Tempo mínimo no piano, cansaço, foco no melhor, oitava arpejada, eu não existo e meio pedal
Vamos iniciar esta semana respondendo algumas dúvidas do Youtube.
Aquilo é uma selva que esconde vários tesouros.
Vamos direto a eles:
1) “Professor existe um tempo médio ou mínimo de estudos por dia???””
Dificilmente alguém totalmente iniciante consegue aproveitar mais do que 20 minutos.
Esse tempo deve ser aumentado gradativamente.
E o estudo amador deve girar em torno de 1 a 2 horas.
2) “comecei a fazer os exercícios do jeitinho que você fez e tal..fiz blz. ai do nada começa a cansar, meio que como se vc tivesse pegando peso de academia que vc faz 10 não aguenta e para faz mas 10 nao é dor é tipo isso ??? é normal ne ?”
Se é que eu entendi, sim, é normal.
A fadiga é sinal de que seu mecanismo está sendo modificado.
Quando cansar, pare um pouco pra descansar e depois volte.
3) “Sou fã do Bach mas comecei a gostar do Tchaikovsky com essa peça (Oração da Manhã). É impressão minha ou parece que a respiração dela é feita no pedal, né não? Como é que eu faço, meu amigo?”
Rasgo minhas vestes!!!
Não troque Bach por Tchaikovsky, não. Com Bach não se mexe.
A respiração é feita fazendo pequenas virgulas entre as frases. Isso pode significar inclusive uma troca de pedal ou não obrigatoriamente. O importante são as virgulas na contagem rítmica.
4) “Vc poderia falar a respeito de coo fazer oitava arpejada, como encontramos no 1º movimento da Sonata Patetica?”
Gire o punho.
Da mesma forma que se abre uma porta.
Procure no canal do Youtube meu vídeo sobre Tremolo no piano.
5) “Esse professor não existe”
Tenho algumas poucas provas em contrário.
6) “Caro Felipe, gostaria de aproveitar e agradecer por toda a dedicação nos ensinamentos de piano. Mas tenho uma duvida e como ja foi mencionado no video seria sobre uso do meio pedal e outras alturas(calibragens) do mesmo. Este procedimento pode ser feito normalmente em uma composição ou em uma peça para ajudar no aprofundamento sonoro de alguns trechos? Normalmente sempre ouvi comentarios sobre usar(acionar) ou nao usar(nao acionar, nao usar). Seria possivel comentar algo sobre esse tipo de uso intermediario? Eu tenho o costume de usar meio pedal e outras alturas conforme a musica. Abraços”
Graduar o uso do pedal é algo muito usado.
Mas difícil de ser colocado em regras objetivas.
Depende completamente do instrumento e do ambiente em que se está.
É um procedimento que pode, sim, ser feito normalmente, porém já estamos falando de algo que precisa ser ouvido pessoalmente e ajustado conforme uma situação concreta. Muitos trechos podem ser executados assim, principalmente aqueles onde a gente não quer que as notas sejam exatamente prolongadas, mas quer apenas preencher levemente o vazio que é tocar sem pedal algum.
A aplicação disso é muito ampla.
E, como eu disse, deve ser aplicada de acordo com a possibilidade concreta.
Nunca genericamente.
7) “Acho que finalmente chegou a hora de aprender piano, muito boa sua aula. Obrigada!!!”
Maravilha!
Se quiser mesmo aprender, inscreva no treinamento “O Pianista Aprendiz” aqui:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
Continuando a contar os tempos e tocar piano
Há dois sábados publiquei um vídeo sobre como começar a resolver o problema de contar os tempos e tocar piano sem tropeçar e cair do banquinho.
Bem, hoje vamos continuar na parte 2.
Aqui está o vídeo:
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Existe uma lógica por trás de toda essa incoerência
Dependendo de quanto tempo você recebe meus materiais, já leu coisas do tipo:
“Dê atenção ao essencial…”
“Não esqueça os detalhes…”
“Siga as lições com afinco…”
“Não siga uma fórmula feito um cabeça-de-pudim…”
“Escolha um bom instrumento…”
“Estude com o instrumento que tiver…”
“É preciso tempo para as habilidades se desenvolverem…”
“Estude 20 minutos por dia…”
Enfim, é uma porção de recomendações que são contraditórias entre si. Mas apenas em um primeiro olhar. Existem problemas que todas as pessoas compartilham, existem problemas que apenas poucas pessoas compartilham e para esses dois tipos de problema ainda existe um complicador: eles não aparecem com a mesma intensidade e no mesmo tempo pra todos.
Então das milhares de pessoas que recebem meus e-mails, algumas centenas estão precisando seguir com afinco as lições.
Enquanto outras centenas, que estão igual carro de bate e volta, precisam parar e pensar porque não estão conseguindo se desenvolver, ao invés de simplesmente seguir uma fórmula.
Então existe uma lógica por trás dessa contradições.
São todas pensadas pra remover barreiras do seu aprendizado.
Algumas são barreiras técnicas…
Outras práticas…
Outras ainda psicológicas.
Pra entender direito você precisa ser um estudante ativo.
Isso quer dizer que sempre existe uma escolha nas suas mãos.
Se você não tem um professor, deve pensar bem nos passos que vai tomar.
E mesmo que já tenha um professor, deve estar atento ao caminho que está tomando, pois pode ser que não seja o ideal que está buscando.
E se aparecer alguém dizendo que inventou algo que é tão abrangente e didático e revolucionário, que você não precisa fazer nada, basta seguir uma indicações como um robô faria, então saiba que aí sim você encontrou uma contradição maliciosa, pois o que está sendo oferecido é um quadrado redondo.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
A maldição Skywalker de piano
Você deve conhecer a estória:
Anakin Skywalker começou como uma criança fofinha que tinha tudo pra se tornar o grande herói dos Jedi. Recebeu treinamento de guerreiro da paz, cresceu, ficou muito forte na Força, já era reconhecido como muito habilidoso e poderoso, mas em certo ponto, virou para o lado negro e começou a espalhar medo e morte na galáxia.
Esta é a parte vistosa:
Skywalker percorreu um longo caminho no bem, mas caiu e virou o vilão Darth Vader.
Existe essa maldição de começar bem e terminar mal no piano.
Você nunca tocou uma música bem e conforme você ia chegando no final ela ficava horrível?
Principalmente naquelas músicas que são até fáceis, mas no final se enchem de acordes e ligaduras.
Nesse final a gente perde o controle e a música desanda.
Existe um jeito de desfazer essa maldição Skywalker.
Veja bem:
Provavelmente a batalha mais dolorosa e arriscada que Anakin enfrentou foi bem no finalzinho da sua vida. Depois de anos como o odioso Darth Vader, ele recusa seu passado e verdadeiramente se arrepende de tudo, minutos antes de morrer.
Esta é a parte difícil que também temos de enfrentar pra escapar da maldição:
1) Encontrar as partes mais desafiadoras da peça e começar o estudo por ali.
2) Deixar de ser fresco e não deteriorar o estudo com o tempo.
(Espero que ninguém faça isso e morra minutos depois 😛 )
Fazendo isso, estará não apenas praticando, mas acumulando experiência.
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Cansei do pão com ovo
Um certo dia acordei determinado a não depender apenas de pão com ovo.
Pois essa era a única coisa que eu sabia “cozinhar”.
Fiz a primeira coisa que 99% das pessoas fariam:
Procurei receitas e vídeos no Youtube.
Juntei algumas e tentava seguir mais à risca possível. Não posso dizer que conseguia sempre. Rapidinho a pergunta de “Por que essa receita tem de ser assim?” começou a me incomodar e busquei algumas explicações baseadas nos itens das receitas.
A coisa toda parecia muito arbitrária.
E por ser macaco velho na música, percebi que não eram as receitas (fórmulas) que faziam o sucesso dos cozinheiros.
Era uma intimidade bem pessoal com a arte de preparar alimentos.
Eu queria apenas ter seguido as receitas…
No melhor estilo cabeça-de-pudim…
Logo vi que me meti em uma enrascada.
Passei a observar pessoas que cozinhavam há anos.
Aquelas que podem respirar, piscar, cantar, ouvir rádio, temperar o peixe, conversar, cortar a cebola, dançar, bater a clara de ovo, pintar a parede, ralar alguma verdura, reformar o banheiro, fritar um bife, descobrir a cura do câncer e, no final, ainda sai uma comida maravilhosa.
O que percebi era a capacidade que essas pessoas tinham de associar cores, relações de doce e salgado, aromas etc, enfim, tudo isso junto, mas já sabendo o resultado no paladar.
É lógico que desde então tento relacionar isso com as receitas.
E já tenho uma boa coleção de princípios culinários.
Sem ter largado as receitas.
Tenho certeza absoluta que existem pessoas que naturalmente lidam com essas relações de aromas, cores e gostos como se fossem um peixe na água.
Certamente eu não sou uma dessas.
E daí?
Educação serve pra isso.
Pra dar algo que ainda não temos.
Nem vou perder tempo em relacionar isso com o piano.
Já está evidente demais.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Toda semana um novo Esperanto do piano
Não sei se você já ouviu falar do Esperanto.
É uma língua criada especificamente pra ser fácil de aprender.
Uma língua artificial.
Não sei qual foi a intenção do criador dessa língua.
Só tomei conhecimento que existia esse tipo de iniciativa, quando conheci o irmão de um amigão meu que era entusiasta do Esperanto. Não sei qual era intenção do criador, mas a intenção do rapaz que eu conheci era de que o Esperanto iria substituir todas as línguas existentes, porque era racional e planejada.
A todo o entusiasmo dele eu só respondia:
“– Que legal!”
Odeio discutir, ainda mais com aqueles tão apaixonados com a coisa que ficam até com os olhos dilatados ao falar dela.
A verdade é que já vi dezenas de iniciativas desse tipo no mundo musical.
E ninguém ficaria tão empolgado com uma nova língua mundial, se conhecesse a história de várias iniciativas musicais.
Toda semana deve surgir um novo Esperanto de piano.
E isso não é novidade nenhuma.
Desde sempre existem pessoas propondo novos jeitos de organizar a música.
Ou novos jeitos didáticos.
Ou reinterpretando os conceitos.
Isso não me espanta.
E, principalmente, não me empolga.
Não basta o sujeito inventar um novo jeito de notação musical, ou uma nova maneira de estudar e falar sobre ritmo, harmonia, melodia etc etc etc. Isso nem é tão difícil de se criar. São necessários mais outros dois fatores: 1) a coisa tem de fazer mais sentido do que aquilo que já existe e 2) precisa PEGAR.
Por isso pode até ser que alguém tenha inventado um novo jeito…
Mas nos falamos daqui 100 anos, se por acaso a coisa realmente pegar.
Não adianta bater o pezinho.
É assim que as coisas funcionam.
Foi assim que as coisas musicais se estabeleceram.
Existem várias boas idéias que simplesmente não pegaram.
Essa é minha opinião sobre qualquer método revolucionário que me perguntam.
O negócio de “o novo jeito que está revolucionando o mundo da música” já deve ter sido usado umas 1569 vezes por aí. Isso pode ser facilmente dito, mas dificilmente feito.
(Nota: Se você não quer esperar pra ver se haverá mesmo uma nova revolução de novo e é intermediário ou avançado no piano, então cadastre-se e receba minha aula secreta Como Criar Exercícios Para piano. Cadastre-se aqui.)
Escalas: de novo e de novo
“Escalas Musicais” é um assunto que nunca se esgota.
Não porque seja um assunto difícil e muito extenso, mas pela insistência da mesma pergunta:
“Professor, não seria mais produtivo praticar as escalas em uma música?”
Sim, seria.
Mas apenas aparentemente.
Aliás, existe um ensino “moderno” que aboliu o estudo de escalas.
Esse é mais um tipo de ideologia cabeça-de-pudim.
Inventaram que se deve ignorar o estudo de escalas e deram o nome disso de “moderno”.
Esperam que o “moderno” já aplaque todas as objeções.
Bem, vamos ignorar essa escola.
Antes de dar qualquer explicação, já adianto que sou adepto de transformar escalas e arpejos em uma segunda natureza. Não é algo que precise ser feito tudo de uma vez, nem em primeiro lugar e antes de qualquer outro estudo, mas as duas coisas deveriam ser colocadas de algum modo em uma rotina.
E vamos pular pra o que interessa…
1) Isolando as habilidades:
Estudando apenas escalas, retiramos a obrigação do fator musical.
Isso ajuda muito a entender, isolar e adquirir habilidades mecânicas NECESSÁRIAS pra alcançar um bom resultado musical.
2) Condicionamento de dedilhado:
Com as escalas, você condiciona sua mão em um dedilhado mais genérico.
Isso quer dizer que você precisaria de várias músicas pra condicionar sua mão do mesmo jeito que a escala isolada de cada tonalidade já faz.
Isso claro, se você seguir um dedilhado eficiente.
E um bom estudo correto das passagens de dedo.
3) Nem só mecanismo, nem só escalas:
Estudando do jeito que ensino, o estudo de escalas dá mais liberdade com a partitura.
4) Nem só mecanismo, nem só escalas, nem só partitura:
Isolar as escalas cria uma intimidade mais direta com as tonalidades.
E isso é muito importante para o reconhecimento de padrões.
Quem tem mais tempo de estudo, sabe o quanto o reconhecimento de padrões ajuda na execução.
Posso citar apenas a ajuda na memorização.
5) O problema psicológico:
(Vamos chamar preguiça de “problema psicológico”)
Nem todos os grandes pianistas executam os mesmos exercícios, nem as mesmas músicas, nem organizam sua rotina de estudo do mesmo jeito. Não há concordância sobre o tempo de estudo e muitos outros pontos de polêmica entre eles, mas todos tem as escalas nas pontas dos dedos.
Alguns até, depois de já formados, podem ter aderido a escola “moderna”.
Mas nada muda o fato de eles terem as escalas absorvidas.
Essa informação pode servir pra você derrotar a preguiça de estudá-las.
6) E como estudar as Escalas Musicais com a máxima eficiência?
Basta seguir as lições de Escalas do treinamento “O Pianista Aprendiz”.
Aqui estão os detalhes:
https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/
A história que mais ouço e não gostaria que se repetisse
É possível constatar facilmente pelos comentários do Youtube:
De vez em quando aparece um comentário do tipo…
“Professor, devo ser seu aluno mais velho, tenho 62 anos…”
A única coisa que muda é a idade, 65, 68, 74, 82 e acho que o recorde foi mesmo 86.
Ou seria 88?
Isso é uma grande alegria.
Mas existe uma parte triste.
Que eu gostaria que jamais se repetisse.
Vez ou outra recebo o relato da história de vida desses alunos. Muitos deles estudaram música quando mais jovens, alguns desistiram por vontade própria. Se interessaram por outra coisa e resolveram que não daria tempo de ficar com a música e com essa outra coisa. Esses são os que mais relatam arrependimento.
“Fui avisado que iria me arrepender, mas não pensei muito no assunto…”
ou
“Eu queria muito continuar, mas fui deixando e o tempo passou…”
Bem, já que o relógio não volta no tempo, a melhor coisa é mesmo usar toda a capacidade física e mental pra recuperar o que passou.
Transformar o arrependimento em ação e percorrer o caminho enquanto é possível.
Sempre que vejo alguém mais jovem fazendo corpo mole…
De preguiçinha…
Inventando mil e uma desculpas…
Já sei que estou na presença de um futuro arrependido.
Por isso, não dê ouvidos ao “fica pra depois”.
Seja comigo ou com outro professor (ou de qualquer outro jeito), não largue o estudo.
Por algum motivo você iniciou isso ou quer iniciar…
E a recompensa é em grande parte indescritível.
Portanto você só vai saber se continuar.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)
Bem conhecido (mas nem tanto)
É seguro dizer que quase todo mundo conhece Tchaikovsky, mas a recomendação que dou para os quase-intermediários e intermediários no vídeo desta semana, não é tão conhecida assim. Quem está se sentindo exilado em peças do tipo pirulito-que-bate-bate, cai-cai-balão e parabéns-pra-você, deveria assistir ao vídeo.
(Aliás, exilado ou não, assista de qualquer jeito :O)
Aqui está:
(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)
Quando começar a praticar os detalhes?
Uma estratégia muito eficiente é esta:
Deixar de lado tudo o que não é essencial e dar atenção ao núcleo da coisa.
Em termos de estudo de piano pra iniciantes, o núcleo é bem evidente:
Deve-se acertar as notas em um ritmo estável e em um andamento que não desfigure a música.
Claro, tudo isso é bem difícil para o iniciante.
Precisão de notas, ritmo controlado e andamento satisfatório é um BAITA objetivo.
É normal começar sem conseguir nenhuma dessas coisas.
A expectativa é que o iniciante faça essas coisas apenas mais ou menos.
Alguns professores preferem simplificar tanto que deixam o aluno estudando muito tempo apenas com as mão separadas ou, como é a mania mais comum hoje em dia, escolhem apenas peças que utilizem uma única nota na mão esquerda ou, no máximo, duas notas em oitava.
A verdade é que essas 3 coisas são difíceis pra qualquer um.
Mas para o iniciante falta um patamar mínimo dessas coisas.
A pergunta que resta é:
E quando que se começa a praticar o que não é o núcleo?
Em que momento os detalhes entram na jogada?
Minha estratégia é um tanto diferente.
Nunca simplifico a ponto de excluir completamente outros detalhes.
Desde o começo falo sobre detalhes de fraseado…
Sobre dinâmica…
Sobre o trabalho mais variado entre as duas mãos…
E a causa disso é um tanto psicológica.
Em primeiro lugar parece que existe uma dificuldade maior em perceber esses detalhes com o ouvido. Então quanto mais cedo educar ou forçar os ouvidinhos a perceber essas nuances, mais cedo os alunos perceberão que não estou falando abobrinha. Que esses “detalhes” só são chamados de “detalhes” de um certo ponto de vista.
Em segundo lugar, existe uma tendência ao corpo mole.
As pessoas preferem sair correndo e atirando no campo de batalha.
Mas não é assim que se vence uma batalha.
É preciso conhecer o terreno…
Entender quais são as armas do inimigo…
Saber se os suprimentos serão suficientes.
Enfim, são os DETALHES que aumentam a chance de vitória.
Com isso não quero dar impressão de que seja algo facinho.
Simplesmente é um erro considerar os detalhes como descartáveis.
(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)








