O que você quis dizer com “perdido no piano”?
Calma, não quero dizer que você especificamente se acha “perdido no que fazer pra aprender piano”….
Mas muita gente me pede ajuda porque está, segundo as próprias palavras, “perdido”.
Eu não deveria mais me surpreender…
Mas é incrível como a gente não diz exatamente o que a gente quer dizer.
Por quê?
Porque a imensa maioria, digamos 81,3%, quando solta um “estou perdido”, simplesmente quer dizer “eu gostaria que fosse instantâneo aprender a tocar piano”.
Vamos começar pelos super-iniciantes…
Vamos imaginar alguém que hoje mesmo decidiu aprender a tocar piano.
Por quais motivos ele estaria perdido?
Ele pode se apegar aos “3 heróis dos super-iniciantes”…
(inventei esse nome agora)
Que são:
* Geografia
* Aquecimento
* Música
Isso é muito longe de estar perdido.
E muita muita muita coisa vai ser aprendida com esses 3 heróis.
Agora vamos para os nem tão iniciantes.
(e talvez até intermediários).
Por que estariam perdidos?
Talvez porque não saibam ligar uma música na outra de maneira que levem a um objetivo?
Sim, sim…
Isso bem parece significar “perdido”.
Pense bem, você quer chegar no centro da cidade, mas não sabe o caminho…
É de fato o típico “perdido”.
Então talvez eu tenha me enganado, o que eu disse que era a imensa maioria, não é tão imensa assim…
Existem esses que querem chegar em algum lugar mas não sabem como.
Bem, isso me faz lembrar de outro caso de “perdido”.
Os que sequer sabem aonde querem chegar.
Pense bem novamente:
Se você não sabe pra onde quer ir, será que está “perdido”?
Acho que não é bem esse o nome.
Mas o nome não é importante…
O que é importante é que chegamos em três tipos de “perdido no piano”:
* O que quer aprender instantaneamente mas não admite.
* O que tem algum objetivo mas não sabe chegar lá.
* O que não tem objetivo algum portanto não chega em lugar nenhum.
E agora definitivamente acho que esse último tipo constitui a esmagadora maioria.
Se você se sente perdido e conseguir se classificar entre esses três tipos…
Bem… já vai estar vai fazendo algum progresso.
Pra entender como estabelecer um objetivo específico, e o que fazer pra chegar no objetivo, veja este vídeo aqui:
NOVO VÍDEO: A Polêmica da Cunha Musical na Partitura
Sabe a “cunha musical”….
Aquele sinal de “abrindo” e “fechando” que aparece o tempo todo em partituras?
Então…
Pode ser que esse sinal não signifique aquilo que sempre pensamos que significa.
Veja a polêmica aqui:
NOVO VÍDEO: Robôs tocando piano
Será que os robôs já estão prontos pra substituir os pianistas?
Veja a resposta neste meu novo vídeo no Youtube:
7 razões pra você ARTICULAR os dedos
Perguntinha que chegou:
“PRofessor, vi em um video vc falando de levanatar bem os dedos mas o certo nào é tornar o movimento mais curto do que mais longo?”
Sim…
Esse é o maravilhoso princípio da “economia de gesto”.
É verdade…
Não existe boa técnica sem isso.
Hoje aqui não vou perder tempo fazendo a transição dessa explicação até chegar no assunto que eu quero chegar. Já vou direto pro assunto, e fica a cargo de cada um completar o cenário…
Aqui estão boas razões pra articular bem (levantar bastante) os dedos no nosso modo de estudo:
* treina a amplitude de movimento que, embora seja menor numa situação real, torna então o movimento real muito mais fácil.
* aquecimento.
* desenvolve a independência do dedo.
* algumas situações reais exigem maior articulação.
* fortalecimento.
* liberdade de articulação permite mais velocidade individual do dedo.
* movimento individual mais livre, torna o ataque mais preciso.
O que essa listinha de razões tem de bom…
Ou o que ela tem a ver com a economia de gesto…
Bem, deixe a sua própria inteligência trabalhar pra entender isso.
Pra compreender meu método especial para adultos aprenderem piano pela internet, veja este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
Conselho (bastante) exagerado para aqueles que tem peito
Outro dia, em algum vídeo do Youtube que comentava uma música, digamos, “avançada”…
Fiz a coisa mais temerária de todas:
Fui ler os comentários.
E aconteceu ali um pequeno debate que me apertou o peito.
Alguém comentava que estava preparando outra música também “avançada”, mas que estava preso no meio da música, não por causa de dificuldades com arpejos, ou saltos, ou trinados, ou qualquer dificuldade técnica, mas porque não sabia mais como conduzir a ‘dinâmica’ da música, e sentia que todas as suas tentativas deixavam a música com menos vida do que deveria.
(ele não usou a palavra ‘vida’, mas a ideia era essa)
Uns papagaios apenas dirão “siga a partitura”…
(embora não seja um conselho ruim)
Mas meu peito apertou justamente por entender a sensação.
E que, “seguir a partitura”, não é bem a solução.
Entre os poucos que responderam o comentário-desabafo, talvez a melhor sugestão tenha sido buscar alguma inspiração em outros pianistas.
(essa é a benção do youtube)
Ainda assim eu senti que isso não resolveria.
O que eu acho que resolveria?
Bem, eu não afirmo que REALMENTE resolveria…
Mas meu conselho, se eu conhecesse melhor a pessoa, seria bem exagerado:
“Abandona tudo”.
O quê?1?!
Largar o piano e ir pro Netflix?
Não, não…
Abandona o que foi feito com essa peça…
E comece tudo de novo.
Volta pro corpo dela.
Pega a partitura e vai conferir nota e ritmo outra vez.
Deixa um pouco que essas coisas básicas ditem o trabalho.
“– Mas, não acredito, jogar dias de dedicação fora?”
Bem, neste momento eu não saberia explicar senão dizendo que voltar pra esse básico, faria as ideias se renovarem…
Ou circularem…
Mais ou menos como abrir as portas e janelas de uma sala que ficou muito tempo fechada.
Já tive que fazer isso algumas vezes…
E não me arrependi.
Sim, ficou um pouco aquela sensação de tempo perdido…
Mas às vezes só nos resta mesmo engolir seco, respirar fundo, e tentar outra vez.
Se você quer entender como um adulto pode trabalhar o ‘corpo e a alma’ da música, então veja este vídeo aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: boia de salva vida para partitura
Todo iniciante nas partituras deveria usar e abusar da salvação relevada neste vídeo que acabei de publicar no Youtube:
10 símbolos da partitura que resolvem 80% do que você precisa no piano
Um dos pilares da leitura de partitura é conhecer seus símbolos.
Conhecer todos?
Não…
Com esses daqui você tem tudo que precisa:
Aqui um segredo pianístico milenar tibetano
Algumas perguntas feitas nos meus vídeos, respondidas aqui:
1) Você afina seu piano, ou delega a um afinador?
Eu afino se for só uma notinha isolado.
Mas quando bate o desespero, chamo o afinador.
Fiz isso no final do ano passado.
2) Quandto tempo praticar cada exercício do Hanon?
Até acertar mais do que errar.
Acertar as notas?
Não só isso:
Acertar na continuidade da execução.
3) Por onde um estudante intermediário pode começar em Schubert?
Ständchen, transcrita por August Horn.
Você a encontra no IMSLP.
4) Tem muito tempo que você não publica nenhum video.
O quê?
Inscreva-se no canal e ative o sininho.
É vídeo novo toda semana.
5) Posso perguntar-lhe se não acha que o pianista que toca ao minuto 17:15 (Glen Gould ?) está com o banco muito baixo ? O àngulo que os antebraços dele fazem com a horizontal é, no mínimo, estranho para mim.
Sim, ele usa um banco bem baixo.
Não dá pra entender como consegue tocar tão bem sentado assim.
Esses tipos geniais tiram a gente do sério.
6) porque alguns pianos tem um risco abaixo das teclas pretas, rente as teclas brancas, como se fosse uma linha de corte, de estilete?
Ah, isso é um segredo milenar tibetano…
Chama-se:
“Emenda do revestimento”.
7) Por que teria que tocar com esses dedos específicos? Se tocar usando outros dedos, está errado? Pois sempre achei que isso era subjetivo.
Siga as regras.
Depois você esquece as regras.
8) dá para um adulto tocar piano?
Se você tiver 20 minutos pra entender, aqui está o plano de como um adulto derrota seu pior inimigo e realmente entre pro caminho de tocar piano:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/
NOVO VÍDEO: multa para músicos…
No vídeo de hoje temos:
Multa para músicos que tocam em casa…
O melhor álbum de 2025…
Como a música minimalista salvou a música clássica (será?)…
E mais ainda…
Assista ao vídeo aqui:
A verdadeira liberdade musical
Desculpe ser um pouco 1984, mas a verdade precisa ser dita:
Liberdade é limitação.
Duvida?
Acha isso retrógrado ou antiquado ou até perigoso?
Bem, a culpa não é minha se isso parece uma coisa que não é.
Acompanhe rapidamente:
Você acha que quando alguém (por exemplo, um gato, uma criança, ou nós mesmos quando estamos meio birutas) bate qualquer tecla no piano, esse alguém, você acha, está fazendo música? Se você acha que sim, que qualquer som, de qualquer jeito, desde o gato imaginário, até uma britadeira na obra, ou as buzinas da Avenida Paulista congestionada são mesmo música…
Bem…
Então liberdade é fazer qualquer coisa…
E música é qualquer coisa…
(que é o mesmo que dizer que nada é música)
Mas, digo isso confiante de que você concorda, não é assim que funciona.
É preciso ter algum limite entre o musical e o não musical…
E por isso a verdadeira liberdade musical precisa de algum limite.
O medo do retrógrado é o medinho tosco de achar que a ‘limitação’ que estou falando aqui é uma limitação de estilo, ou de ‘regras de composição’, quando não é nada disso.
Agora, deixa eu fugir um pouco dessa discussão filosófica.
Vou trazer pra nosso terreno aqui de meter a mão na massa.
Afinal, a gente quer tocar algumas músicas e sente uma distância danada de qualquer ideia de ‘liberdade musical’.
Acontece que o princípio é o mesmo:
Pra adquirir, na prática, nos dedos, alguma liberdade músical, a gente precisa de limites.
É DENTRO de uma porção de limites que a gente torna maior esses próprios limites.
Pra dar um exemplo:
Você não começa com Rachmaninoff, cheio de saltos e distância e velocidade e tal, tal, tal…
Você começa com a limitação das notas próximas…
E vai aumentando esse limite.
Veja bem:
Isso não é assim só para seus dedos.
Aprender composição musical também é assim…
Improvisação também é assim…
E não consigo pensar em mais nada que a gente queira aprender que não seja assim.
Liberdade musical não é chamar qualquer coisa de música.
É ter absorvido padrões (técnicos e teóricos) ao ponto de usá-los, combiná-los, e extrapolá-los.
Essa sim é a verdadeira liberdade musical.
Muita gente acha que está ‘travada’ no piano…
Na verdade, está sem moldura.
E sem moldura não existe quadro, existe tinta espalhada.
Se você quer construir essa moldura prática, a que faz a música começar a se sustentar sozinha nas mãos, o ‘Do Zero à Pour Elise’ é o caminho.
Ali estão os limites claros, progressão estruturada para adulto, e resultado compreensível.
Conheça os detalhes aqui:
https://www.metodorealdepiano.com.br/zpe/





