Depoimento de quem sabe estudar

Ontem minha aluna Regina Oliveira enviou a seguinte mensagem:

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Olá professor !

Sim, durante vários anos recebi apenas a orientação de que a música que eu tinha apresentado a minha professora “precisava melhorar” e a solução oferecida era sempre estudar (repetir) bastante aquela música que com o tempo ela ficaria boa.

Conclusão, nunca ficava como deveria porque não havia uma orientação específica em quais pontos da minha execução ela necessitava de atenção. O que provocou naturalmente um desânimo e a sensação de dúvida se eu seria capaz de tocá-la a contento algum dia.

Essa sensação só passou depois de eu acompanhar seus vídeos e estar fazendo o seu curso, mais de 10 anos depois, quando finalmente eu vi diferença nas músicas que eu tocava naquela época. Não toco nada tão elaborado ainda, mas sinto um progresso crescente e constante.

Eis algumas coisas que eu estou fazendo que tem me ajudado:

1) Re-assistir seus vídeos do canal do youtube, porque descobri no mesmo vídeo dá pra encontrar orientações diferentes da primeira vez que foi visto, porque nosso estudo é uma coisa viva, que muda e evolui constantemente, então aquela orientação que não se aplicava imediatamente quando o vídeo foi visto, ao revê-lo pode ter exatamente a orientação que eu estou precisando.

2) Reler seus e-mails diários, e anotar separadamente em um caderno as frases que saltam aos olhos naquele momento, seja uma orientação técnica ou emocional, e a mesma regra do comentário de cima se aplica, fazer isso de novo de tempos em tempos porque o aprendizado está sempre em movimento.

3) Evitar com todas as forças ter algum pensamento cabeça-de-pudim 😀

Abração e obrigada sempre !

Regina

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Ela tirou 10 na coragem.

(Está há muitos anos estudando sem desistir)

Tirou 10 pelo depoimento ao meu material 😛

E, mais importante de tudo, tirou 10 por não ser cabeça-de-pudim.

Nem tudo se resolve seguindo uma receita.

O estudo é realmente algo vivo.

Aqui está a página pra você começar a fazer o mesmo:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


Pode acreditar, não acontece só com você

Considerando este fato:

“Poucas coisas exigem mais de uma pessoa do que aprender um instrumento”

(Exige dedicação da inteligência, da vontade e do corpo, como já vimos antes)

Podemos concluir:

Só com muita coragem pra decidir aprender esse troço.

E depois de tantos anos dedicados exclusivamente ao piano, de ter entrado em contato com tanta gente de tantos lugares que também colocaram a mesma dedicação, pode acreditar em mim, os problemas e dificuldades que você enfrenta pra avançar na música não acontecem apenas com você.

Não é só você que está sem tempo…

Que não tem dinheiro pra um instrumento melhor…

Ou que não consegue entender a relação das malditas escalas com as músicas…

Ou que sente um quati grudado nas costas quando chega a hora do estudo.

E mais:

Não é só você que não consegue fazer a passagem do dedão…

Que está se matando pra relacionar clave de Sol e de Fá…

Ou já faz muita coisa, mas está penando pra aumentar um pouco a velocidade.

Eu sei que parece que ninguém tem tanta dificuldade.

Mas acredite:

Todas as pessoas em todos os lugares, em todas as épocas, tiveram que controlar a própria cabeça-de-pudim e encaixar parte por parte pra avançar na coordenação, ou pra entender o movimento certo pra ganhar mais velocidade. Não importa o quão famosão seja agora, nem que tenha estudado com os melhores professores e nos melhores instrumentos, essas dificuldades precisaram ser enfrentadas.

Claro, talvez você seja tão especial que ninguém é tão sem tempo feito você…

Ou tenha tanta dificuldade em entender as relações harmônicas…

Sim, pode acontecer.

Pode ser que você seja realmente muito especial.

Por isso repito:

É preciso coragem.

Não entender e não conseguir não são motivos reais de desistência.

A covardia sim.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

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Sou completamente contra praticar praticar praticar piano

Semana passada minha esposa tomou bomba no teste prático de direção.

Mas ela não é iniciante.

Dirige há mais de 10 anos.

E dirige muito bem.

É daquelas que se for preciso, vira motoboy em quatro rodas.

Ou tranquila e segura como num passeio de domingo em São Paulo que, como todos sabem, nunca é tranquilo e seguro.

O que aconteceu é que durante o teste ela foi posta em uma situação totalmente diferente e ambígua. O agente que a estava testando a levou para um local que intencionalmente era uma pegadinha. Várias placas umas sobrepostas sobre as outras indicavam coisas diferentes e ela acabou entrando no lugar errado.

Aconteceu o seguinte:

Durante 10 anos ela praticou, praticou, praticou… e só isso.

Nunca ESTUDOU direção e nem conscientemente ADQUIRIU EXPERIÊNCIA.

E dificilmente algum motorista normal precisa fazer isso.

Ninguém pensa:

“Ah tenho dificuldade em locais com muitas placas, vou trabalhar nessa fraqueza…”

Que nada!

Nós só dirigimos e pronto…

Só praticamos.

A isso sou absolutamente contra quando o assunto é piano.

Não existe uma resposta que seja apenas:

“– Pratique, pratique, pratique…”

É óbvio que é necessário “praticar”.

E nunca encontrei alguém com disciplina, orientação e coragem que não tenha colhido frutos no piano.

Mas, tudo depende do que significa profundamente esse “praticar”.

Se você souber COMO praticar então realmente essa prática tornar-se mãe da EXPERIÊNCIA.

Qualquer coisa no piano (e na música em geral) depende de dedicação.

Nunca crie ilusões quanto a isso.

Agora, não caia no conto do “pratique, pratique, pratique…”

A não ser que saiba realmente o que está fazendo.

Por isso sempre crio minhas lições com o princípio de ensinar os porquês de cada estudo, além de considerar uma hierarquia entre o que é essencial e o que não é, mas nunca esquecendo de certos detalhes que evitam do estudante cair em pegadinhas.

Algo que crie as habilidades sem criar mais vícios por cima.

Pra saber como isso é possível, basta se inscrever no treinamento “O Pianista Aprendiz”.

O treinamento serve para os totalmente iniciantes ou aqueles que precisam refazer muita coisa.

Inscreva-se aqui:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


“Não sei expressar minhas emoções e a música parece ajudar nisso”

Veja se isto tem algo a ver com você:

A pessoa passa a vida toda tendo problemas de expressar suas emoções ou de colocar pra fora algo do seu mundo interior, e quando entra em contato com a música descobre uma maneira efetiva, eficaz e muito prazerosa de finalmente colocar pra fora aquilo que sente.

Bem, essa não é uma história de adolescente.

Segundo a teoria de Hipócrates, o pai da medicina, somos formados de 4 elementos que resultam em 4 tipos de temperamento.

Vamos utilizar aqui definições de Wikipedia pra esclarecer um pouco.

Os 4 temperamentos humanos:

Sanguíneo: expansivo, otimista, mas irritável e impulsivo;

Fleumático: sonhador, pacífico e dócil, preso aos hábitos e distante das paixões;

Colérico: ambicioso e dominador, tem propensão a reações abruptas e explosivas;

Melancólico: nervoso e excitável, tendendo ao pessimismo, ao rancor e à solidão.

Agora, analise essas simples reações de cada temperamento.

É evidente que o fleumático e o melancólico têm dificuldade de comunicação.

Mas por sua característica de “sonhador”, o fleumático é o que mais encontra paz na música.

A história mais impressionante de músicos fleumáticos é a dos músicos do Titanic.

Não sei se eles realmente eram fleumáticos, mas é fácil imaginar que sim.

A história é a seguinte:

Enquanto o grande navio Titanic afundava, enquanto os procedimentos pra retirada das pessoas já estava bem avançada, os músicos do navio NÃO pararam de tocar. Aliás, mesmo já de colete salva-vidas, eles continuavam. Mulheres e crianças eram separadas dos homens. Os botes eram baixados no mar. E o músicos continuavam. O que mais poderia exemplificar o caráter pacífico e dócil dos fleumáticos?

Afinal, o que mais eles poderiam fazer?

Se desesperar junto com os outros?

Não, um fleumático não faria isso.

Eles continuaram tocando.

Era o que sabiam fazer.

Um dos tripulantes e sobreviventes, Harold Bride, relatou:

“Fumaça e fagulhas estavam saindo de sua chaminé… O navio estava gradualmente virando seu nariz… A banda ainda estava tocando. Eu acho que toda a banda naufragou. Eles estavam tocando então Autumn.”

Então, para todos os fleumáticos, não se sintam malucos.

A música é realmente uma forma de expressão eficaz.

E encontrar paz entre as notas é perfeitamente normal e saudável.

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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Para quem está lá ou quase-lá

O vídeo publicado nesta semana é mais um daqueles que ajuda os quase-intermediários de piano a sair do exílio do pirulito-que-bate-bate (que não é uma melodia ruim, mas, pra quem está nessa de cantigas infantis, é bom respirar um ar mais adulto :D).

E não ajuda apenas os que estão quase-lá.

Serve também para os intermediários mesmo.

Como bem lembrou minha aluna VIP Lúcia Ermetice:

“Para quem é um pouco mais avançado, essas peças são muito úteis como estudo e são como que um momento de relax entre outras mais difíceis. Além de que, tomamos conhecimento da beleza de peças pelas quais nosso interesse talvez não tivesse sido despertado, se não fosse por esses vídeos.”

Bem dito.

E chega de papo furado.

Aqui está o vídeo:

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

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O fetiche por leitura à primeira vista

A Kryptonita de todo iniciante ao piano é a leitura à primeira vista.

Bastou citar as palavrinhas “leitura à primeira vista” todo mundo já começa a ter febre…

A maioria fica sonhando com o dia em que baterá os olhos em uma partitura e saberá tocá-la instantaneamente.

Existe MUITA MUITA MUITA confusão sobre esse assunto.

Além de muito oportunismo.

O assunto acabou virando algo com poder sobrenatural.

Um verdadeiro fetiche.

Já falei anteriormente que se dedicar simplesmente em treinar o golpe de vista pra reconhecer as alturas de nota na pauta não é nem de longe “leitura à primeira vista”. Aliás pode até ser uma “leitura à primeira vista”, mas o que todo mundo pensa quando é dito “leitura à primeira vista” é “leitura E EXECUÇÃO à primeira vista”.

E, bem, reconhecer visualmente a nota não inclui sua execução.

Repare que 100% dos aplicativos que dizem treinar a “leitura à primeira vista” se referem apenas a esse aspecto visual.

Não a execução.

Além disso, 99,99999999% dos truques e professores que prometem ensinar “leitura à primeira vista” também estão se referindo ao reconhecimento visual.

Bem, acho que isso já comentei em outro e-mail.

O ponto deste é alertar pra duas coisas:

O primeiro é que você fique atento e não deixe se enganar por essa cenoura de burro.

O segundo é o seguinte:

Alguém me perguntou se é possível ler rapidamente e de imediato uma peça complicada de Liszt.

A resposta certa é:

Não.

Não é possível.

E a resposta pra aplacar os contestadores dessa resposta é:

Um leigo que vê um profissional estudando uma peça dessa a primeira vez jurará de pé junto que está uma maravilha.

O profissional dirá que ainda não fez nada.

Que a peça possui dificuldades tais que são necessários muitos meses (ou anos) pra considerar um trabalho pronto.

E o comentário final:

A leitura e execução à primeira vista de VERDADE é muito mais trabalhosa e limitada do que as pessoas pensam.

O que as pessoas realmente querem é uma leitura e execução FLUENTE.

Já estou no começo da fase final pra disponibilizar um material sobre isso.

Algo que explique melhor o problema e a sua solução.

E nem todo mundo está interessado em partituras.

Além de ser possível estudar a solução de vários problemas técnicos antes de partir pra qualquer abstração, como a leitura ou o estudo de teoria e harmonia.

Esse é o ponto do treinamento “O Pianista Aprendiz”.

Pra saber como funciona, leia esta página:

https://www.aprendendopiano.com.br/pianista-aprendiz/


Abrindo a maçaneta no piano

Quem tem piano ou teclado com sensibilidade de toque, tem junto um inimigo incansável:

O dedão.

Todos os dedos são mais fáceis de controlar.

Fazem aquele tom-tom-tom-tom-tom suave.

Mas chega na vez do dedão é:

PÉM.

tom-tom-tom-PÉM-tom-tom-tom-PÉM.

(Já houve casos extremos de alunos que QUEBRARAM o dedão, de tanta tensão)

Bem, já gravei um vídeo especial sobre essa insolência do polegar.

Mas (sempre existe um “mas”) nada disso é possível resolver de uma hora pra outra. É preciso entrar em “modo de estudo” pra matar o problema. Isso quer dizer que você vai estudar de maneira diferente da que vai utilizar ao tocar de verdade.

E existe um exercício muito eficiente pra se colocar na rotina do estudo.

Algo pra ser feito nesse modo de estudo.

Procure no meu canal do Youtube o vídeo “Exercício de tremolo no piano”.

Ali está um exercício de abrir a maçaneta que é ótimo.

Ele não serve apenas pra quem precisa estudar o tremolo.

Serve pra quem pretende dominar o dedão.

Aliás, comentário adicional:

Todos os estudantes de piano ou teclado deveriam dominar o dedão.

Pois é um engano pensar que apenas quem tem instrumento com sensibilidade passa por problemas. Em um instrumento sensível, o problema é visível imediatamente, mas o dedão descontrolado causa muito outros problemas: dificuldade em acertar as teclas com precisão, descontrole rítmico, uma âncora para aumentar a velocidade de execução etc.

Enfim, isso faz parte daqueles detalhes que não são tão detalhes assim.

Bons estudos!

(Nota: Se você é um estudante intermediário de piano e sente que está empacado no aprendizado, faça seu cadastro pra receber o conteúdo Como Criar Exercícios Para Piano! Cadastre-se aqui.)

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Realmente não importa se você está apaixonado pela música

Este fato é bem claro:

Seu nível de “paixão” pela música ou piano não significa nada.

Aliás, diria que poucos alunos que se mantêm estudando têm essa paixão.

E uma quantidade realmente impressionante de alunos começou a estudar de forma totalmente acidental. Não tiveram nenhum contato especial com música quando pequenos. Nem mesmo tiveram estímulo de parentes ou amigos. Simplesmente ocorreu algo não planejado.

Alguns só acharam que seria interessante aprender algum instrumento.

(Sem perder muito tempo em pensar no porquê)

Ou por acaso tinham um tecladinho acumulando pó em casa.

Ou o pior caso possível:

Viram alguém tocando e desejaram se tornar o centro das atenções.

Enfim, você não precisa compartilhar corações e notas musicais no Facebook pra ter intimidade com a música.

Nem precisa sentir arrepios na coluna em cada acorde que ouve.

A verdade é a seguinte:

Se está apaixonado ou não, se quer fama ou não, o interesse será provado na forja.

No fogo da continuidade dos estudos.

E nessa continuidade acontece uma coisa interessante.

Algo que realmente é universal.

A pessoa descobre na música algo que ela não conhecia.

Algo que não está presente em nenhum outro tipo de arte ou atividade humana.

Alguns mais atentos conseguem descobrir algo novo sobre si mesmos.

Minha opinião é de que a coisa que a música proporciona é 1) a sua própria maneira particular de ser arte, com seu universo de habilidades, teorias, relações etc, algo que realmente expande o nosso horizonte de consciência e 2) a beleza que ela veicula e nos coloca na presença.

Enquanto não existir um contato sério por tempo suficiente, essas duas coisas não são captáveis.

E são elas que criam solidez e enraizamento no mundo musical.

Qualquer outra motivação é transitória.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

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Ninguém está rindo agora

Existem muitas dúvidas se o ensino online funciona.

Não é algo que eu defenda genericamente, prefiro sempre que o interessado coloque a mão na massa e saiba por si mesmo se vai pra frente ou não. Isso já mata vários coelhos com uma caixa d’água só :P.

Pode ser que o interesse dele seja fogo de palha.

Ou não consiga aprender sem um professor presencial.

Ou sei lá, qualquer outra objeção maluca que o ser humano é capaz de inventar.

Enfim, existem materiais publicados em número suficiente pra se fazer esse teste.

Minha aluna Fabiana Pinto foi além do teste.

Venceu várias dificuldades que tinha pra encarar os estudos e seguiu em frente.

Poucos dias atrás relatou:

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…fui essa semana a um conservatório aqui em São Paulo para fazer uma aula grátis e me perguntaram onde foi que eu estudei, disse que foi na internet e riram de mim dizendo que eu estava brincando, disse seu nome e pararam de rir, toquei o pouco que sabia e sem que eu terminasse me interromperam dizendo que eu seria muito bem vinda( acho que me saí muito bem, modestia a parte pois todos pediram o nome do seu site)e de verdade não me importo que não saiba tocar musicas inteiras gigantes e difíceis pois compreendi que a música será uma consequência de todo o trabalho técnico e teórico em que estou focada agora, a música e o piano não foi amor a primeira vista para mim, está sendo gradativo e agora sim posso dizer que não sou apaixonada, mas que amo e muito esses dois e graças a sua forma didática e controversa, pois consegue ser leve e duro ao mesmo tempo.

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Sei bem como funciona a objeção da risadinha.

O melhor jeito de calar ela é, também, colocar a mão na massa.

Você pode tentar fazer isso com o treinamento “O Pianista Aprendiz”.

Basta se inscrever aqui:

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Ninguém gosta de um amigo que não cumpre o combinado

Existem vários tipos de relacionamento com o piano.

Piano como escravo…

(você só o maltrata)

Piano como mestre…

(você só é maltratado)

Piano como esposo/esposa…

(você nem sabe mais quem é quem)

E o mais comum de todos:

O piano como um amigo.

Mais do que isso:

Como um BOM amigo.

A diferença de qualquer outro tipo de relacionamento é que, com o bom amigo, às vezes maltratamos e às vezes somos maltratados, algumas vezes passamos grandes períodos de turbulência na relação, mas temos certeza quase absoluta que tudo voltará ao normal, porque o bom amigo nos conhece de um jeito diferente, e estar em contato com ele é como estar em contato com uma parte estável de nós mesmos.

Por isso os amigos são bons em momentos de dificuldade.

Eles podem estar tão ferrados quanto você, mas têm a incrível capacidade de fazer por você algo que não podem fazer por eles mesmos.

E veja bem, se o piano é o seu bom amigo, você também deve ser um bom amigo pra ele.

Existem várias coisas que ele não pode fazer por ele mesmo.

Ele foi construído pra vibrar música…

Mas só pode fazê-lo se alguém o manipular.

Mesmo os pianos eletrônicos que fazem uma porção de coisas sozinhos, inclusive tocar música, estão apenas cumprindo uma função secundária de auxiliar ou, pior, estão funcionando como rádio.

E nada corrói mais a boa amizade do que insistir em não cumprir o combinado.

Você começa dando bolo nos encontros…

Ok, sem problema, um bom amigo aguenta isso.

Depois você sempre está indo atrás dele quando precisa de um conselho, mas nunca está disponível quando ele precisa.

Ok, um bom amigo aguenta isso.

Então você começa a se interessar por outros assuntos.

Assuntos que não fazem parte do universo do bom amigo.

E aí o grande contrato não escrito da amizade é verdadeiramente rompido:

Você não é mais você, tornou-se outro.

E isso uma amizade não pode suportar.

Nem o piano amigo pode suportar isso.

Pra essa amizade ser frutífera, você deve manter os compromissos de estudo, deve ter o objetivo de entender as particularidades do próprio instrumento pra assim manipulá-lo o melhor possível e, ainda mais importante, manter acesa a chama que o levou ao aprendizado de música.

Assim, com o trabalho conjunto, você e o piano podem passar por momentos que ninguém mais entenderia.

Como acontece com um bom amigo.

(Nota: Totalmente iniciante no piano ou teclado? Então conheça o Minicurso de Piano Para Iniciantes. Cadastre-se aqui.)

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