As mãos de esqueleto do laboratório de ciências

Isso aconteceu há muitos invernos, quando eu tinha 12 anos (ainda um pequeno marechalzinho sem patente):

Nas aulas de ciências, eu e meus colegas, aproveitando a ausência do professor, circulávamos com aquele esqueleto de laboratório escolar, imitando a voz do Esqueleto do He-man.

Um imitava a voz e os outros balançavam o braço do esqueleto.

E como tinha as mãos moles, o braço levantava e a mão caía.

Essa mãozinha caída de esqueleto, é recorrente em muitos estudantes de piano.

Principalmente aqueles que não são meus alunos 😛

O efeito a longo prazo são as dores nos punhos…

E o efeito imediato é não ter controle pra atacar as teclas corretas, principalmente as teclas pretas, e não conseguir desenvolver a noção espacial para os saltos.

É pra favorecer a precisão de teclas e de salto que se toca com as mãos alinhadas ao antebraço.

Além de evitar dores musculares.

(E de favorecer o controle de som, como mostrei no vídeo de vício do punho)

E não existe maneira dos cabeças-de-pudim inveterados resolver esse problema.

Primeiro porque exige o diagnóstico.

Segundo porque é necessário reservar um tempo na rotina de estudos para, com consciência plena, se dedicar a contornar esse problema, tocando algum exercício ou música com os punhos baixos.

Duvido muito que um cabeça-de-pudim do tipo esqueleto de laboratório tenha alguma “rotina de estudo”.

Esses nem entendem o que isso significa.

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