu, publiquei um vídeo para os (quase) intermediários que se utiliza de um caderno muito muito famoso, que (quase) todo mundo conhece, que faz parte de 80% dos métodos de formação, mas, na minha arrogante opinião, deveria ser menos “peças de estudo” pra ser algo realmente absorvido e compreendido pelos estudantes.

Aqui está o vídeo:

Tenho certeza que alguns poucos alunos prestarão mais atenção nesse caderno.

A beleza melódica e de controle de vozes, mesmo em um grau bem básico, que elas apresentam é essencial não apenas pra treinar os dedos (ou pra “aprender piano”), mas, em um nível mais sutil, treinar o ouvido e a sensibilidade do estudante de piano.

Bons estudos!

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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Transformando um 2017 fracassado em um 2018 feliz

Bem, agora já é Dezembro.

Não adianta tentar mais nada.

Sente, chore e espere 2018 chegar pra tentar outra vez.

.

.

.

Na verdade, não.

Não faça isso de jeito nenhum.

Em setembro enviei uma mensagem comentando algo sobre a chegada do fim do ano e em como poderíamos nos esforçar um pouquinho mais pra deixar tudo preparado pra não perder o ritmo no começo de 2018. Naquele mês eu sabia que meus planos pra 2017 estavam quase naufragados.

Os maiores objetivos eram:

1) Lançar as aulas sobre leitura e execução fluente de partituras ao piano.

2) Gravar um novo disco.

3) Maior presença na fanpage do Facebook.

Logo desisti do objetivo 3.

A fanpage pública do jeito que é, é um verdadeiro imã de cabeças-de-pudim.

Intensifiquei os e-mails e tudo está ótimo.

O objetivo 2 dependia de vários fatores que não se alinharam.

Tudo bem, sem problemas.

Agora, em setembro, o que me incomodava mesmo era o objetivo 1.

Já estava muito atrasado com esse material e queria muito lançá-lo.

Mas sabia que depois de algumas mudanças de estrutura e dos testes que faltavam pra esse material de partitura, em 2017 não seria possível. E ficou toda aquela aura de “isso fica pra 2018”. É exatamente o que acontece com ainda mais intensidade agora em Dezembro. Todo esse ar de festas de final de ano, de 13º, de férias, de correria pra comprar presentes, tudo marca demais o senso de que todo o resto fica pra 2018.

Desde setembro consegui caminhar muito com o material e tudo se alinha.

Ainda bem que não desisti e deixei tudo pra 2018.

Se você está parado com seus estudos de piano e quer dar um jeito de ajudar 2018 a ser um ano de conquistas musicais, dou a mesma recomendação de Setembro:

Identifique uma ou duas coisas que ainda são possíveis de realizar em 2017.

Recolha o material que tem, encontre alguma dificuldade e trace um plano pra vencê-la.

Por que isso é importante?

Pra você entrar 2018 com ritmo.

Se deixar isso pra 2018, aí começa a aura de Janeiro…

Que é aquele calor e corpo mole…

Logo já é Fevereiro…

Carnaval e mais calor…

Assim logo é Março, Abril e tudo se configura pra mais um ano fracassado.

O importante é começar 2018 com ritmo de estudo.

Então foque em uma meta e não perca a linha.

E o que estudar?

Bem, só posso recomendar o treinamento “O Pianista Aprendiz”.

Pra saber como esse treinamento pode virar 2017 de cabeça pra baixo, leia esta página:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


O tarado por tempo de estudo

Algo engraçado aconteceu ontem:

Estava tranquilamente respondendo alguns comentários no Youtube, e comentário vai e comentário vem, comecei a ter sensação de déjà vu, pois não apenas o comentário feito por um sujeito era parecido com o que eu já havia respondido, mas o próprio sujeito parecia ser o mesmo.

Poderia ser aqueles casos em que a pessoa pensa que copiar e colar a mesma pergunta em vários vídeos aumenta a chance de ser respondida.

(Não aumenta, caso queira saber)

(Aumenta apenas a chance de o Youtube classificar como spam)

Resolvi investigar.

E, de fato, era o mesmo sujeito.

Por três ou quatro vezes ele comentou algo relacionado com o tempo de estudo.

Não o tempo de estudo diário.

Mas o tempo de estudo pra se formar ou alcançar algum objetivo.

Os comentários eram algo assim:

“Nossa! Depois de 30 anos dá pra fazer isso”

E:

“Quanto tempo levou? 10 anos?”

E:

“Parabéns estudando por 20 anos é muita dedicação”

E:

“Daqui alguns anos chego lá”

Percebeu o padrão?

Não posso afirmar que seja o caso de quem fez esses comentários, mas essa insistência toda no assunto me lembrou de uma síndrome muito comum:

O tarado por tempo de estudo.

Uma pessoa normal sabe a diferença entre fritar um ovo e tocar piano.

Aprender a fritar um ovo não pode demorar mais de um dia.

Tocar piano é assim:

Algo entre poucos anos e muitos anos.

E isso deveria ser suficiente pra pessoa perceber que dá sim pra pensar em um número de anos, mas é muito relativo.

Ah sim! Sei que existem métodos e escolas que oferecem formação baseada em “anos”.

Mas basta perguntar pra qualquer aluno que sai dessas instituições:

“– Você domina tudo que aprendeu?”

E ele responderá com um sonoro:

“– NÃO!”

É como fazer faculdade de engenharia, advocacia, pedagogia, etc etc etc. Uma coisa são os anos que você passou na faculdade, outra coisa são os anos de experiência que você precisa acumular pra se tornar um sabedor daquele assunto.

Ok ok!

Mas isso não se refere apenas a quem quer tocar como músico profissional?

Você poderia dizer:

“– Eu só quero saber tocar alguma coisas!”

E que “coisas” são essas?

“Parabéns pra você”, “Cai cai balão”, “Brilha brilha estrelinha”?

(Em versões simplificadas, claro)

Ou você pretende aprender a fazer apenas acompanhamento como se fosse o segundo tecladista em uma banda?

Porque aí sim você pode absorver o assunto em poucos meses.

Mas não é isso que a maioria dos interessados pretende.

Então a coisa fica na casa dos anos mesmo.

Como este texto já ficou grande demais, deixarei pra dar em outro dia uma descrição de qual é a relação dos anos de estudo e o estudo amador de piano. Por ora, quero apenas ressaltar: se por acaso você estiver com sintomas da síndrome do “Tarado por tempo de estudo”, dê um jeito de esquecer isso rapidamente.

Ninguém que carrega esse problema dura muito tempo nos estudos.

A única solução que conheço é manter o alvo no objetivo e nas metas.

Sem ficar obsessivo com esse negócio de tempo.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

minicurso-piano-note


Estudo de piano divertido e inútil

Você já deve ter ouvido algum professor falar:

“Antigamente tinha aquele negócio de curvar os dedos como se tivesse uma laranja na mão e essa era a posição de tocar, hoje em dia não existe mais isso, você pode tocar normal, como achar confortável…”

E eu digo:

“Antigamente” uma ova!

Não tenho idéia exata de porque eles fazem isso.

Talvez porque não querem descrever alguns detalhes.

Porque acham que descrever isso seria chato.

E eles querem deixar tudo divertido.

Se for essa a intenção, é preciso complementar:

Divertido e inútil.

Quando o totalmente iniciante coloca a mão no teclado pela primeira vez, sente uma dificuldade enorme de diferenciar o movimento de cada dedo. Pois a posição curvada dos dedos (que não apenas “antigamente”, mas atualmente continua sendo divulgada) favorece o desenvolvimento da independência entre os dedos.

Mas, claro, o professor sabichão do método divertido pode não ter interesse que seus alunos entendam como melhor desenvolver essa independência.

Aí sim, nesse caso eu concordo:

Toque como quiser.

E seja feliz.

Ainda existe outro fator:

Quanto mais sensível o instrumento, mais a posição dos dedos altera o resultado musical.

Mas esse é outro assunto chato, não é?

Não vamos atrapalhar nosso estudo divertido com isso.

Toque como quiser e que saia o som que sair.

(Aproveite pra tocar trancado no quarto e com fones de ouvido)

Pode até ser que alguém precise entender como funciona esse negócio de posição dos dedos.

Nesse caso raro, se quiser abandonar a diversão e adotar o de antigamente:

Procure meu vídeo “3 formas de posicionar os dedos no piano”.

E bons estudos!

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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O segredo pra um professor ler as mentes (cuidado com o que você pensa)

Vamos examinar algo muito comum.

Quem sabe outras pessoas também podem adquirir algum superpoder.

Depois de publicar um novo texto ou vídeo, alguém comenta:

“Nossa professor, você lê mentes? Eu estava pensando nisso!!!”

ou

“Justamente o que eu precisava, faz tempo que tenho esse problema…”

Sim, sei ler mentes.

Talvez você já tenha ouvido falar do professor Charles Xavier, líder do grupo de mutantes X-Men. Li algumas histórias em quadrinhos dos X-Men nos saudosos anos 80 e 90 e devo dizer que meu poder funciona exatamente como o dele: posso não apenas saber o que as pessoas próximas estão pensando, como também posso enfiar pensamentos meus na mente delas.

Assustador, não?

Então, cuidado com o que você pensa…

O segredo pra isso é simples:

Basta que eu reconheça o que se passa na minha própria mente.

Basta que eu observe os próprios problemas que eu passo.

Jamais tentei dar a impressão de que cheguei em um nirvana no piano, que sou intocado pelos problemas.

Longe disso.

Quando digo que a variação de articulação opera quase um milagre no desenvolvimento mecânico, é porque tenho de recorrer a ela a todo o instante.

Ou quando descrevo os problemas de tempo ou dificuldades de entendimento teórico…

Tudo isso é baseado na minha própria experiência.

Até quando digo que a melhor forma de aprender é com um professor particular, estou usando minha própria experiência, porque mesmo sendo macaco velho nesse negócio de piano, tenho um professor neste exato momento.

E devo dizer que não só esse superpoder é semelhante ao do Professor Xavier, também tenho o mesmo objetivo que ele:

Unir humanos e mutantes.

E com “humanos” quero dizer a vontade que quase todo mundo tem de se envolver com música.

E com “mutantes” quero dizer as várias desculpas que podem existir pra alguém não se envolver com música.

Pra finalizar, vou enfiar um pensamento na sua mente:

PARE DE PERDER TEMPO E VÁ ESTUDAR!!!

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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90 dias são suficientes pra aprender leitura à primeira vista?

Esta pergunta veio pelo Youtube:

“Vou fazer prova pra entrar na faculdade de música e já sei ler, mas não sei à primeira vista. 90 dias de estudo são suficientes pra aprender leitura à primeira vista?”

(algo assim, estou escrevendo de cabeça)

O problema principal reside em “já sei ler”.

Bem, na verdade, também existe um grande problema com o “leitura à primeira vista”.

Como já falei sobre isso antes, deixemos esse problema de lado um pouco.

(não adianta me perguntar onde que falei sobre isso, procurarás e acharás)

O que quer dizer “SEI ler”?

Quer dizer que você sabe dizer quais são as notas anotadas na pauta?

Que sabe dizer o que é uma fórmula de compasso?

Que sabe contar os tempos da melhor maneira pra favorecer a exatidão rítmica?

Que sabe que aqueles arco-íris são, na verdade, ligaduras?

Que sabe qual a notação de ritornello e de dinâmica?

Não quero parecer pessimista, mas não tem jeito. Meu escudo de preconceitos é erguido instantaneamente toda vez que alguém fala assim de passagem “já sei ler”, principalmente alguém que nunca vi na vida. É fatal que sei “SEI ler” significa apenas o conhecimento teórico das notações.

Mas, tudo bem, vou anestesiar o lado Marechal.

Acredito que já saiba ler e EXECUTAR uma partitura.

Muito bem.

Então, 90 dias são suficientes pra desenvolver a leitura à primeira vista?

Bem, considerando que a leitura à primeira vista dispensa em grande escala a necessidade de ser preciso na execução, pois busca dar uma idéia geral da música, SE VOCÊ JÁ SABE LER, e se em 90 dias praticar lendo algo curtinho completamente novo todos os dias, terá sucesso na sua prova.

Mas, antes de terminar, preciso destacar algo:

1) SE VOCÊ JÁ SABE LER

2) Praticar

3) Algo curtinho

4) Completamente novo

5) TODOS OS DIAS

Foi suficientemente claro?

Então, bons estudos!

Ah, só mais uma coisa, se você não sabe ler e executar uma partitura (ou nem mesmo tem interesse em fazer isso), existem várias habilidades que podem ser desenvolvidas previamente.

É isso que eu chamo de desenvolver uma base técnica.

“Técnica” parece algo seco e exagerado.

Mas você precisa dela pra desenvolver sua capacidade de tocar e de resolver dificuldades ao piano.

Pra conhecer a minha proposta, conheça o treinamento “O Pianista Aprendiz” aqui:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


Apimentando a contagem com a semínima pontuada

Na parte 1 e 2 da série “Contando e tocando”, vimos a contagem com figuras bem simples. Na parte 3 o negócio começa a complicar.

Não utilizaremos figuras que simplesmente ficam limitadas dentro de um tempo musical, mas sim que avançam e abarcam parte de outro tempo. Essa é uma característica de algumas figuras pontuadas, como é o caso da semínima que veremos neste vídeo.

Sem mais delongas, assista essa pimenta rítmica aqui:

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

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