Empilham-se mensagens de pessoas reclamando da mão esquerda.
Reclamam que não conseguem a utilizar.
Ok, isso é normal entre os iniciantes.
Espantoso é que existam “intermediários” que reclamam disso.
Sim, “intermediários” entre aspas.
Pois é necessário admitir a verdade:
O que quer dizer um intermediário que não consegue usar a mão esquerda e não sabe como escolher um dedilhado na mão direita? Quer dizer apenas que está 2, 3, 4, 5, 10 anos estudando, mas ainda não se desenvolveu?
Lamento.
Isso não é um estudante intermediário.
Ele pode ter compreendido bastante de teoria, pode ter adquirido alguma capacidade de pensar sobre música, acontece que se o objetivo é tocar mesmo, então esse aluno não alcançou o nível próprio do estudante intermediário, que é alargar sua experiência musical, já que acumulou habilidades o suficiente pra isso e saiu do modo “não estou entendendo nada” do nível iniciante.
A solução é simples:
Procure dar a mão esquerda o mesmo trabalho dado a mão direita.
(Alguém aí pensou que existia um truque mágico?)
Engana-se quem pensa que isso acontece apenas com os autodidatas.
Muitas escolas de música assumiram que não vão ensinar o aluno a utilizar mais do que uma ou duas notas na mão esquerda.
Sabe como é:
Não querem “desanimar o aluno”, dando a impressão de que é preciso estudar.
Qualquer chance de aluno desanimado, é uma porta aberta pra perder mensalidades.
E assim utilizar a mão esquerda com alguma liberdade se tornou uma arte perdida.
Espalhou-se a impressão de que é preciso levar um raio de Zeus pra ter uma boa mão esquerda.
Mas não é nada disso.
Espero que muitos se tornem meus alunos e tenham a mesma felicidade da Gabriela Ferrari, que enviou esta mensagem a pouco mais de 1 mês:
“Estou muito feliz e não paro de tocar a musica, estou indo para a terceira aula. Nao sabia tocar com a mão esquerda, fiquei estudando dois anos em uma escola o curso de teclado e não havia desenvolvido essa técnica”
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