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Meu nome é Felipe Scagliusi, sou fundador do Aprendendo Piano, e se você está visitando um site com esse nome, é porque pretende tocar piano ou teclado, certo?

Já que comecei fazendo uma pergunta, tomo a liberdade de fazer mais algumas:

  • Você tem assistido infinitos vídeos sobre como tocar piano no Youtube?
  • Já desistiu de entender algumas coisas e está apenas procurando alguém que te ensine a música que você pretende tocar?
  • Caso esteja fazendo aulas de piano há algum tempo, você sente que está travado e toda aquela evolução que você passou desde o começo, parece sem sentido?

Cada uma dessas 3 perguntas são respondidas por 3 tipos de interessados em aprender piano:

  1. Aquele que está pensando em começar a estudar;
  2. Aquele que parou de pensar e começou os estudos;
  3. Aquele que começou os estudos e está pensando em desistir.

De algum modo, esses 3 tipos de pessoas interessadas em aprender a tocar piano estão iludidas quanto a um fato primordial: tocar piano ou teclado NÃO é o mesmo que acertar as teclas corretas.

Ledo engano.

Acertar as teclas corretas é trabalho de um digitador e NÃO de um pianista.

— Felipe, você quer dizer que posso tocar as teclas que eu quiser e tudo bem?

Não, não é isso que quero dizer!

Comecemos do começo…

O número de escolas de música no Brasil deve chegar a dezenas de milhares…

E um dos problemas iniciais, que todas essas escolas sabem que precisam lidar, é a impaciência dos iniciantes, pois o objetivo final do estudante é sempre tocar tal ou qual música e não exatamente perder todo o tempo necessário de estudo para alcançar esse objetivo.

Existem vários modos de aplacar a ânsia dos iniciantes, e nisso acho que todas as escolas são igualmente competentes.

O que falta de verdade é a habilidade de conduzir o aluno em um estudo mais concreto, que realmente desenvolva as habilidades necessárias sem que o aluno fique muito no passivo, achando que o esforço é do professor (“— E ele que dê um jeito“).

Por isso muito alunos ficam paralizados no aprendizado depois de 1 ou 2 anos de estudo: chega-se em um ponto que o professor só dá mais do mesmo.

E como eu sei disso? Para isso preciso contar…

… Um pouco da minha história

Eu e meu irmão mais novo sempre escutamos muita música quando pequenos. A gente colocava o fone de ouvido e enquanto a música não estivesse dissecada, não tinha descanso para o rádio.

Um dia meu irmão teve a brilhante idéia de entrar para uma escola de música e aprender um instrumento. Nessa época eu tinha 9 anos. Fui aprender a tocar piano e meu irmão abraçou a guitarra.

Logo depois da primeira aula, decidi que ia me dedicar àquilo pelo resto da minha vida e todas as outras atividades — esportes, escola etc. — ficariam em segundo plano.

Como acontece com muitos por aí, passei por várias escolas e vários professores particulares. Montei uma banda com meu irmão, mas perto dos 18 anos decidi que ia me dedicar exclusivamente ao repertório de música clássica.

Entrei para a faculdade de regência orquestral, com o objetivo de absorver todos os aspectos da condução de uma orquestra.

Essa parte foi muito frustrante, pois a carreira de regência tem uma carga de influência política muito grande e tantas pessoas precisam ser agradadas antes de chegar no ponto de produzir alguma música, que é necessário desenvolver muitas habilidades extra musicais.

Terminando a faculdade na USP, viajei para Nova York onde recebi o mestrado na Manhattan School of Music, depois morei alguns anos em Paris e estudei com excelentes professores. Conheci o nosso grande pianista Nelson Freire e continuo recebendo aconselhamentos valiosos dele.

Capa do disco de Felipe Scagliusi

Capa do disco de 2010, gravado na Inglaterra

Em 2010 gravei um disco com obras de Schumann, que foi listado no top 20 da BBC Special Clasical Chart dos disco mais vendidos do mês na Inglaterra. Toquei no Carnegie Hall (NY); Helsinke Music Center, Salle Cortot (Paris); Belgrade City Hall; Teatro Solis (Montevideo); Teatro Avenida (Buenos Aires); Theatro Municipal de São Paulo.

E o que essa história tem a ver com o Aprendendo Piano?

Em 2012, voltei para o Brasil com o plano de manter a minha carreira de pianista, dedicado a recitais e concertos, continuando a me sustentar com aulas particulares.

Foi aí que notei um problema aqui no Brasil.

Mais da metade dos alunos que chegam interessados em aulas particulares, já não são iniciantes, alguns têm até mais de 5 anos de estudo.

O problema é que esses alunos demonstram uma total falta de conhecimento das bases do piano ou do teclado. Rapidamente posso listar alguns problemas principais:

  • Dedos fracos sem nenhum treino de reflexo;
  • Problema de concentração para prestar atenção na partitura;
  • Muita tensão muscular;
  • Muito tempo gasto para aprender de verdade uma peça;
  • Total falta de consciência corporal para o ritmo.

Ficou evidente que o problema estava principalmente relacionado com a falta de um método claro de estudo.

A impressão que tenho, é que os professores sequer chegam a ensinar COMO encostar os dedos nas teclas.

Acho que a raíz de todo o problema é aquilo que escrevi no começo deste texto: normalmente o professores não conseguem regular uma boa didática com um método eficiente, que desenvolva DE VERDADE as habilidades do aluno.

Para piorar, os melhores professores, aqueles que sabem realmente o que estão fazendo, não estão nem aí para a didática e não fazem um esforço para envolver o aluno nos estudos.

Eu sei como funcionam essas coisas, porque estudei com muitos professores e muitas escolas.

É esse cenário que faz com que os estudantes se comportem como digitadores e não como estudantes de piano.

A partir daí, fiquei preocupado em como eu poderia desenvolver um trabalho que fosse acessível para muitos e que desse os instrumentos necessários para quem estava interessado em piano. Não somente para os pianistas profissionais, mas para todos que amam o instrumento e a música.

A internet sempre me pareceu o meio ideal para isso, mas na época não consegui pensar em um modo certo de começar esse trabalho.

Como surgiu o AP

Em 2014, um amigo — que é cofundador do Aprendendo Piano — sugeriu uma estratégia de atuação pela internet.

Fizemos alguns testes e em 2015 chegamos em um formato ideal de ensino. Algo que utilize a tecnologia em favor do aluno e do professor.

Foi assim que nasceu o AprendendoPiano.com.br.

(Nota: Se você é iniciante, cadastre-se sem nenhum custo no meu Minicurso. Inscreva-se aqui.)

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Não pretendo explicar aqui o método que estruturei, nem como isso pode ajudar os pianistas profissionais ou amadores, não importa se estão interessados em um repertório popular ou erudito.

Na verdade, tudo que venho fazendo aqui neste site, nos posts do blog, em vídeos do Youtube, em muitas publicações do Facebook, faz parte de um grande discurso que pretende revelar aos poucos os passos do aprendizado.

Estou há 30 anos lidando com o piano e posso dizer que o processo não é um aprender definitivo, mas cada etapa é trabalhada em vários níveis.

E como pretendo fazer isso?

Bem, meu plano é divulgar muito material gratuito, mas também ter um conteúdo pago em que a atenção dada ao aluno é maior.

Além disso, pretendo abarcar o material desde o iniciante — aquele que nunca tocou em um piano — até o avançado.

Esse é o meu compromisso com você: oferecer o melhor ensino de piano da internet brasileira.

Não estou sozinho

Mas não faço o trabalho todo sozinho. É muita coisa para uma pessoa só.

Quem somos:

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Equipe Aprendendo Piano

  • Felipe Scagliusi – Fundador e Professor
  • Sarah Sarde – Mídias e Comunicação
  • Marcos Alcântara – Cofundador e Severino Oficial

Esse é um empreendimento familiar, pois além de trabalhar junto com a minha esposa — o que é maravilhoso — também conto com a presença de um grande amigo.

Em nome de todos, posso falar que o AP não é só um desafio, mas também uma fonte enorme de satisfação. Vou finalizar este texto deixando alguns depoimentos que nos incentivam a continuar com determinação.

Abraço!

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