Ainda bem que não pensamos assim

Eu moro na Romênia.

E aqui acontece uma coisa que me surpreende sempre.

Se você quiser aprender a desenhar ou pintar depois de adulto, vai ter que sentar numa cadeirinha de criança. Se quiser aprender a dançar, vão achar que você precisa de acompanhamento psicológico. E se quiser aprender música…

Vão chamar o SAMU.

Na Romênia existe uma ideia muito enraizada, que parece óbvia pra quem vive aqui: arte é coisa ou de criança ou de profissional. Não tem meio termo.

E se você chegou na idade adulta sem ter começado, melhor deixar pra quem sabe.

O que eles não param pra pensar é que um adulto pode querer aprender um instrumento musical simplesmente para ser uma pessoa maior. Adulta de fato, entende? Para perceber mais, ter o olhar mais afinado, desfrutar de beleza de forma participativa — não só como espectador, mas como alguém que entende o que está acontecendo:

Para aprender a enxergar o invisível.

Para entrar em contato com a própria criatividade, ser fonte de alegria para si mesmo e para os outros.

Ou simplesmente desaparecer por alguns minutos numa performance, de forma que o mundo lá fora não exista mais, que a conexão com tudo que é infinito te absorva, que o tempo pare.

Nada disso parece justificativa suficiente por aqui.

Afinal, “onde está o retorno material?”

É uma pena. 

O romeno é um povo generoso e acolhedor. Mas essa mentalidade os priva de algo que não tem preço.

Ainda bem que no Brasil não é assim, não é mesmo?

Ou será que estou enganado?

Se você quer fazer diferente e começar a enriquecer a sua vida com beleza, eu posso te ajudar.

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