A verdadeira liberdade musical

Desculpe ser um pouco 1984, mas a verdade precisa ser dita:

Liberdade é limitação.

Duvida?

Acha isso retrógrado ou antiquado ou até perigoso?

Bem, a culpa não é minha se isso parece uma coisa que não é.

Acompanhe rapidamente:

Você acha que quando alguém (por exemplo, um gato, uma criança, ou nós mesmos quando estamos meio birutas) bate qualquer tecla no piano, esse alguém, você acha, está fazendo música? Se você acha que sim, que qualquer som, de qualquer jeito, desde o gato imaginário, até uma britadeira na obra, ou as buzinas da Avenida Paulista congestionada são mesmo música…

Bem…

Então liberdade é fazer qualquer coisa…

E música é qualquer coisa…

(que é o mesmo que dizer que nada é música)

Mas, digo isso confiante de que você concorda, não é assim que funciona.

É preciso ter algum limite entre o musical e o não musical…

E por isso a verdadeira liberdade musical precisa de algum limite.

O medo do retrógrado é o medinho tosco de achar que a ‘limitação’ que estou falando aqui é uma limitação de estilo, ou de ‘regras de composição’, quando não é nada disso.

Agora, deixa eu fugir um pouco dessa discussão filosófica.

Vou trazer pra nosso terreno aqui de meter a mão na massa.

Afinal, a gente quer tocar algumas músicas e sente uma distância danada de qualquer ideia de ‘liberdade musical’.

Acontece que o princípio é o mesmo:

Pra adquirir, na prática, nos dedos, alguma liberdade músical, a gente precisa de limites.

É DENTRO de uma porção de limites que a gente torna maior esses próprios limites.

Pra dar um exemplo:

Você não começa com Rachmaninoff, cheio de saltos e distância e velocidade e tal, tal, tal…

Você começa com a limitação das notas próximas…

E vai aumentando esse limite.

Veja bem:

Isso não é assim só para seus dedos.

Aprender composição musical também é assim…

Improvisação também é assim…

E não consigo pensar em mais nada que a gente queira aprender que não seja assim.

Liberdade musical não é chamar qualquer coisa de música.

É ter absorvido padrões (técnicos e teóricos) ao ponto de usá-los, combiná-los, e extrapolá-los.

Essa sim é a verdadeira liberdade musical.

Muita gente acha que está ‘travada’ no piano…

Na verdade, está sem moldura.

E sem moldura não existe quadro, existe tinta espalhada.

Se você quer construir essa moldura prática, a que faz a música começar a se sustentar sozinha nas mãos, o ‘Do Zero à Pour Elise’ é o caminho.

Ali estão os limites claros, progressão estruturada para adulto, e resultado compreensível.

Conheça os detalhes aqui:

https://www.metodorealdepiano.com.br/piano-para-adultos/