O piano ama as tartarugas

Existe uma coisa que todo mundo sabe que precisa fazer ao piano e quase ninguém suporta fazer de verdade.

Estudar devagar.

O conselho todo mundo conhece. O problema é que o tempo lento exige uma paciência que a maioria das pessoas simplesmente não tem. 

Ficar ali, nota por nota, num andamento que parece de tartaruga, sem a sensação de que a música está “saindo”, sem aquela satisfação imediata de ouvir a peça acontecer, é mentalmente exaustivo (algumas pessoas até caem no sono ao piano).

O ego também entra em jogo, claro. 

O andamento lento parece uma confissão de que você não consegue. 

Então você acelera antes da hora, erra, volta um pouco, insiste, “saiu mais ou menos”, e sai correndo para o próximo trecho, bola pra frente. 

Uma vez, chegando para uma visita ao Sergei Rachmaninoff, um pianista chamado Abram Chasins ficou parado do lado de fora da porta, escutando. 

Havia alguém praticando o “Estudo em terças” de Chopin, uma das peças mais difíceis do repertório, num andamento tão lento que demorou um bom tempo para reconhecer a peça. 

Uma nota a cada vários segundos! 

Chasins ficou ali parado, esperando por quase uma hora. Quando a porta finalmente se abriu, não havia nenhum aluno. Era o próprio Rachmaninoff.

Vinte segundos por compasso! 

Quase uma hora nesse pique.

O maior pianista de todos os tempos praticando como se estivesse aprendendo a ler.

Quando você estuda devagar, consegue perceber tudo o que está acontecendo: onde o dedo escorrega, onde a mão tensiona sem necessidade, onde o ritmo varia sem que você note. 

Você enxerga o problema com precisão, em vez de passar por cima dele toda vez. 

Aí sim consegue corrigir, em vez de praticar o erro e consolidá-lo.

O paradoxo é que quem tem paciência para praticar devagar aprende a peça mais rápido.

A aluna de Rachmaninoff, Ruth Slenczynska,que faleceu mês passado aos 101 anos, avançava o metrônomo de grau por grau. E mesmo depois de dominar a peça, voltava ao andamento lento regularmente, porque sempre encontrava algo novo para consertar.

O piano ama as tartarugas e geralmente esnoba as lebres.

Se quiser começar assim, desde o início, veja o que preparei para você:

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Uma massagem balinesa

Ontem fui fazer uma massagem aqui em Bucareste.

Fazia muito tempo que não ia a um massagista profissional e estava precisando de um momento como esse.

Cheguei no local, uma casa de massagem balinesa. Decoração típica e muito bonita, música oriental bem suave, um perfume bem leve e refrescante no ar. Fui entrando no clima.

Quando deitei para fazer a massagem, foi tocado um sininho cuja vibração já nos coloca em um estado diferente.

A moça que me massageou parecia ter a força do Arnold Schwarzenegger em seus dias de glória.

Mas foi realmente muito relaxante, revigorante. Maravilha! Era isso que eu precisava!

Saí da mesa de massagem realmente flutuando.

Me vesti e fui descer as escadas até a recepção para pagar pela sessão excelente de massagem que acabei de ter. Estava tão tranquilo, descendo aquelas escadas, com a cabeça nas nuvens.

Não olhei para o chão e acabei pisando em algo um pouco escorregadio… Pronto!

Perdi o pé de apoio e desci a escada de bunda uns três ou quatro degraus.

Cheguei até a recepção todo dolorido do tombo que tomei no segundo anterior depois de uma hora e meia de massagem balinesa.

Tá doendo até agora.

Mas por que eu estou contando essa história patética?

Preparando peças ao piano, a gente quase sempre começa pelo começo. Faz sentido, né? Mas o começo acaba sendo o mais lapidado, o meio vai ficando para trás, e o final a gente deixa sempre para depois.

À medida que avançamos, o ouvinte pode facilmente perceber que o meio já não está tão bom quanto o começo. Quando chega no final a gente consegue confirmar ao ouvinte que a gente de fato não sabe a peça e que está longe de estar pronta.

Errar no final é o pior que você pode fazer. Errar no início te permite seguir e recuperar a linha da peça nos compassos seguintes.

Mas errar no final… errar no último acorde, por exemplo… Não deixe isso acontecer, pelo amor de Deus.

Não termine a sua peça de nádegas ao solo e perdendo todo o trabalho que foi feito antes, por favor!

Para aprender como organizar seu estudo e evitar esse drama já desde a primeira aula:

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Praticar mais não resolve

Tem uma cena que se repete na vida de todo aluno de piano.

Ele senta sozinho para estudar. Tem um trecho que não está saindo. Então faz o que parece óbvio:

Repete. 

Cinco vezes. 

Dez vezes.

Vinte vezes. 

Às vezes sai, às vezes não. Mas ele continua, porque a lógica parece sólida, repetir até acertar.

Na semana seguinte, o mesmo trecho trava no mesmo lugar.

A sensação é conhecida: 

“Estudei a semana inteira. Não adianta nada. Conclusão óbvia:

Não tenho talento!”

Mas o problema não é o talento, filho. 

É o que você está chamando de estudar!

Tocar o trecho várias vezes esperando um milagre, isso não é estudo. 

O erro fica registrado junto com tudo o mais, e na próxima vez o seu corpo repete exatamente o que aprendeu, a versão errada.

O verdadeiro estudo começa com investigação.

Você deve se perguntar: Onde, exatamente, está o problema? É a mão esquerda? Toca só ela e vê. É a direita? Faz o mesmo. É só quando junta? Então o problema está na coordenação, não nas notas.

Quando você encontra o ponto exato onde a dá o chabu, aí começa o trabalho de fato:

Tocar aquele trecho mais devagar do que uma corrida de bicho preguiça, lento o suficiente para não errar nenhuma nota, nenhum ritmo. Repetir assim duzentas vezes. 

Não até acertar. 

Duzentas vezes certo.

Repetir errado é praticar o erro. Repetir certo, lentamente, é criar um hábito novo, e é o único jeito de o seu corpo aprender de fato.

O problema é que isso exige saber investigar. Saber isolar. Saber o que procurar antes de sentar ao piano. 

E isso raramente alguém ensina.

Se você quer aprender a estudar assim, do primeiro dia:

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Quando os dedos travam

Quando eu era criança, estudei um tempo com um jovem pianista, amigo da minha família.

Era uma pessoa de sensibilidade enorme, grande cultura. Foi ele quem me apresentou o mundo da música clássica de forma encantadora. Pianista mediano, não era brilhante. 

Mas o que acontecia com ele em público era terrível.

Quando surgia a ocasião de tocar para outras pessoas, ele travava completamente.

Não saía nada.

Começava a tremer, a transpirar, e os dedos simplesmente não respondiam. 

Ele se tornou para mim o retrato completo de alguém que tem dificuldade para tocar em público.

O problema é que, quanto mais nervoso ele ficava, menos queria tocar para os outros. E quanto menos tocava para os outros, menos sentia urgência em aprender as peças com profundidade. 

Um ciclo que levava a tocar cada vez menos repertório, tocar cada vez pior, e ficar cada vez mais nervoso nas situações cada vez mais raras em que tinha que apresentar algo.

A saída desse ciclo é justamente quebrá-lo.

Depois de já ter aprendido as peças escolhidas, você se prepara com atenção dobrada durante pelo menos um mês: 

Estuda diariamente, memoriza as peças não só com as duas mãos juntas mas também com as mãos separadas, e entende minimamente por quais acordes a música está passando. 

Depois disso, você se coloca à prova com esse mesmo repertório de forma seguida — de preferência semanalmente, ou pelo menos sem esperar meses entre uma ocasião e outra.

A situação de estar tocando para as pessoas não pode ser sentida como um evento isolado na sua vida. 

Quanto mais rotineira for, melhor.

Tocar em público é um misto de preparo sólido e hábito com o contexto.

Quando os dois estão presentes, os dedos respondem.

Quer construir esse preparo desde o início?

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O dia em que eu não tocava piano

Há vários anos comecei a perceber uma coisa muito curiosa:

Nos dias em que eu não estudo piano, estou mais burro.

Eu não estou exagerando, não. 

Minha cabeça não funciona igual. Parece que não está tudo aceso lá dentro.

É engraçado como o piano virou para mim uma necessidade não apenas psicológica, mas fisiológica. Como respirar, comer, dormir, ir ao banheiro e sei lá mais o quê.

Quando eu não toco, o meu dia é uma bagunça. Como se eu não tivesse tirado o lixo de casa, como se não tivesse escovado os dentes pela manhã.

O piano tem a capacidade de pôr em ordem absolutamente todas as outras coisas da minha vida. Se naquele dia eu estudei com boa concentração, pode estar caindo o mundo lá fora — eu sinto que estou no eixo.

Já me aconteceu de estar com um problema difícil, tocar piano por algumas horas — especialmente Bach — e aquele problema parecer menor. A solução geralmente aparece de forma bastante evidente.

Eu realmente acredito que o piano ativa alguma coisa dentro da cabeça da gente. Aperta uns parafusos.

Outra coisa que aprendi: 

Pensava antes que, como o piano é o meu trabalho, domingo não é dia de tocar piano. 

Tá errado trabalhar no domingo, afinal de contas. 

Isso é verdade. 

Mas o piano não precisa ser meu trabalho no domingo.

No domingo posso ir ao piano para sonhar. Tocar e ler coisas que não têm uma função prática, coisas que eu sinto que vão me alegrar, experimentar, curiosidades. É um contato com o piano que vai me engrandecer a alma.

Esse é um bom domingo ao piano.

Você já percebeu a diferença entre os dias que toca e os que não toca?

Passe a reparar, porque isso é um efeito típico do estudo do piano. 

Ele nos faz maiores e mais inteligentes de fato.

Quer começar a sentir esse efeito na sua vida?

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A pergunta que destrói tudo

Você está tocando bem.

A peça está saindo. Os dedos sabem o caminho. Você não está pensando em cada nota, está apenas tocando.

E então, do nada, uma voz aparece na sua cabeça:

“Qual é a próxima nota?”

E aí tudo vai por água abaixo.

O paradoxo é cruel: foi exatamente a pergunta que derrubou você. 

Não a dificuldade da passagem. 

Não a falta de preparo. 

Foi a pergunta mesmo.

Isso acontece porque tocar piano com fluência é, na prática, tocar de memória, mesmo que haja uma partitura na sua frente. 

Quando a música está realmente aprendida, boa parte dela passa a acontecer de forma subconsciente. Você não está lendo nota por nota nem pensando em cada movimento em tempo real. 

O subconsciente assumiu. É ele quem toca.

E esse sistema funciona enquanto você não interfere nele.

O problema é quando a consciência resolve aparecer no meio da performance e perguntar “espera, o que vem agora?” 

Nesse momento, ela não está ajudando. 

Está atrapalhando tudo. 

Está pedindo ao piloto automático que pare o avião para explicar como funciona o motor.

A solução não é tentar pensar menos.

Tentar pensar menos é ainda pensar, e é pior.

A saída é dar à consciência outra coisa para fazer.

Pense na dinâmica. 

Pense no ritmo. 

Procure cantar a melodia internamente. 

Quando a atenção consciente está ocupada com esses aspectos da música, ela para de interferir. E os dedos seguem sozinhos, como estavam fazendo antes da pergunta aparecer.

Prestar atenção nas notas paralisa.

Prestar atenção na música liberta.

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A força da personalidade humana

A força da personalidade humana é mesmo imensurável.

Acreditar que você é capaz de algo e perseguir isso.

Claro que isso não significa que só com pensamento positivo e força de vontade alguém vira o Horowitz.

Não estou dizendo que tudo é possível, não. Isso não é verdade. 

Mas confiança e ousadia são fundamentos para conseguir coisas grandes. É uma força interna que te diz que, se outras pessoas fizeram, você fará também.

Tive um professor (já contei essa história em vídeo) que simplesmente não acreditava que eu fosse capaz de tocar uma determinada peça. 

Ele achava que aquilo não era para mim. 

Mas algo dentro de mim se revoltou com aquela redução das minhas possibilidades e eu acabei entrando em um atrito sério com esse homem. Eu disse a ele que seria capaz de tocar, sim senhor, e que só precisava de orientação — coisa que ele estava me negando. 

Acabou sendo uma das peças que mais toquei na vida.

Conto isso para te mostrar que é preciso uma dose dessa coragem, dessa audácia, e de insistência.

Lógico que o discernimento entre insistir em uma ilusão e insistir em algo que vai valer a pena não é simples. 

É preciso tempo para depurar o quanto você realmente quer aquilo e também o aconselhamento de uma pessoa mais experiente no assunto, alguém que você admira como ser humano e que nitidamente quer o seu bem.

Apesar disso, muitas vezes a insistência vem sem certeza lógica, sem garantia externa. 

Ela vem de uma urgência interior, de um aquecimento do coração ao pensar no assunto e de uma inclinação para estar sempre em contato com ele sem nem mesmo se dar conta.

Geralmente, quando esse é o quadro, a gente consegue praticamente qualquer coisa.

Você sente a urgência interna de aprender a tocar piano finalmente? Então clique aqui:

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Estudar ou tocar?

Ele praticou uma hora inteira. No dia seguinte não sabia mais nada.

Tem um tipo de prática que parece estudo mas não é.

Você senta ao piano e toca a peça do começo ao fim. Erra alguma coisa no meio, volta um pouquinho, insiste, aí saiu. Pronto! 

Continua. 

Passa quarenta minutos fazendo isso e acredita ter dado uma bela estudada.

No dia seguinte, você faz a mesma coisa e o trecho que estava saindo errado no dia anterior continua saindo com erro, igualzinho.

Isso acontece porque repetir a peça inteira não é estudar. 

Já dizia o velho adágio: 

“Quem toca na hora de estudar, estuda na hora de tocar.”

A sua repetição da peça toda serviu pra fixar o que você fazia, inclusive o erro, não pra corrigir o que ainda não sabe.

O verdadeiro estudo exige que você isole o problema.

Tem que estudar o ponto exato onde a coisa quebra. Você o repete devagar, sem nota errada e sem ritmo errado, várias vezes com as mãos separadas e depois com elas juntas. 

Não acelere ainda! 

Depois você o conecta ao que vem antes e ao que vem depois. 

Não acelere ainda!

É um trabalho menor, mais lento, mais chato de observar do lado de fora. Mas é o único que funciona.

Ao fazer isso lentamente, vai ter uma hora em que você sente que não está mais precisando pensar a cada passo, que as coisas estão meio que saindo sozinhas. 

Aí, sim, você pode acelerar um pouco.

O problema é que passear pela peça é tão gostoso, né? Dá uma sensação de que você fez algo. 

Fez, mas não fez.

Aprender a se controlar e fazer o que é preciso quando vai para o piano vai te recompensar tanto, que depois você não vai mais se permitir empurrar as coisas com a barriga. 

Vai te dar aflição. 

É nesse ponto que você tem que chegar! 

Essa aflição significa que você subiu o degrau mais importante: 

O que divide os músicos, mesmo os amadores, dos enroladores.

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5 coisas que todo grande pianista faz

Todo pianista sério tem alguns hábitos que nunca abre mão antes de começar.

Não são coisas sofisticadas. São simples, tão simples que um iniciante tende a ignorar por achar que não fazem diferença.

Fazem.

A primeira delas é, na verdade, uma coisa que ele não faz:

Ele não toca para os outros se não está preparado. Se não chegou perto do piano nos últimos dias, se não estudou aquelas peças com seriedade, não vai sair apostando que tudo vai dar certo. Geralmente não dá.

A segunda é prestar atenção na altura e na distância do banco em relação ao teclado.

Para um iniciante, isso parece detalhe sem importância. Mas existe uma sensação estranha que pode aparecer enquanto se toca, a impressão de que está mais difícil do que devia, que algo está desconfortável e você não consegue nomear o quê. Muitas vezes é a posição em que estamos em relação ao piano. Existe uma referência padrão, mas no fundo é algo bastante pessoal, e é preciso encontrá-la e mantê-la.

A terceira é experimentar o piano.

Pelo menos algumas notas, alguns acordes, só para sentir o peso das teclas, a velocidade com que voltam, o tipo de som que o instrumento tem em diferentes regiões. É um exame de “terreno”.

A quarta é imaginar a música antes de executá-la.

Não se começa sem ouvir internamente o início da música que se está para tocar. Você imagina o som, e depois reproduz o que imaginou. Sem isso, a música não parece estar carregada de sentido e de direção, não parece uma história sendo contada. Parece apenas um “blá-blá-blá” em forma de notas.

A quinta é não pedir desculpas por algo que não saiu bem.

Se não saiu bom, o pianista sente, talvez se entristeça um pouco. Mas não vai ficar se desculpando pelos erros diante de todo mundo. Isso só desvaloriza o que foi feito e chama atenção para coisas que muita gente talvez nem tivesse notado. Ele estava oferecendo algo, procurando fazer o melhor possível, e é um ser humano. Não se pede desculpas por isso.

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O que tem na sua cabeça?

Antes de tocar qualquer coisa, é preciso ouvir a música na sua cabeça.

Quem nunca imaginou o som que quer produzir antes de colocar os dedos no teclado está essencialmente chutando. Pode até acertar, mas não sabe por quê acertou, e não consegue repetir.

A imaginação que estou falando não é vaga. É uma imagem sonora concreta, rica, construída ao longo do tempo a partir de tudo que você já ouviu e viveu.

Pianistas que você ouviu e viu tocar, os gestos específicos que cada um faz, a forma como um move os dedos diferente do outro, a maneira como um fraseia diferente do outro, cantores, orquestras, o som encorpado de um violoncelo, o timbre penetrante de um oboé.

Mas não para por aí.

A imaginação musical se alimenta de livros que você leu, de histórias que ficaram com você, de pessoas que você admirou de longe ou de perto. De momentos em que parou para olhar para a natureza, para o movimento de uma cidade, para quadros bonitos que te chamaram a atenção, para fotografias marcantes. De filmes que ficaram ecoando depois que acabaram.

Pode parecer que estou pedindo que você seja um gênio cultíssimo, um profissional contemplativo, alguém com uma personalidade diferente da sua.

Mas estou pedindo apenas que você viva à altura do que é.

Tudo que listei faz parte do que um ser humano naturalmente pode fazer e, no fundo, deve fazer. São os dons que os outros seres vivos não têm. São parte do que define uma pessoa.

O piano não pede que você seja mais do que isso. Ele pede que você seja isso por inteiro, com atenção, em vez de se ocupar apenas com as obrigações e picuinhas do cotidiano.

Parece que é só música.

Mas é uma janela para a vida.

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